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Projeto ‘Servidores da Paz’ inicia segunda etapa de formação de facilitadores de Círculos de Paz

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A presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, deu boas vindas ao grupo de servidores e magistrados que iniciaram nesta terça-feira (31 de outubro), o II Módulo do Curso de Formação Básica de Facilitador de Círculo de Construção de Paz, realizado pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur). A formação faz parte do Projeto ‘Servidores da Paz’, habilmente idealizado pela desembargadora, que tem como meta a promoção da paz social, a partir da multiplicação de agentes da paz.
 
Em sua mensagem, a desembargadora Clarice Claudino inspirou os participantes a se manterem determinados na louvável missão de levar a paz. “Quero dar boas vindas a todos vocês que estão conosco neste curso de Justiça Restaurativa, mais especificamente na metodologia dos círculos de construção de paz. Que todos tenham momentos de muita luz interior e entrega. Sintam-se pertencentes a esse nosso esforço de deixar um legado de paz por onde quer que nós passemos. Bem-vindos e muito obrigado por estarem conosco, na construção da paz mundial”, acolheu a presidente.
 
O trabalho da desembargadora Clarice Claudino, inspirado em seu próprio estilo de vida, já foi mencionado em diversas oportunidades pelo conselheiro e coordenador do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello, como referência nacional na construção da paz.
 
Em sua passagem por Cuiabá, durante o “I Encontro Nacional de Justiça Restaurativa e a Transformação da Cultura Institucional”, realizado no início de outubro, em parceria com o CNJ, Luiz Philippe de Mello, antecipou que as praticas desenvolvidas em Mato Grosso serão utilizadas como referencia para a construção do Plano Nacional de Combate à Violência nas Escolas, que será assinado com o Governo Federal.
 
Simultaneamente, o Poder Judiciário tem avançado na formação de facilitadores e instrutores de Círculos de Construção de Paz como estratégia para a expansão da Justiça Restaurativa nas comarcas. Além do aperfeiçoamento de magistrados e servidores, o Judiciário também tem mobilizado a participação de atores municipais, ligados principalmente ao ambiente escolar e de atendimento às famílias.
 
Projeto ‘Servidores da Paz’ – Neste módulo participam 50 pessoas, entre servidores que concluíram em junho, a primeira etapa do Projeto ‘Servidores da Paz’, e servidores do Fórum da Comarca de Várzea Grande. O curso é realizado pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário, e seguirá até o dia 28 de novembro, com carga horária de 20 horas. As aulas serão ofertadas de forma virtual pela plataforma Microsoft Teams, com a entrega de atividades e a elaboração de conteúdo técnico a cada aula concluída.
 
Assim como no primeiro módulo, o curso será ministrado pela instrutora de Círculos de Construção de Paz e assessora Especial da Presidência do Tribunal de Justiça para Justiça Restaurativa, Katiane Boschetti da Silveira. A juíza Luciene Kelly Marciano Roos da Comarca de Alta Floresta e o juiz Leonísio Salles de Abreu Junior da Comarca de Chapada dos Guimarães também participam do curso com a função de prestar assistência e auxiliar os novos facilitadores durante a formação. A assistência técnica e pedagógica prestada pelos magistrados, que se tornaram referencia em suas comarcas na difusão das práticas restaurativas, faz parte do curso de formação de instrutores, e conta como atividade pratica para conclusão do curso de instrutor.
 
Também participam deste módulo, o diretor do Fórum da Comarca de Várzea Grande, juiz Luís Otavio Pereira Marques, e as instrutoras do NugJur, Ana Cláudia Amorim Lima, Claudete Pinheiro da Silva Almeida e Juliany Santos Ferreira.
 
Katiane Boschetti fez uma breve cronologia sobre o crescimento da Justiça Restaurativa no mundo, e o surgimento dos primeiros textos que faziam referencia a metodologia, na década de 70. Depois disso, apenas em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU), publicou o que seriam as primeiras resoluções sobre o tema.
 
“A Justiça Restaurativa visa transcender dinâmicas de culpa, vingança e desempoderamento, olhando para o conflito com uma oportunidade de transformação. Quando a Justiça Restaurativa fala em compreender as causas e consequências do dano causado, nós estamos falando em trazer para a consciência nossa parcela de responsabilidade sobre aquele ato, e só nesse momento em que me torno consciente disso, que é possível mudar. Quando me conecto com o outro, percebo que também sou responsável pelo outro, e daí a gente vai criando um espaço de empoderamento e responsabilidade, que só vai mudar quando nós entendermos que somos partes de um todo, e que tudo que eu faço reflete nesse todo, e isso, gradativamente vai mudando esse momento cultural, em que as pessoas aprenderam a terceirizar seus problemas”, defendeu Katiane.
 
Para o juiz Leonísio Salles de Abreu Junior, a formação humanizada dos magistrados dá o tom sobre o tipo de relação que o Poder Judiciário pretende construir com a sociedade.
 
