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Poder Judiciário implementa Plano de Gestão de Resíduos e adota política de consumo consciente

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O compromisso com um meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável a todos, levou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso a implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). De forma bastante simplificada, o plano possibilita estabelecer práticas sustentáveis no uso do bem público, e a racionalização dos impactos socioambientais com a sensibilização do público interno por meio da educação ambiental.
 
O controle e a gestão de resíduos, assim como a economia de água, papel, energia elétrica, combustível, entre outros insumos, e o desenvolvimento de uma consciência ambiental, são apenas algumas das diretrizes propostas pelo PGRS. Dentro do plano, a responsabilidade compartilhada, com a participação de todos, é fundamental para a adoção de práticas de conscientização, trazendo para o meio corporativo mudanças de hábitos com reflexo direto na redução de resíduos e no consumo consciente.
 
De acordo com a Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, todos os agentes da cadeia produtiva, incluindo os consumidores, são responsáveis pela correta destinação dos resíduos, como também, pela busca de mecanismos para redução dos impactos causados a saúde e a qualidade ambiental.
 
Nova mentalidade – Para a juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Viviane Brito Rebello, coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade, a implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Poder Judiciário representa a quebra de paradigmas e a adoção de uma nova mentalidade no serviço público.
 
“Um dos maiores desafios à implementação do plano é superar a barreira logística que separa as comarcas da sede do Judiciário, em Cuiabá. Temos um corpo formado por 79 comarcas, cada uma delas com características e limitações próprias. Temos comarcas que estão a mais de 1.300 km de Cuiabá. E tudo isso, envolve a elaboração de uma grande logística, com mecanismos próprios para a gestão dos resíduos, e que não depende apenas da mobilização das nossas comarcas, mas também do credenciamento de cooperativas e parceiros. A mudança comportamental e de consciência entre servidores e colaboradores é o segundo maior desafio à implantação do plano, que começa a ser superado com estratégias de envolvimento do servidor”, frisou a juíza.
 
Para sensibilizar a participação do público interno, o Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça criou a figura do ‘agente sustentável’, com a função de buscar alternativas para a conscientização e o engajamento dos servidores nas comarcas.
 
Além disso, estratégias como o fortalecimento de campanhas internas têm intensificado o número de ações, com o foco na adoção de novos conceitos e no compromisso de todos com o meio ambiente. Atitudes simples, como o uso de copos, xícaras e pratos de materiais duráveis, em substituição aos descartáveis, o ato de apagar as luzes e desligar os condicionadores de ar ao final do expediente, o acondicionamento correto do lixo, a redução no número de impressões e no uso de papéis, são essenciais para a eficiência na aplicação de recursos e no uso sustentável do meio ambiente.
 
Princípios – O PGRS também está alinhado à prática de princípios internacionais, como a Agenda ESG Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o Tribunal de Justiça de Mato Grosso segue como referência no atendimento das principais exigências voltadas à mitigação de impactos ambientais no setor público.
 
“A adoção da Agenda ESG se tornou um referencial, que sinaliza entre as instituições e organizações do mundo inteiro aquelas com melhor desempenho e comprometimento na adoção da temática ambiental como norteadores de suas gestões. Nesse aspecto, o Poder Judiciário de Mato Grosso não só está comprometido com a redução dos impactos ambientais, como tem adotado políticas específicas, sinalizando de forma concreta que a sustentabilidade é sim, pauta prioritária e um dos valores da nossa instituição”, categorizou a juíza Viviane Brito, coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade.
 
A aplicabilidade da Agenda ESG tem sido cada dia mais difundida no setor público levando as instituições a repensarem e definirem novos parâmetros para o tratamento de questões essencialmente ligadas à sustentabilidade ambiental, a governança e a responsabilidade social.
 
As ações colocadas em prática pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, também se alinham à governança sustentável trazida pela Resolução nº 400/21, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que remodelou a política de sustentabilidade do Poder Judiciário, e tornou obrigatório o monitoramento e avaliação dos planos de logística sustentável de cada órgão do Poder Judiciário.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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