Tribunal de Justiça de MT

Servidores do Fórum de Várzea Grande são orientados sobre destinação correta de resíduos sólidos

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Servidores e prestadores de serviços terceirizados do Fórum de Várzea Grande participaram de uma reunião no auditório do Tribunal do Júri da Comarca, promovida pelo Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Durante o encontro, foram repassadas diversas orientações sobre o Plano de Logística Sustentável em vigor na unidade judiciária, além da sensibilização dos servidores quanto ao descarte correto de resíduos sólidos gerados no local.
 
A equipe responsável pelos serviços gerais e todos os servidores terceirizados do fórum também participaram da reunião, que ainda tratou sobre a importância do cumprimento e da gestão do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) na unidade. Entre os temas abordados também estiveram a disposição das lixeiras de resíduos orgânicos e recicláveis no prédio da comarca, a separação adequada dos resíduos sólidos, o tempo de decomposição dos materiais no meio ambiente e o destino final de cada reciclável separado.
 
De acordo com a assessora de Sustentabilidade, Elaine Alonso, além de fornecer orientação aos servidores, também é necessário sensibilizá-los. “Essa sensibilização é necessária, pois são eles os geradores dos resíduos no ambiente de trabalho. Portanto, é essencial que compreendam o destino adequado de cada tipo de resíduo. Dessa forma, incentivamos a participação de todos na causa da sustentabilidade, promovendo a organização e cumprindo nosso papel na construção de um mundo melhor”, afirmou Elaine.
 
Para a gestora-geral do Fórum de Várzea Grande, Rosana Goulart, a responsabilidade do descarte correto é de quem gerou o resíduo, porém, a equipe de limpeza deve se tornar uma aliada na hora de separar os materiais. “Essa capacitação desses servidores que ficam na ponta é muito importante para a efetivação do nosso trabalho na Central de Resíduos que foi recém-inaugurada aqui na sede da comarca”, disse Rosana.
 
A encarregada dos terceirizados do Fórum de Várzea Grande, Luci Paiva, elogiou a ação do Núcleo de Sustentabilidade e reforçou o empenho de todos os servidores da limpeza na separação e categorização correta dos resíduos. “Todos aqui já estão cientes da importância das ações sustentáveis tanto no ambiente de trabalho quanto em casa, inclusive alguns servidores já começaram a trazer alguns resíduos de casa como pilhas, baterias e lâmpadas para possam ter a destinação correta”, explicou Luci.
 
Central de Resíduos no Fórum de Várzea Grande – No início do mês de junho, a Central de Reciclagem do Fórum de Várzea Grande foi inaugurada e, desde então, a separação e classificação de todos os resíduos e rejeitos tornaram-se obrigatórias para garantir o descarte correto e a destinação ambientalmente mais sustentável do que é produzido na sede da Comarca.
 
A iniciativa está em consonância com as normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a política de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário através da Resolução nº 400/2021.
 
Após a triagem dos materiais, todos os resíduos que possuem potencial de reciclagem são destinados às instituições parceiras, uma delas é a Associação de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis Mato Grosso Sustentável (Asmats) que periodicamente deve ir até a Central de resíduos realizar a coleta de material.
 
#Paratodosverem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens. Foto1: Imagem em plano aberto com os terceirizados sentados, de costas, assistindo a palestra. Em pé, de frente apra eles esão os assessores do Núcleo de Sustentabilidade, Elaine e Carlos. Foto 2: Elaine Alonso. Mulher de cabelos longos e escuros fala à plateia. Ela está de costas, com os cabelos soltos e veste um macacão verde. A plateia está em segundo plano na imagem e aparece desfocada, porém, é possível identificar que todas as pessoas que estão sentadas prestam atenção ao que é falado. Foto 3: Encarregada dos terceirizados concede entrevista. Ela é uma mulher branca, de cabelos curtos loiros e usa óculos de grau e camisa polo branca da empresa. Foto 4: Imagem do lado externo do fórum onde está localizado um ponto de coleta de recicláveis comn as devidas sinalizações por tipo de resíduo.
 
Laura Meireles/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Palestra alerta sobre cooptação de jovens por facções em MT

