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A Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou 2024 deliberando sobre seis processos de conflitos fundiários coletivos de desocupação de imóveis rurais e urbanos. Os integrantes da Comissão se encontraram quinta-feira (25/01), na sala de reuniões da Corregedoria-Geral da Justiça.
 
“Ficamos contentes em ver a evolução dos trabalhos, de como a Comissão segue cumprindo com o seu papel de apresentar estratégias na retomada da execução das decisões judiciais de despejo e reintegração de posse. Desde sua criação já realizamos oito reuniões ordinárias e conduzimos 26 visitas técnicas em áreas de disputa no Estado, que geraram relatórios que funcionam como apoio operacional aos juízes das comarcas onde os processos tramitam. Que em 2024 esse trabalho continue a ser de sucesso”, declarou o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, ao dar boas-vindas aos membros e abrir os trabalhos do ano.
 
“Tivemos diversas experiências e situações peculiares envolvendo processo de conflitos fundiários e por conta disso adquirimos expertise e estamos mais preparados para lidar com os diferentes casos”, avaliou o juiz auxiliar da Corregedoria, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, ao ressaltar que 2023 foi extremamente exitoso para a Comissão Regional de Soluções Fundiárias. “Um dos cases de sucesso desta comissão é o Grupo de Trabalho que fez um levantamento de assentados no Contorno Leste de Cuiabá de forma inédita no Brasil. Foram mais de três meses de trabalho, contabilizando 1254 entrevistas conduzidas, 3553 assentados identificados em mais de 1000 famílias”, rememorou. “Parabéns a todos os envolvidos”, saudou o juiz auxiliar.
 
Calmon informou que o trabalho da comissão será apresentado como uma boa prática durante o 93º Encontro do Colégio Permanente de Corregedoras e Corregedores Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (Encoge), que será sediado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), em Palmas, no mês de abril de 2024.
 
O defensor público, Fábio Barbosa, que coordenou as ações do Grupo de Trabalho no Contorno Leste, ficou satisfeito em saber que contribuiu para o sucesso da iniciativa. “Esse foi um grande desafio que envolveu uma área extensa, amplamente ocupada e que demandou um trabalho em conjunto e coordenado pelos integrantes desta comissão. Estamos aguardando um parecer da Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano da Capital para concluir o levantamento. A partir dos dados apresentados pelo GT, e seguindo a legislação, a secretaria irá estabelecer quais pessoas precisam de encaminhamento na hora da reintegração da posse”, detalhou.
 
O presidente do Conselho Estadual Direito Humano, Inácio José Vera, reforçou o trabalho humanizado realizado pela Comissão. “Nós dos Direitos Humanos estamos preocupado com a situação das pessoas que vivem nesses conflitos e a Comissão tem feito um trabalho importante que ajuda a manter a dignidade e o Direito de moradia”, pontuou.
 
A Comissão Regional de Soluções Fundiárias conta com representantes da Defensoria Pública de Mato Grosso, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Secretaria do Estado de Segurança Pública, Ministério Público, Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), além do corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, juíza da 2ª Vara Cível Especializada em Direito Agrário, Adriana Sant’Anna Coningham, juíza do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec), Cristiane Padim da Silva, e juíza auxiliar da presidência, Viviane Brito Rebello.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida. Os membros da Comissão estão sentados em uma grande mesa e ao centro está o corregedor, desembargador Juvenal Pereira, a sua esquerda o juiz auxiliar Eduardo Calmon, e a sua direita juíza auxiliar da presidência, Viviane Brito.
 
Assessoria de Comunicação CGJ-MT  
Larissa Klein
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

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Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

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O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

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Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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