Tribunal de Justiça de MT

Parente e amigos se emocionam com posse da desembargadora Anglizey Solivan no Tribunal de Justiça

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Uma vida de dedicação ao conhecimento.  A frase resume um pouco da trajetória da mais nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Anglizey Solivan de Oliveira, ao Judiciário Mato-Grossense, na tarde desta terça-feira (20.08). Em sua trajetória, o apoio da família e amigos foi essencial para assumir ao cargo de desembargadora, pelo critério de merecimento.  
 
A conquista da desembargadora  Anglizey Solivan de Oliveira foi acompanhada por seus pais, Gercino Soares de Oliveira e Maria Salete de Oliveira, que orgulhosos recordaram o caminho percorrido pela filha até aqui.  
 
“É um sentimento grandioso. Uma grande felicidade ver a pessoa pela qual ela se tornou. Uma mulher honesta, trabalhadora e determinada. Minha companheira”, declarou Maria Salete de Oliveira, ao abençoar a nova jornada da filha. “Todas as noites, eu ia buscá-la na universidade e vejo que trilhamos um caminho maravilhoso e todos estamos realizados”. 
 
Já Gercino Soares de Oliveira, teve dificuldade de encontrar palavras para falar da filha. O pai acompanhou, com admiração, cada conquista. “Sempre ficávamos surpresos ao ver a dedicação dela até chegar à magistratura. É impressionante ver a capacidade que ela tem de atuação e a responsabilidade que assume durante os julgamentos”.  
 
Para Adriana Oliveira, a irmã é uma inspiração para toda a família e já faz previsões de quem será a desembargadora  Anglizey Solivan de Oliveira. “Ela é uma pessoa vocacionada, nasceu para isso. Todos que dependerem de suas decisões terão o seu direito resguardado. O que há de mais bonito nela é isso, o caráter, o consenso, o apego à lei. O cuidado em vê que quem está atrás do processo são pessoas. Seu perfil humanizado de fazer justiça faz com que ela exerça um papel irretocável”.
 
Durante a posse, a presença da família tornou o momento especial para a nova desembargadora do TJMT. 
 
“Dedico este momento, único e especial da minha vida, ao meu filho, Guilherme, que é a luz dos meus dias e a razão da minha vida. Hoje estou com ele experimentando essa alegria. Valeu, tudo valeu a pena. Agradeço aos meus amigos, que são meu alicerce. Se eu consegui chegar até aqui porque fui muito amparada, hoje na minha casa tinham 35 buques até o meio-dia. Que eu possa cumprir a missão com empatia, humildade, compromisso e serenidade, muito obrigada. 
 
Nascida em Tapira (PR), a desembargadora  Anglizey Solivan de Oliveira Ingressou na magistratura em 1998. Atuou nas comarcas de Colíder, Juscimeira, Jaciara, Cáceres, Itiquira, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá. 
 
Ao longo desses 26 anos de carreira, acumulou experiência em Varas de Fazenda Pública, Infância e Juventude, Família e Sucessões. Em Cuiabá, é titular da 1ª Vara Cível e designada também no Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: primeira imagem –  fotografia colorida registrando o momento em que a desembargadora Anglizey está sendo conduzida pelos desembargadores Orlando Perri (Decano do TJMT) e Hélio Nishiyama (mais moderno), para assinatura do termo de posse. Segunda imagem: fotografia colorida. Na primeira fileira do plenário estão os parentes da desembargadora. Da esquerda para a direita estão a mãe e o pai, na sequencia o filho e o pai do filho da desembargadora. Na outra extremidade estão as irmãs da desembargadora. Todos estão em pé. Terceira imagem: a fotografia destacada os pais, bem como o filho e o pai do filho da desembargadora.
 
