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Presidente do TJMT fala sobre Justiça Restaurativa em Congresso de Segurança em Sorriso

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Clarice Claudino da Silva, participa do (1° Congresso Municipal de Segurança Pública ‘Segurança Pública Começa no Município’), de 1 a 2 de fevereiro, no município de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, região norte do Estado. No evento, a desembargadora vai ministrar uma palestra, na sexta-feira (02 de fevereiro), às 8h30, sobre o tema: ‘Justiça Restaurativa – Promovendo a Cultura de Paz’.
 
A juíza e diretora do Fórum do Sorriso, Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, será a mediadora na mesa de discussão.   
 
A Justiça Restaurativa é uma resposta aos conflitos sociais utilizadas pela Justiça Restaurativa, como os ‘Círculos de Construção de Paz’ e os ‘Círculos de Resolução de Conflitos’ que promovem a conscientização sobre a importância da busca da solução pacífica para os problemas sociais do cotidiano, sempre respeitando a dignidade e a igualdade das pessoas. Semear a paz e fortalecer a justiça são prioridades estabelecidas na gestão da atual presidente TJMT. Este enfoque é um esforço para construir uma sociedade mais justa, harmonioso e sem violência.
 
O coordenador-geral do 1ª Congresso Municipal de Segurança Pública – “Segurança Pública Começa no Município”, coronel da Polícia Militar, Flavio Ramalho dos Santos, destacou que o tema ‘Justiça Restaurativa’ é base para o fortalecimento e adequação na segurança no Estado.
 
“Um dos temas mais importantes vai ser tratado pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, no nosso Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Essa temática é crucial, uma vez que o município de Sorriso está focado na segurança pública e trabalha incansavelmente para reforçar todo o sistema de segurança, mantendo sempre uma colaboração estreita com nosso Poder Judiciário, Executivo e Legislativo, visando promover o bem-estar em nossa cidade de Sorriso”, afirmou o coronel Ramalho.
 
Serviço – O 1° Congresso Municipal de Segurança Pública ‘Segurança Pública Começa no Município’ será realizado no Auditório da Faculdade Atenas, localizado na Estrada Vicinal, nº 1199, Bairro: Área de Expansão Urbana, Sorriso-MT. 
 
Carlos Celestino 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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