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Projeto Verde Novo finaliza 2023 com mais de 196 mil mudas plantadas

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O Projeto Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, encerra o ano de 2023 com mais de 196 mil mudas de árvores frutíferas e nativas plantadas ou distribuídas em Cuiabá, além da realização de 680 ações ambientais e a formalização de inúmeras parcerias para atividades teóricas de conscientização, envolvendo o incentivo ao plantio e a conservação de árvores em espaços urbanos públicos e privados.
 
Em alusão as festividades de Natal, o Verde Novo decidiu inovar com a montagem de uma imensa ‘árvore de mudas’. A árvore que fez parte da agenda de inauguração do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá ‘Desembargador José Silvério Gomes’, realizada na última semana, despertou a curiosidade de magistrados, servidores, convidados e participantes do evento.
 
Mais de 360 mudas entre acerola, pitanga, caju, amora, tamarindo, jacarandá, pata de vaca e ipês nas cores amarelo, branco e rosa foram distribuídas em comemoração à nova sede dos Juizados.
 
A proposta da ‘árvore de mudas’ é exatamente estimular o interesse da população para o plantio de novas árvores, a fim de ampliar a área verde em Cuiabá, além de sensibilizar a população de forma criativa, sobre a importância da arborização e de atitudes simples que podem contribuir para mitigar os efeitos do aquecimento global, como evitar a queimada urbana, o descarte irregular de lixo e esgoto nos rios, o desperdício de água e energia elétrica, entre outras.
 
O projeto é desenvolvido há seis anos pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam) de Cuiabá, e coordenado pelo juiz Rodrigo Curvo, titular da Vara Especializada do Meio Ambiente.
 
Segundo o assessor do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam) e um dos gestores do projeto, Sérgio Savioli Resende, a rearborização, principalmente da área urbana, tem forte impacto no combate à emissão de gases de efeito estufa, e contribui de forma significativa para a redução das altas temperaturas e conservação da umidade relativa do ar.
 
“A pretensão do projeto vai muito além de reconquistar o título de cidade verde. As árvores são condicionadores naturais de ar e têm um papel fundamental na manutenção do clima. São elas que ajudam a reduzir a temperatura, umidificar o ar e frear a velocidade dos eventos. As arvores são soluções naturais para o controle, por exemplo, dos efeitos climáticos que temos vivido e sentido na pele, nos últimos anos”, frisou Sérgio.
 
Entre as novidades para o próximo ano, está a possibilidade de que outros municípios e comarcas possam aderir ao projeto. As entidades, órgãos, empresas ou pessoas físicas que também estejam interessadas em se tornar parceiros do Verde Novo, poderão entrar em contato acessando o portal – projetoverdenovo.tjmt.jus.br , ou pelo e-mail: [email protected]
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Árvore de Natal formada por mudas durante inauguração do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. Segunda imagem: Servidora vestida de blusa na cor rosa manuseia as opções de mudas expostas na arvore. Terceira imagem: Crianças alcançadas pela distribuição de mudas realizada pelo Verde Novo.
 
Naiara Martins/Fotos: Ednilson Aguiar/Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça de MT não cumpre reintegração de posse há 19 anos e gera prejuízo milionário

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O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça
O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça

A demora de quase duas décadas no cumprimento de uma decisão judicial de reintegração de posse da Fazenda Poconé, em Querência (945 km de Cuiabá), segundo a defesa, teria causado prejuízo na ordem de R$ 500 milhões referente a lucros cessante do Espólio de Itagiba Carvalho Diniz.

O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça, para apurar a conduta do juiz e diretor da Comarca, Thalles Nóbrega Miranda Rezende de Britto, e da secretaria da Vara Única de Querência-MT, que é responsável pela ação.

A matéria voltará à pauta da Corte no próximo dia 29 de julho, quando os desembargadores analisarão mais de dez incidentes processuais que, conforme o espólio, ainda impedem a conclusão da fase de execução e a restituição integral da propriedade.

“Embora a sentença que reconheceu o direito possessório do espólio tenha transitado em julgado em 2007 e uma segunda sentença tenha definido os limites da fazenda após extensa produção de provas e perícias técnicas que se prolongou por quase 30 anos, a maior parte da área permanece fora da posse dos proprietários”, sustentam os advogados.

Levantamentos técnicos anexados ao processo indicam que a Fazenda Poconé possui 7.237 hectares, dos quais aproximadamente 3.921 hectares são agricultáveis.