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O recrutamento de crianças e adolescentes por facções criminosas, com foco nos mecanismos de cooptação e nos desafios de prevenção e enfrentamento, foi o eixo central da palestra ministrada pelo promotor de Justiça João Batista de Oliveira, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), nesta terça-feira (19), durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso.
A mesa de debates foi presidida pelo juiz de Direito da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, e contou como debatedoras com a juíza da Vara da Infância e Juventude de Sinop, Melissa de Lima Araújo, e a promotora de Justiça Laís Liane Resende, coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional de Atos Infracionais.
Logo no início, o palestrante alertou para a fragilidade da rede de proteção e suas consequências diretas. “Quando a rede de proteção falha, as facções se apoderam de nossas crianças e adolescentes. Isso é um problema grave que nós temos e que precisa ser enfrentado com prioridade”, afirmou.
Durante a exposição, João Batista detalhou os fatores que facilitam o aliciamento de jovens por organizações criminosas, destacando vulnerabilidades sociais, familiares e educacionais. Ele apontou que a pobreza extrema, a fragilidade dos vínculos afetivos e o uso de drogas no ambiente familiar contribuem diretamente para esse processo.
“Famílias desestruturadas, com fragilidade de vínculos e problemas de adição, acabam deixando essas crianças expostas. A rede de proteção não consegue acolher de maneira adequada e as facções passam a ocupar esse espaço”, explicou.
No campo educacional, o promotor ressaltou a evasão escolar como um dos principais vetores de risco. Segundo ele, há grande diferença entre classes sociais, com índices muito mais elevados entre populações vulneráveis. “Nós temos uma evasão escolar absurda nas classes C, D e E, e isso contribui efetivamente para o aliciamento”, pontuou.
O contexto comunitário também foi abordado como elemento determinante para o fortalecimento das facções, que passam a ocupar lacunas deixadas pelo poder público. Essas organizações oferecem benefícios imediatos, como assistência e lazer, criando um sentimento de pertencimento. “Eles promovem uma falsa ideia de acolhimento, oferecendo segurança e atividades que o Estado não entrega, o que facilita a cooptação desses jovens”, destacou o palestrante.
Para dimensionar a gravidade do problema, foram apresentados dados nacionais do Atlas da Violência. Em 2023, o Brasil registrou 45.747 homicídios, sendo que 47,8% envolveram jovens entre 15 e 29 anos. No mesmo período, 21.856 jovens foram mortos, o que corresponde a uma média de 60 vítimas por dia.
O promotor também destacou o perfil das vítimas da violência letal, evidenciando desigualdades estruturais. Dados mostram que 82,9% das vítimas entre 0 e 19 anos são negras, com predominância de adolescentes do sexo masculino entre 15 e 19 anos. Sobre esse cenário, ele enfatizou: “O dado que mais assombra é justamente esse recorte racial. Nós temos uma juventude negra sendo muito mais atingida pela violência, em um índice muito superior ao da população branca”.
Em Mato Grosso, o cenário também preocupa. O palestrante mencionou crescimento de quase 39% nas mortes de jovens entre 15 e 25 anos, com média de 22 óbitos por mês. Para ele, o dado reforça a necessidade de políticas públicas mais efetivas e integradas. “Quando a gente insiste na atuação da rede e nas políticas públicas, é justamente para que isso não aconteça. Sem essa atuação, nós vamos perder nossos jovens para a criminalidade”, alertou.
A palestra ainda evidenciou a evolução das estratégias criminosas envolvendo adolescentes. Entre 2020 e 2026, houve aumento da utilização das redes sociais para recrutamento e controle, formalização de “batismos” em facções e expansão do chamado “tribunal do crime”.
Outro ponto de destaque foi a influência das facções no sistema socioeducativo. Dados apresentados indicam que, em Mato Grosso, dos 240 adolescentes em cumprimento de medidas, 132 possuem indícios de vínculo com organizações criminosas. Para o promotor, isso demonstra a necessidade de atuação mais efetiva dentro e fora das unidades. “Precisamos de estratégias para romper esse vínculo e oferecer alternativas reais de reintegração social”, disse.
Durante o debate, a promotora Laís Liane Resende enfatizou a gravidade do cenário e a velocidade com que o recrutamento tem ocorrido. “É um soco no estômago lidar com essa realidade. A sensação é que estamos em uma guerra e estamos perdendo, porque a cada caso solucionado, novos grupos já estão sendo formados”, afirmou.
A juíza Melissa de Lima Araújo trouxe exemplos que apontam caminhos possíveis, ainda que pontuais. “Quando um adolescente consegue se recuperar e reconstruir sua trajetória, isso já representa um avanço importante, embora saibamos que o desafio ainda é enorme”, destacou.
Ao encerrar, o presidente da mesa, juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, reforçou a importância da atuação preventiva e integrada. “As facções não recrutam esses adolescentes à força, elas os convencem, porque chegam primeiro que o Estado e preenchem lacunas deixadas pela família, pela escola e pela sociedade”, pontuou. Ele concluiu destacando que o enfrentamento passa pela atuação conjunta das instituições: “O problema está na origem, na captação, e é ali que precisamos atuar para quebrar esse ciclo”.
Saiba mais – O encontro é uma iniciativa conjunta do MPMT, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf); do Poder Judiciário, por meio da Esmagis, da Escola dos Servidores, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ); e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), com apoio da Fundação Escola de Ensino Superior do Ministério Público (FESMP‑MT).
Texto: Julia Munhoz (MPMT) / Foto: Josi Dias (TJMT)

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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