Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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O projeto Nosso Judiciário visitou a Escola Estadual Professora Adalgisa Gomes De Barros em Várzea Grande. A palestra foi conduzida por Neif Feguri, servidor do TJMT, que ilustrou o funcionamento dos Juizados Especiais, da Defensoria Pública e as atribuições de juízes e desembargadores, com exemplos do dia a dia. Assuntos mais presentes no cotidiano dos alunos, como crimes cibernéticos e bullying, também foram falados. Os alunos puderam aprender mais sobre o funcionamento da justiça em Mato Grosso e receberam uma cartilha ilustrada que resume as informações de forma simples e acessível. 
 
 A aluna Clara Luz Caetano Rodrigues, presidente do grêmio estudantil e estudante do 3º ano, ressaltou a importância do Judiciário instigar o censo crítico nos alunos, “Foi importante demais ter essa palestra hoje”. Ela conta que o que mais chamou a atenção foram os crimes cibernéticos, “vou prestar mais atenção com coisas relacionadas à internet”. 
 
“Muitos não conhecem sobre as leis, então é importante para ficarmos cientes do que podemos ou não fazer”, disse Eduardo Henrique de Araújo Martins, aluno do 1º ano do ensino médio. Eduardo revelou que o que mais chamou a atenção na palestra foi a questão do bullying, “não sabia que o bullying era crime, descobri hoje, achei interessante porque é algo que ninguém gosta de passar e já estava na hora de se tomar uma atitude sobre”. 
 
“É muito importante essas informações serem conversadas com os alunos por um membro do Judiciário”, ressaltou Priscila Silva, Assistente Social da escola. Para Priscila, a unidade escolar precisa ser um ambiente acolhedor que mantenha o respeito e a empatia. Trazer esses ensinamentos ajuda os alunos a terem perspectiva de futuro e sonharem com uma carreira na magistratura. 
 
Nosso Judiciário – Desde 2015, o Projeto Nosso Judiciário faz visitações em escolas públicas e privadas de Cuiabá e Várzea Grande, com realização de palestras que mostram quais são os benefícios e obrigações de um cidadão. O programa também recepciona acadêmicos de faculdades, a maioria do curso de Direito (em visitas guiadas), que têm a oportunidade de conhecer as instalações do TJMT, além de assistirem sessões de julgamentos e são recepcionados por magistrados no Espaço Memória onde podem bater um papo sobre a profissão, sobre a magistratura e outras curiosidades do funcionamento da Justiça. 
 
Representantes de estabelecimentos de ensino, público ou privado, podem solicitar a palestra. Para isso é preciso entrar em contato pelos números (65) 3617-3032/3516.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1 – foto colorida. Alunos sentados em uma arquibancada enquanto seguram as cartilhas ilustradas do projeto nosso judiciário. Eles vestem o uniforme da rede estadual, camisas ou casacos azuis. Foto 2 – foto colorida. Neif Feguri fala aos alunos, eles leem as cartilhas e conversam entre si. Neif veste camisa social branca e calça social cinza, ele segura um microfone. Os alunos estão sentados em uma arquibancada verde no ginásio da escola e vestem o uniforme da rede estadual, camisas ou casacos azuis.

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Anna Giullia Nunes Magro (estagiária) 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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