Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário e Estado discutem criação de grupo para fortalecer a assistência social

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A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), Christiane da Costa Marques Neves, recebeu a secretária-adjunta da assistência social do Estado, Leicy Lucas de Miranda Vitório, para discutir ações que visam aproximar ainda mais o Poder Judiciário de toda a rede da assistência social.
 
“No ano passado, nós fizemos um encontro com todos os secretários municipais de assistência social e suas respectivas equipes e foi ótimo. Precisamos dar andamento nas discussões, como a proposta da criação de um grupo de estudo para fomentarmos o diálogo entre a assistência social nos municípios com o sistema da justiça”, argumentou a secretária.
 
Ela destaca que buscará apoio junto à Polícia Judiciária Civil (PJC) e Ministério Público  Estadual (MPE). “Todos que têm relação com essa rede da assistência social, do sistema de garantia de direitos, serão convidados a participar conosco. Um apoio entre os Poderes para termos um alinhamento das ações e possamos atender da melhor maneira possível cada demanda que chega para o social, para serem direcionadas corretamente e em tempo hábil”, explicou.
 
A juíza auxiliar da CGJ, que tem entre suas atribuições as questões relacionadas a menores e adoção, corroborou com a ideia da criação de um grupo para tratar dos temas pertinentes a assistência social. “Acho uma ideia fantástica com a qual estaremos mais próximos e dialogando diretamente com os profissionais envolvidos na assistência social. Identificando o papel do Judiciário, do município e do Estado, para que todos tenham mais clareza no desempenho das funções e, consequentemente, atenderemos a todos, com maior agilidade”, disse.
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, afirmou que toda a equipe da CGJ está à disposição para contribuir em ações voltadas para a área social. “Cada vez mais o Poder Judiciário, sob a administração da nossa presidente, desembargadora Clarice Claudino da Silva, tem desempenhado seu papel social e é importante que consigamos chegar até as pontas, até as nossas comarcas”, finalizou.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: a juíza auxiliar Christiane da Costa Marques aparece em pé, no meio da foto, do lado direito dela está a secretária-adjunta, Leicy, e outras três assessoras ladeiam ambas. Todas estão sorrindo para a foto.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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