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A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip recebeu o título de cidadã honorária do município de Gaúcha do Norte, a honraria foi concedida pela Câmara de Vereadores da cidade.
 
A desembargadora recebeu o título das mãos do vereador Cezar Francisco Meneguzzi no gabinete da vice-presidência do TJMT. “É uma enorme alegria estar aqui para entregar o título de cidadã a desembargadora Maria Erotides, ela já trabalhou muito em prol da nossa cidade. O cartório de Gaúcha do Norte é fruto do empenho dela e do desembargador Paulo da Cunha. Antes da instalação do cartório em nossa cidade, os cidadãos gaúcha nortenses tinham que percorrer 200 km para autenticar um documento, reconhecer firma, entre outros serviços cartorários. Hoje é possível resolver tudo isso sem sair da cidade”, explicou o vereador.
 
O reconhecimento dos serviços prestados ao jurisdicionado emocionou a desembargadora. “Eu me sinto tão feliz, é como se eu estivesse recebendo um presente. Na minha avaliação eu fiz o que era necessário para melhorar a vida dos cidadãos de Gaúcha do Norte e agora eu me sinto compromissada com o município a partir do momento em que eu passo a pertencer e ter a mesma naturalidade dessas pessoas que me acolheram tão bem”, disse a desembargadora.
 
Quando foi corregedora, no biênio 2015/2016, a desembargadora Maria Erotides e o então presidente, desembargador Paulo da Cunha, viabilizaram a instalação de um cartório no município e transformaram positivamente o cotidiano da cidade.
 
A inclusão judiciária de Gaúcha do Norte não parou por aí. No mês de maio, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso instalou um Posto Avançado de Atendimento Digital (PAAD) na cidade e garantiu o acesso à Justiça e ampliou a capacidade de atendimento aos usuários do sistema judiciário.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 01: Vereador Cezar Meneguzzi e desembargadora Maria Erotides estão lado a lado no gabinete da vice-presidência e sorriem para a câmera. Eles estão segurando o título de cidadã gaúcha nortense. O vereador é um homem branco, de cabelos loiros e olhos azuis. Ele veste uma camisa azul clara com listras azul marinho. A desembargadora está com os cabelos longos e grisalhos, amarrados em um rabo de cavalo. Ela usa um terno caramelo, a blusa é preta e branca. 
 
Laura Meireles/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Fibromialgia evidencia limites da acessibilidade e reforça debate sobre inclusão no Judiciário

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A dor não aparece nos exames, não deixa marcas visíveis no corpo, mas impacta profundamente a rotina de milhares de pessoas. Esse foi o ponto de partida da palestra “Fibromialgia e o Direito de Ir e Vir: Desafios da Acessibilidade Urbana e Social”, ministrada por Carmen Miranda Sousa, presidente da Associação de Fibromialgia, durante a programação da tarde do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”. A atividade trouxe à tona a necessidade de reconhecer que doenças invisíveis também geram direitos e exigem respostas concretas do poder público.

Realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e a Escola dos Servidores, o evento reuniu magistrados, servidores, advogados e representantes da sociedade civil para discutir inclusão e acessibilidade no sistema de Justiça. A iniciativa integra as ações estratégicas do Judiciário mato-grossense voltadas à ampliação do acesso à Justiça de forma mais efetiva e humanizada.

Durante a palestra, Carmen destacou que a fibromialgia ainda enfrenta um dos maiores obstáculos: a invisibilidade. “É uma doença que as pessoas não veem. Não estamos de muleta, nem em cadeira de rodas, e por isso muitos acreditam que não temos nenhum problema. Mas é real, é uma dor neurológica que incapacita”, afirmou. Segundo ela, estima-se que cerca de 90 mil pessoas convivam com a condição em Mato Grosso.

Ampliação do conceito de deficiência

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A fala da palestrante reforçou a necessidade de ampliar o entendimento sobre o que caracteriza uma deficiência. Embora uma recente legislação federal já reconheça a fibromialgia como deficiência, na prática, o desconhecimento ainda gera constrangimentos e dificulta o acesso a direitos básicos.

Carmen explicou que a doença provoca dor generalizada, fadiga intensa e sintomas cognitivos, como falhas de memória, fatores que impactam diretamente a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. “Dormimos e acordamos como se tivéssemos passado a noite carregando peso. E, ainda assim, precisamos trabalhar, manter nossas funções e lidar com julgamentos”, pontuou.

A ausência de exames específicos para comprovação da fibromialgia também contribui para a exclusão. “A doença não aparece em exames, mas é limitante. Muitas vezes, nem a própria família acredita. Acham que é preguiça ou busca por vantagem, quando, na verdade, é uma dor que afeta profundamente o corpo e a mente”, relatou.

Entre os principais pontos abordados, esteve o direito de ir e vir, diretamente impactado pelas barreiras urbanas e sociais enfrentadas por pessoas com fibromialgia. Longas filas, falta de locais adequados para descanso, dificuldades no transporte público e jornadas extensas são desafios recorrentes. “Nem sempre conseguimos permanecer em pé por muito tempo ou enfrentar deslocamentos longos sem prejuízo à saúde. Não buscamos privilégios, mas condições adequadas”, destacou Carmen.

Visibilidade que transforma

Para a presidente da associação, iniciativas como o “TJMT Inclusivo” são fundamentais para mudar essa realidade. “Eventos como este trazem alívio e reconhecimento. Ajudam a dar visibilidade a uma doença invisível e a conscientizar quem ainda não acredita”, disse.

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A palestrante também chamou atenção para o impacto social da desinformação e para a importância do apoio familiar. “Sem compreensão e empatia, a situação se torna ainda mais difícil. Precisamos que a sociedade entenda que a dor existe e que essas pessoas precisam ser respeitadas”.

Ao encerrar sua fala, Carmen reforçou que a construção de uma sociedade mais acessível passa pelo reconhecimento das diferentes formas de sofrimento humano. “Uma sociedade inclusiva é aquela que reconhece todas as dores e apoia todas as pessoas”, concluiu.

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Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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