“Quando o Poder Judiciário decide se empenhar na formação humana de servidores e magistrados, ele acena para a sociedade dizendo que quer caminhar junto, que quer participar das soluções e que quer contribuir para dias melhores. Com isso, a aproximação social da figura física do juiz, mais próximo da sociedade, com relações e olhares mais humanos e restaurativos acena exatamente para esse novo momento de construção social. E para isso, precisamos humanizar os instrumentos que fazem parte da engrenagem do Poder Judiciário, que são nossos magistrados, servidores e colaboradores. E para que eles tenham em seu cerne essa visão restaurativa, que possam enxergar situações de forma ampliada, tratar pessoas e otimizar conflitos de forma restaurativa é preciso mudar a visão. As questões podem ser resolvidas pelo texto singelo da lei, podendo gerar implicações, mas que aplicando princípios como razoabilidade e proporcionalidade, ele terá a visão ampla do conflito e não restrita e legalista da lei”, afirmou o juiz.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira foto: Desembargadora Clarice Claudino da Silva deu boas vindas aos participantes do curso. Segunda foto: Imagem da sala de aula virtual transmitida pela plataforma Microsoft Teams.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Campanha ReciclaJud arrecada toneladas de recicláveis e premia unidades da sede do TJMT

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Troféus da premiação ReciclaJud, com símbolo da reciclagem em destaque, organizados sobre uma mesa. Ao fundo, sacolas de presentes entregues aos vencedores.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta terça-feira (09) a premiação da 2ª edição do ReciclaJud – Sede, campanha institucional que mobiliza magistrados, servidores, estagiários e colaboradores para a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação resultou na arrecadação de 4.620 quilos de materiais recicláveis, entre papel, plástico e metal, destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis Mato Grosso Sustentável (Asmats).

Magistrados, servidores e colaboradores acompanham a cerimônia de premiação do ReciclaJud em área de convivência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.Além da entrega dos troféus às unidades vencedoras, a programação contou com a reinauguração do ecoponto do Tribunal e a distribuição de mudas de espécies frutíferas e nativas do Cerrado pelo programa Verde Novo.

A competição foi dividida em três categorias e o critério de avaliação considerou a arrecadação per capita, calculada pela relação entre o volume de resíduos coletados e o número de integrantes de cada unidade.

Vencedores

Na categoria Gabinetes de Desembargadores, o primeiro lugar ficou com o gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, seguido pelo gabinete da desembargadora Clarice Claudino da Silva e pelo gabinete da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.

Uma nova fotografia posada em frente ao mesmo painel, agora com um grupo menor, composto por 9 pessoas (cinco homens e quatro mulheres). A formação é lado a lado e todos olham para a foto sorrindo. A maioria usa crachás no pescoço.Entre as áreas administrativas com até 35 pessoas, a Ouvidoria do Poder Judiciário conquistou o primeiro lugar, seguida pela Coordenadoria de Planejamento e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). O prêmio do Nupemec foi recebido pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo, e sua equipe.

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Já na categoria das áreas administrativas com mais de 35 pessoas, a vencedora foi a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, seguida pela Coordenadoria Administrativa e pela Coordenadoria de Comunicação Social.

Compromisso com a Sustentabilidade

Integrantes do gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo posam para foto após receber o troféu de primeiro lugar do ReciclaJud, em frente ao ecoponto revitalizado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O coordenador do Núcleo de Sustentabilidade e ouvidor-geral do TJMT, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, destacou que a iniciativa fortalece a cultura institucional de responsabilidade socioambiental. “Temos a oportunidade de mobilizar servidores, magistrados e colaboradores para contribuir com a reciclagem, que é tão importante para a sustentabilidade. Essa cultura de proteção ao meio ambiente e de valorização da dignidade humana é reforçada ano após ano pelo Poder Judiciário de Mato Grosso”, afirmou.

Uma fotografia posada de um grupo grande, composto por 11 mulheres e um homem, em frente ao painel do Ecoponto. O clima é de celebração e todos sorriem para a câmera. O grupo está vestido em trajes esporte fino, com roupas coloridas, terninhos, blusas sociais e vestidos.A diretora-geral do TJMT, Andreia Marcondes, ressaltou o engajamento dos participantes e a importância de tornar as práticas sustentáveis permanentes no ambiente institucional. “Tanto os resultados de arrecadação do ReciclaJud, quanto a reinauguração do ecoponto fortalecem o compromisso do Poder Judiciário com a sustentabilidade, ao oferecer um local adequado para o recebimento de resíduos sólidos e materiais de uso doméstico trazidos por servidores e colaboradores, além de contribuir para a geração de renda de dezenas de pessoas da Asmats e para a preservação do meio ambiente”, afirmou.

A gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Bagão Schoffen comemorou os resultados da campanha e destacou sua expansão para outras comarcas. “Somente nesta edição, arrecadamos quase cinco toneladas de materiais recicláveis na sede do Tribunal. Em 2025, as campanhas realizadas pelo Judiciário mato-grossense somaram cerca de 26 toneladas. Neste primeiro semestre de 2026, já alcançamos aproximadamente 10 toneladas, considerando as ações realizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis”, informou.

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Ecoponto revitalizado

Inauguração do Ecoponto do TJMT. Pessoas aplaudem nas laterais de um grande painel verde com nichos de reciclagem para plástico, papel, metal, pilhas e eletrônicos. Um tecido azul está no chão.Durante o evento, o ecoponto da instituição foi reinaugurado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo; acompanhado dos demais integrantes do dispositivo de honra, juiz-auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques; gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen; e as servidoras Margarida Dower e Eliane Rocha, do Departamento de Saúde do TJ.

O Ecoponto é destinado ao recebimento de resíduos como papel, plástico, metal, eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas, vidros e óleo de cozinha usado. A iniciativa busca incentivar a coleta seletiva, a logística reversa e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

O ReciclaJud integra as ações permanentes de sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso e reforça o compromisso institucional com a preservação ambiental e a inclusão social.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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