Tribunal de Justiça de MT

Setembro Amarelo: Poder Judiciário de Mato Grosso mantém trabalho de apoio emocional nas 79 comarcas

Publicado em

No dia 10 de setembro – Dia Mundial de Combate ao Suicídio e Valorização da Vida, mobilizações nacionais e internacionais reforçaram o diálogo sobre a importância do cuidado com as emoções, como forma de prevenção ao suicídio. Dentro do Poder Judiciário de Mato Grosso, o bem-estar e a qualidade de vida de magistrados (as), servidores (as), colaboradores (as) e da sociedade em geral, é tema permanente, e foco de inúmeras ações realizadas ao longo do ano, e ampliadas durante o ‘Setembro Amarelo’.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 800 mil mortes por suicídio ocorrem anualmente no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.
 
Atento a isso, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso mantém profissionais presentes nas 79 comarcas do Estado, para o cuidado e atendimento do público interno. Ações preventivas que visam o bem-estar, o acolhimento e o tratamento de possíveis casos ligados à ansiedade e a depressão são realizadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, capaz de identificar possíveis transtornos emocionais, e agir no atendimento e encaminhamento dos casos.
 
Para a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, o apelo trazido pela campanha ‘Setembro Amarelo’, apenas reforça a atitude e o olhar cuidadoso que devemos ter durante o ano todo, com aqueles que estão à nossa volta.
 
“O ser humano precisa urgentemente recuperar a capacidade de olhar uns nos olhos do outro. Quando dizem que ‘os olhos são as janelas da alma’, é uma das mais verdadeiras expressões que existe. Ao olharmos nos olhos do nosso semelhante, somos capazes não apenas de enxergar suas dores, suas angústias, medos e frustrações, como ao mesmo tempo, reconhecemos em nós, a nossa própria fragilidade e a nossa necessidade do outro. O que nos diferencia é a forma como reagimos às emoções e a bagagem que trazemos, construída a partir de erros e acertos, como acontece com todos. E quando estamos na posição daquele que pode ajudar, nossa responsabilidade enquanto ser humano é ainda maior. Maior no sentido de não deixarmos que o outro, que nos é tão semelhante, padeça sem acolhimento, sem uma palavra amiga ou sem um refrigério para suas dores”, enfatizou a presidente.
 
“Aproveito para conclamar a todos do Poder Judiciário de Mato Grosso, para que preenchidos de afetuosidade, possamos nos olhar com os olhos do coração, e que essa onda gigantesca e poderosa de amorosidade possa se estender sobre nossos familiares, nossos amigos e até mesmo sobre aquelas relações que parecem efêmeras, mas que ali também são oportunidades de praticar o amor ao próximo, sem julgamentos ou juízo de valor”, concluiu a desembargadora.
 
Falar sobre as dores que afligem o emocional é o melhor tratamento para o cuidado de transtornos como ansiedade e depressão, explica a psicóloga do Departamento de Saúde do TJMT, Gisele Castilho.
 
“Ninguém quer tirar a própria vida, as pessoas em desespero querem dar fim à dor, ao sofrimento, mas não à vida. E o suicídio é o auge da dor, mas antes disso, diversos sinais antecedem o suicídio, como a depressão, o transtorno bipolar e transtornos relacionados ao consumo de álcool e drogas. A maior prevenção é prestar atenção no outro, e observar os sinais. Nós precisamos quebrar tabus, precisamos parar de diminuir ou minimizar a dor ou os sinais dados pelas pessoas. São sinais de que elas estão em sofrimento, na maioria das vezes podem ser sinais pequenos que acabam ignorados. Aos percebermos o menor sinal, devemos nos aproximar, dialogar com essa pessoa, mostrar que estamos sensíveis à dor dela e orientar para que busque a ajuda de um profissional”, frisou Gisele Castilho.
 
Falar abertamente sobre o assunto é a melhor maneira de aliviar a tensão, e dar espaço para que a pessoa possa se expressar, acalmar a angustia e se sentir acolhida. Estigmas do tipo “quem ameaça não faz”, “quer só chamar a atenção”, “é frescura”, ou, “falar sobre o assunto vai incentivar a cometer o suicídio”, são atitudes que precisam ser rechaçadas e que apenas reforçam sentimentos como vergonha, exclusão e discriminação.
 
A perda da pessoa também gera graves danos emocionais às famílias, que permanecem fragilizadas e marcadas pela dor da perda, com traumas sociais irreversíveis. Segundo a Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio, cada morte por suicídio afeta outras 135 pessoas, que ficam psicologicamente abaladas e traumatizadas. Estima-se ainda, que 25 pessoas próximas da vítima podem tentar se matar ou ter ideias suicidas.
 