Desse total, apenas 604 hectares estariam atualmente sob posse direta do espólio. Outros 3.317 hectares permanecem pendentes de restituição e continuam sendo explorados economicamente por terceiros, segundo a petição.

O espólio afirma que cerca de 1.653 hectares de lavouras seguem sendo cultivados por empresas e produtores que figuram na própria ação judicial, enquanto outros ocupantes apresentaram embargos de terceiro para tentar impedir ou retardar o cumprimento das decisões judiciais.

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Para os proprietários, a demora na execução permitiu que a área permanecesse produzindo riqueza por mais de 20 anos, apesar da existência de decisões judiciais favoráveis ao espólio.

Compromisso firmado antes da disputa

Um dos documentos anexados aos autos, revela um ‘Termo de Compromisso’, firmado em 5 de maio de 1997 pelos então proprietários das áreas envolvidas na futura ação demarcatória.

No documento, os signatários assumiram o compromisso de preservar a situação existente até a definição técnica dos limites das propriedades. O texto estabelece que eles se obrigavam a “não realizar alteração alguma e expansão das respectivas posses atuais enquanto não se proceder o levantamento topográfico que as delimite e as caracterize segundo a titulação legítima”, prevendo que a demarcação seria realizada “por meio judicial ou amigável”.

O compromisso também registra que “a atual localização das posses não representa em definitivo a coerência destas com os respectivos títulos de domínio que cada um detém” e determina que o grupo tinha a obrigação de “promover a demarcatória a fim de definir a propriedade e em consequência a posse”.

Na avaliação do espólio, o documento demonstra que os próprios signatários concordaram em submeter a definição dos limites ao resultado da futura demarcação judicial, comprometendo-se a respeitar a solução técnica do conflito.

Patrimônio continua produzindo riqueza

Enquanto a execução permanece pendente, a atividade agrícola continua em ritmo intenso na região. Segundo o relatório consolidado de capacidade financeira que A Gazeta teve acesso, diversos ocupantes ou pessoas ligadas às áreas em disputa possuem patrimônio rural expressivo, empresas e participações societárias relevantes.

Entre eles está a Indústria e Comércio de Máquinas Agrícolas Mantovani Ltda., empresa com capital social de R$ 3 milhões e proprietária da Fazenda Paraíso, em Ribeirão Cascalheira, com mais de 2.400 hectares.

O relatório também aponta que Benildo Carvalho Teles possui patrimônio rural no Pará, participação na AgroGalaxy, da qual alienou ações em operação superior a R$ 31 milhões, além de integrar empresas do agronegócio com capital superior a R$ 15 milhões.

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Outro é Claudio Augusto Diniz, proprietário de fazendas em Mato Grosso e Goiás, sócio de empresas rurais e credor da recuperação judicial do Grupo AgroGalaxy em mais de R$ 3,2 milhões.

O levantamento ainda relaciona a JMSW Agropecuária Ltda., empresa voltada ao cultivo de soja com capital social de R$ 17,6 milhões e proprietária de fazenda superior a 7 mil hectares em Querência.

Também aparecem produtores rurais e empresários como Leandro De Conti, Adalberto Backes, Carlos Caneppele, Gelson Caneppele, Sérgio Caneppele, Ivanete Lurdes Caneppele, Leandro Caneppele, Fernando Passinatto, José Adelar Jaenisch, além das empresas AGL Administradora e Participações Ltda. e MPS Empreendimentos Imobiliários Ltda., todos descritos como proprietários de imóveis rurais, beneficiários de financiamentos públicos ou integrantes de grupos empresariais ligados ao agronegócio.

O relatório atribui a esse conjunto de pessoas físicas e jurídicas patrimônio imobiliário rural, empresas e ativos considerados de elevada expressão econômica.

Julgamento

O espólio sustenta que a controvérsia deixou de ser sobre quem é o proprietário da Fazenda Poconé. Segundo os advogados, a discussão atual restringe-se ao cumprimento de decisão já transitada em julgado e à retirada dos ocupantes remanescentes.

A expectativa é que o julgamento marcado para 29 de julho pelo TJMT destrave a fase de execução e permita a efetiva restituição da área, encerrando um litígio que se arrasta há quase duas décadas e que, segundo o espólio, gerou perdas patrimoniais estimadas em aproximadamente R$ 500 milhões em razão da exploração agrícola contínua da fazenda.

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