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Programa Corregedoria Participativa realiza correições e visitas na Comarca de Juara

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O Programa Corregedoria Participativa segue com seu propósito de aprimorar a Primeira Instância do Poder Judiciário de Mato Grosso. Na segunda-feira (29), a comitiva liderada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, chegou à Comarca de Juara. Cerca de 40 servidores e magistrados das Comarcas de Juara e Porto dos Gaúchos participaram da abertura do encontro realizada no plenário do Fórum.
 
A primeira atividade do dia foi o registro fotográfico em frente ao edifício do Fórum. No local, magistrados, servidores e membros da comitiva da Corregedoria uniram-se para registrar o momento. Além do corregedor-geral, também estiveram presentes os juízes-auxiliares da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ-MT), Christiane Costa Marques, Cristiane Padim e Emerson Cajango, a assessora especial da CGJ, Kelly Assumpção, e servidores da Corregedoria. De maneira remota, o juiz auxiliar da Ouvidoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, que tem entre suas atribuições as inspeções das unidades prisionais e estava presente na Comarca de Nova Canaã do Norte também marcou presença na abertura do programa.
 
O desembargador Juvenal Pereira deu início aos trabalhos, destacando a importância das correições presenciais, uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e uma maneira de melhorar o diálogo para enfrentar os desafios diários de magistrados e servidores.
 
“Esta iniciativa visa promover a interação da Corregedoria com magistrados e servidores das comarcas do interior. Especialmente as mais distantes, pois é essencial que a administração conheça e compreenda as demandas locais, para juntos promovermos melhorias de forma ágil e eficaz”, disse o corregedor em sua fala inicial.
 
Em seguida, o juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Cajango, conduziu um “bate-papo” sobre gestão de gabinete e secretaria. Ele interagiu com servidores e magistrados e discutiu os desafios enfrentados pelo Judiciário na Comarca. O magistrado citou as metas do CNJ, indicou prioridades, ofereceu insights sobre administração judiciária e coletou feedback das dificuldades relatadas pelos servidores. Paralelamente, Cajango e sua equipe conduziram as correições presenciais nas unidades judiciais, atendendo à determinação do CNJ.
 
Aproximação – No período vespertino, o corregedor, desembargador Juvenal Pereira, e as juízas auxiliares Christiane Costa Marques Neves e Cristiane Padim realizaram visitas institucionais ao prefeito de Juara, Carlos Amadeu Sirena, à defensora pública, Carolina Henrica Borin Gikordano, e a membros da 20ª Subseção da OAB, onde foram recepcionados pela presidente, Ghyslen Robson Lenhen.
 
Programação – Dando sequência à sua missão de estreitar laços, ouvir a comunidade e contribuir para aprimorar a justiça em todo o Estado, nesta terça-feira (30), ocorrem as correições no Fórum de Porto dos Gaúchos e, na quarta-feira (31), a comitiva chegará em Juína.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: 1 – Foto da Comitiva da CGJ com servidores e magistrados de Juara e Porto dos Gaúchos. Descrição da imagem: 2 – corregedor, desembargador Juvenal Pereira está em um círculo com membros da OAB Juína. Todos estão sentados em cadeiras.
 
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas

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A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.

O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.

As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.

Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.

Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.

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Muito antes da violência

Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.

“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.

Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.

Integração para prevenir

O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.

“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”

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Cenário nacional

O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.

Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.

Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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