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Redes de Enfrentamento impulsionam criação de políticas públicas nos municípios

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A implantação das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar tem fomentado a criação de políticas públicas voltadas à proteção da mulher em Mato Grosso. Presente em 97 municípios, a iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) se tornou uma ferramenta fundamental para a estruturação de ações integradas no combate à violência contra a mulher.
Em Sorriso, por exemplo, a atuação da Rede foi determinante para a criação da Secretaria Municipal da Mulher e da Família. Segundo o coordenador de projetos da pasta, Rafael Maniezo, foi dentro da Rede que a ideia da implementação da secretaria ganhou força até se tornar de fato uma política pública.
Ele explica que o órgão da Prefeitura de Sorriso nasceu com o propósito de potencializar as atividades desenvolvidas no município. “Uma delas é a criação da Casa Aconchego, um espaço que fornece atendimento psicossocial, assessoramento jurídico e capacitação para mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade social”, explica.
Para Rafael, a participação do TJMT foi fundamental nesse processo, dando credibilidade e fortalecendo a adesão da sociedade às ações propostas. “A gente sente que há por parte da sociedade um olhar diferenciado quando um mecanismo proposto conta com o suporte do Tribunal de Justiça”, completa o coordenador de projetos.
Já em Juína, a Rede de Enfrentamento foi constituída em 2024 e, desde então, se reúne mensalmente para planejar e avaliar o trabalho. A psicóloga Josimara Ferreira, que atua na Alta Complexidade do município e preside o Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres, destaca que a atuação vem produzindo bons resultados.
Entre os avanços alcançados está a implantação da Unidade de Proteção à Mulher (UPM) e a conquista de um espaço para a criação de um centro de atendimento às mulheres com medidas protetivas. O local funcionará como uma extensão das ações de média complexidade, garantindo acolhimento contínuo e acompanhamento especializado às vítimas de violência.
“Quando a Rede foi implantada, tivemos um grande desafio. Mas, agora estamos com um trabalho bem constituído. O nosso próximo passo é trabalhar a prevenção, com atuação nas escolas. Essa é a nossa meta principal para 2026, para que possamos continuar avançando na construção coletiva das soluções”, pontua Josimara.
As Redes – As Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar são criadas e implantadas pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob liderança da desembargadora Maria Erotides Kneip.
A iniciativa visa unir esforços de órgãos, instituições e profissionais para ofertar apoio, acolhimento e proteção às mulheres. O trabalho integrado garante respostas rápidas e eficazes diante de cenários de violência de gênero, doméstica e familiar.
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Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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