Falar é preciso! – Em Mato Grosso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) mantém à disposição mais de 50 voluntários que prestam apoio emocional e de prevenção ao suicídio, com atendimento gratuito 24 horas por dia, pelo telefone 188. O CVV é uma organização da sociedade civil de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, que forma e reúne voluntários por todo o Brasil. São mais de 100 postos de atendimento espalhados e 3,5 mil voluntários. Em 2022 foram realizados 3,4 milhões de apoios.
 
Apesar da maioria dos atendimentos serem prestados por telefone, o voluntário Carlos Eduardo Laterza de Oliveira, explica que este não é o único canal de acesso ao serviço.
 
“O telefone é uma forma de viva voz com o outro. Nós percebemos que as pessoas querem falar sobre os seus problemas, se sentem sozinhas, querem ser ouvidas, elas querem se expressar. E apesar de terem pessoas no seu entorno, elas não se sentem seguras para falar sobre seus problemas, e é nesse momento, que o interesse genuíno dos nossos voluntários consegue fazer com elas se abram. Acalentar o coração de quem precisa desabafar, aliviando o acúmulo de sentimentos que trazemos em nós, inclusive sobre possíveis pensamentos suicidas, ofertar apoio, acolhimento, ombro amigo para quem está atravessando momentos de dificuldade, esse é o nosso papel. As pessoas sabem que podem encontrar em um dos nossos canais, um voluntário que vai estar ali com atenção, interesse, de forma respeitosa e sem julgamento, prontos para conversar de forma sigilosa e prontos para auxiliar”.
 
Além do número de telefone 188, o atendimento também pode ser feito pelo site www.cvv.org.br , por chat e e-mail.
 
Para ser voluntário é necessário ter a partir de 18 anos e disponibilidade de 4h30 semanais para realizar os atendimentos. O voluntário também precisará participar de reuniões de grupo uma vez por mês e realizar capacitações oferecidas pelo CVV uma vez por ano.
 
Naiara Martins/Foto: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Programa Verde Novo realiza plantio e distribuição de 500 mudas de árvores neste sábado (dia 9)

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

TJMT é destaque nacional em realização de audiências de conciliação

Published

on

Gráfico do Justiça em Números 2026 mostra o índice de conciliação nos processos de execução judicial dos Juizados Especiais e do Primeiro Grau nos Tribunais de JustiçaO Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) alcançou o maior índice de realização de audiências de conciliação entre os tribunais estaduais de médio porte e o segundo melhor desempenho dentre os 27 tribunais de Justiça do Brasil. O dado consta no relatório Justiça em Números 2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com o documento, 54,4% dos casos novos distribuídos em 2025 em Mato Grosso passaram por audiência de conciliação. O número também é superior à média da Justiça Estadual, que foi de 29,5%. O índice demonstra que, sempre que possível, o TJMT oferece às partes a oportunidade de resolver conflitos por meio do diálogo, antes do prosseguimento do processo judicial.
Presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueirade, um homem idoso, barba e cabelos brancos, de terno, com gravata de bolinhas, segurando um microfone e ao fundo um logo desfocado.“É um indicador que demonstra o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso em incentivar a solução consensual dos conflitos, oportunizando que as partes construam acordos antes do prosseguimento da ação judicial. Isso torna a prestação jurisdicional mais ágil e próxima das necessidades da população”, avalia o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira.
O resultado também reflete os investimentos realizados pelo TJMT na ampliação da estrutura voltada aos métodos consensuais de resolução de conflitos. Conforme o relatório, Mato Grosso conta atualmente com 50 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), unidades especializadas na realização de conciliações e mediações em diferentes regiões do estado.
A Justiça Estadual, considerando todos os estados, encerrou 2025 com 1.843 Cejuscs, consolidando uma política pública que vem sendo fortalecida ao longo dos últimos anos. Essas unidades têm papel fundamental na promoção do diálogo entre as partes, permitindo que muitos conflitos sejam solucionados de forma consensual, sem a necessidade de uma decisão judicial.
Segundo o CNJ, a expansão dos Cejuscs acompanha o fortalecimento da cultura da conciliação no Judiciário brasileiro. Além de contribuir para a redução da litigiosidade, a iniciativa estimula soluções construídas pelas próprias partes, preservando relações e proporcionando respostas mais rápidas aos cidadãos.

Autor: Bruno Vicente

Leia Também:  Erro em cobrança fiscal faz TJMT dobrar valor de indenização

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA