Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

Publicado em

Você sabia que aproximadamente 40% dos jovens que tiveram contato prematuro com as drogas terão seu futuro severamente impactado com consequências graves, como a dependência química? E que 90% das pessoas que vivem hoje em “Cracolândias” tiveram contato com a cocaína ainda na adolescência?
 
Essas informações foram apresentadas no podcast Explicando Direito pelo juiz Moacir Rogério Tortato, que é juiz titular da 11ª Vara Criminal (Justiça Militar) de Cuiabá, responsável pela 3ª Vara Criminal de Várzea Grande (Vara Especializada do Tráfico de Drogas) e coordenador da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A entrevista foi conduzida pela jornalista Elaine Coimbra.
 
“Com o passar do tempo, me parece que foi se criando uma aura de glamour em relação ao uso de drogas. A gente pode perceber que o tráfico de drogas não faz nenhuma companha de marketing, e ainda assim o uso de drogas é extremamente difundido e se dá porque, normalmente numa turma de amigos, quando um começa a usar, acaba levando os demais a esse uso”, comentou o magistrado.
 
“Tem também uma glamourização no meio artístico, muitos artistas falando muito bem, às vezes até fazendo humor com isso, como se fosse uma coisa muito boa. E, de outro lado, nós não temos uma campanha do Estado para esclarecer, para falar de outra banda, que o uso de drogas pode desencadear esquizofrenia no usuário, pode desencadear uma vida de maiores privações, uma dependência absurda”, complementou.
 
Conforme Tortato, o adolescente precisa ter em mente que, a partir do momento em que se inicia o uso de drogas, não se sabe qual será o destino. “Essa falta de esclarecimentos de um dos lados, acompanhada de uma propaganda massiva de outro lado, de que a droga é uma coisa boa, acaba impulsionando esses jovens infelizmente para o uso de drogas.”
 
O magistrado contou que a maconha é a principal e talvez a porta de entrada para as drogas ilícitas. “Temos três tipos de maconha: a maconha mais comum; tem aquela maconha que se convencionou chamar de Skank, que é o fruto do cruzamento de duas maconhas diferentes, a comum e uma maconha colombiana que eles denominaram de Colombian Gold. Uma maconha extremamente poderosa, com cerca de 20 vezes mais princípio ativo do que aquela que se chama maconha comum. O Skank tem 17 vezes mais o princípio ativo da maconha comum.”
 
Com o tempo, o usuário tende a experimentar drogas mais fortes, como a cocaína. “Temos três tipos de droga: cocaína na primeira fase de refino, na segunda é a pasta-base de cocaína e na terceira fase é o cloridrato de cocaína. Droga extremamente forte e viciante. Essa talvez seja a principal droga que causa dependência naqueles cidadãos que vão acabar parando na cracolândia. E temos as drogas sintéticas, o LSD, o Ecstasy, muito utilizado em festas por jovens, infelizmente. E tem muitas outras chegando, como a tal da K9.”
 
“Na Nova Zelândia, houve um estudo sobre a liberação ou não das drogas. Os governantes exigiram esse estudo antes de deliberarem a respeito. E a conclusão foi de que aqueles jovens que fazem uso de drogas durante a adolescência, juventude, vão ter uma vida financeira mais precária. Quanto mais drogas usam, pior vai ser a vida financeira deles como adultos”, contou o magistrado.
 
Clique neste link para ouvir a íntegra da entrevista, na qual o magistrado fala também sobre outros assuntos, como a recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o porte de drogas e a necessidade de campanhas educativas e preventivas. 
 
 
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: peça publicitária retangular e colorida. Na lateral esquerda, o texto ‘Ouça agora no Spotify!’, seguido da palavra Podcast. No centro, o nome do programa Explicando Direito, com foto e nome do convidado, juiz Moacir Rogério Tortato, bem como o tema Usuários de drogas. Na parte inferior, os endereços eletrônicos da Rádio Assembleia, Rádio TJ e Escola da Magistratura. Assina a peça o logo do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Esmagis-MT.
 
Lígia Saito 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Mato Grosso gerou mais de 53,1 mil novos empregos em nove meses, aponta Caged

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

Published

on

Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

Leia Também:  Em Mato Grosso, seis veículos foram recuperados na semana passada

No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA