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Programa ‘Eu e Você na Construção da Paz’ certifica 97 novos facilitadores em Campo Verde

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) e o município de Campo Verde (131km ao sul de Cuiabá), realizaram a certificação de 97 novos facilitadores de Círculos de Construção de Paz, durante o ‘I Encontro de Facilitadores de Campo Verde’.
 
 
O evento contou com a participação do juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e coordenador do NugJur, Túlio Duailibi Alves Souza, da juíza da Vara da Infância e da Juventude Maria Lúcia Prati, da juíza da 3ª Vara da Comarca de Campo Verde, Caroline Schneider Guanaes Simões, da assessora de Relações Institucionais do NugJur, Katiane Boschetti da Silveira, e da secretária Municipal de Educação, Simoni Pereira Borges.
 
 
O encontro também celebrou a união de esforços e os resultados obtidos pela Comarca de Campo Verde e a gestão municipal com a implantação do Programa ‘Eu e Você na Construção da Paz’. Instituído pela lei 2866/2022, como política pública de combate à evasão e à violência escolar, o programa tem como metodologia a aplicação dos Círculos de Construção de Paz entre alunos do 5º ao 9º ano.
 
 
Em menos de dois anos de implantação, o programa já atendeu mais de 7 mil estudantes com a realização de mais de 500 círculos de construção de paz, em 100% das escolas públicas das redes municipal e estadual de ensino. Nesse universo, foram beneficiados alunos do 4º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, e também alunos da modalidade EJA (Educação de Jovens e Alunos). Os círculos foram aplicados pelos 191 facilitadores formados desde o início do programa.
 
 
Os círculos nada mais são do que uma oportunidade de que alunos e professores se utilizem de um espaço organizado, e especialmente preparado para o diálogo, a troca empática de experiências e o entendimento. Nesse processo de construção, cabe ao facilitador desempenhar o papel primordial de assegurar aos participantes o direito à fala e à escuta, guiados de forma acolhedora, dentro de um espaço de diálogo com princípio, meio e fim. É aquilo que chamamos de ‘conversa estruturada’, com reflexos positivos dentro e fora do ambiente escolar. A ideia é que a cultura do diálogo se torne uma prática comum no dia a dia de crianças, jovens e adolescentes, impactando na vida escolar, familiar e em comunidade.
 
 
Para o juiz Túlio Duailibi, o município de Campo Verde se tornou referência em Mato Grosso nas práticas da Justiça Restaurativa, aplicadas para a pacificação do ambiente escolar. “O município é a porta de entrada para que o Poder Judiciário de Mato Grosso vá até aos demais municípios, e daí em diante até as demais comarcas, no sentido de que o programa se viabilize como uma política pública de pacificação social realmente capaz de prevenir conflitos. Isso faz do programa ‘Eu e Você na Construção da Paz’, desenvolvido pelo município de Campo Verde, uma referência para o Poder Judiciário”, destacou o magistrado.
 
 
“Este foi um momento muito especial de encontros e reencontros, uma ocasião para celebrar a dedicação de pessoas unidas com o mesmo objetivo: de contribuir para a construção de uma cultura de paz. O programa ‘Eu e Você na Construção da Paz’ é um consistente, que está embasado em lei, estruturado em dimensões, e que está servindo de inspiração para municípios de Mato Grosso e até mesmo de fora do nosso Estado, mas o grande diferencial do programa, o que faz ele realmente dar certo, são seus facilitadores. São eles que dedicam tempo, energia e talento para promover o diálogo e a compreensão mútua, são eles que ensinam as novas gerações sobre a importância da paz e da construção de valores que serão levados para a vida”, comemorou a juíza Maria Lúcia Prati, titular da 2ª Vara de Campo Verde, idealizadora do programa, e coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Campo Verde.
 
 
Durante o encontro, a assessora de Relações Institucionais do NUGJUR, Katiane Boschetti da Silveira ministrou a palestra “O papel do facilitador no Círculo de Construção de Paz”, demonstrando o papel estratégico do facilitador no desenvolvimento humano e social dos estudantes. “O facilitador tem um papel fundamental, primordial nessa construção da paz. E este programa de Campo Verde é uma referência pela qualificação dos seus facilitadores, pela motivação e pelo fortalecimento desses facilitadores dentro de processo contínuo, onde todos crescem juntos”, ressaltou.
 
 
A secretária municipal de Educação, Simoni Pereira Borges, chamou atenção para o impacto positivo causado na melhoria das relações interpessoais, desde a implantação do programa na rede de educação.
 
 
“Nós conseguimos avaliar com muita nitidez, o impacto significativo causado na qualidade das relações dentro do ambiente escolar. Isso é possível constatar tanto com base nos indicadores formatados para mensuração dos números quanto nos depoimentos de professores e estudantes. Os alunos que vivenciam os círculos de construção de paz conseguem ser mais empáticos, ter uma condição maior de ouvir e de falar de forma organizada. Então nós acreditamos sim nessa política, e por isso investimos tanto, por ela ser uma política que vai ajudar na construção de uma cultura diferente, num mundo melhor, mais pacificado, com empatia, que é tudo que nós precisamos”, completou.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: ao centro do palco, o juiz Túlio Duailibi, as juízas Maria Lúcia Prati e Caroline Schneider Guanaes Simões, a assessora Katiane Boschetti da Silveira e a secretária municipal de Educação, Simoni Pereira Borges participaram da cerimônia de certificação dos novos facilitadores.
 
 
Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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