 
Priscilla Silva/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT  
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Escuta Cidadã reúne diferentes vozes para pensar uma Justiça mais acessível e inclusiva

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As marcas no corpo limitam alguns passos da artesã Liliana Correa da Silva. Mas não diminuem a coragem de continuar caminhando. Sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, ela chegou ao Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá na manhã desta quinta-feira (7) carregando mais do que a própria história: levou também a voz de muitas mulheres que ainda tentam reconstruir a vida depois da violência.
Liliana participou do segundo dia das Oficinas de Escuta Cidadã, promovidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso como parte da construção do Planejamento Estratégico 2027–2032.

O encontro debateu o tema “Direitos, Inclusão e Proteção Social” e reuniu advogados, promotores, professores universitários, assistentes sociais, servidores, representantes de instituições e cidadãos com diferentes experiências de vida, que sentaram lado a lado para discutir um tema em comum: como construir uma Justiça mais acessível, inclusiva e próxima da sociedade.

O trabalho em conjunto para a construção dessa experiência através das Oficinas de Escuta Cidadão envolve a colaboração entre a Coordenadoria de Planejamento e o Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT).

Acolhida pelo Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do Fórum de Cuiabá, Liliana emocionou os participantes ao relatar as consequências da violência sofrida.
“Passei por uma tentativa de feminicídio. Sofri sequelas físicas e psicológicas. Passei por dificuldades financeiras e precisei me reconstruir todos os dias. Mesmo assim, eu precisei encontrar forças para lutar pelos meus direitos”, contou.
Mais do que compartilhar dores, Liliana destacou a importância de o Judiciário abrir espaço para ouvir quem vive a violência na prática.
“Como fazer uma lei sem ouvir quem realmente sofreu? Somos nós que sabemos o que é viver a violência dentro de casa, sair sem nada e precisar recomeçar. Então, quando o Judiciário chama a sociedade para falar, isso mostra que a nossa voz importa”, afirmou.
Justiça inclusiva
A assessora Luciana Barros, que atua no Serviço de Atendimento Imediato (SAI), também compartilhou experiências vividas no atendimento ao público e reforçou a necessidade de ampliar práticas inclusivas dentro do sistema de Justiça.
“Participar desse encontro foi maravilhoso porque a gente compartilhou experiências e viu o quanto a inclusão é importante. No SAI, por exemplo, atendi um casal de surdos e percebi a necessidade de estar preparada para essa comunicação. Quando o Tribunal disponibilizou o curso de Libras, aproveitei a oportunidade para me qualificar e facilitar esse atendimento”, contou.
Segundo ela, a escuta qualificada e o acolhimento fazem diferença especialmente em situações de conflito e vulnerabilidade.
“A gente precisa compreender, dialogar e buscar formas mais inclusivas de atendimento para garantir que essas pessoas consigam acessar seus direitos e também alcançar soluções conciliatórias”, completou.
Planejamento construído com participação popular
As Oficinas de Escuta Cidadã começaram no dia 6 de maio e seguem até esta sexta-feira (8), reunindo diferentes públicos para discutir acesso à Justiça, inclusão, conciliação, inovação e transformação digital. A proposta é ouvir quem utiliza os serviços do Judiciário e transformar essas experiências em melhorias concretas.
A juíza Joseane Quinto Antunes, coordenadora do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT), destacou que a proposta das oficinas nasceu da necessidade de ouvir não apenas o público interno, mas principalmente os cidadãos.
“A Justiça existe para atender as pessoas. Por isso, precisamos ouvir quem utiliza esse sistema, quem vive essa realidade e quem precisa ser acolhido por ele”, ressaltou.
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, explicou que a construção do novo ciclo estratégico depende justamente dessa aproximação com a sociedade.
“Estamos aqui com responsabilidade de construir junto. Queremos olhar para aquilo que ainda precisa melhorar para atender melhor a sociedade mato-grossense”, afirmou.
Justiça mais próxima das pessoas
As oficinas utilizam metodologias colaborativas para estimular o diálogo entre cidadãos, magistrados(as), servidores(as), advogados(as), defensores(as), integrantes do Ministério Público e demais participantes do sistema de Justiça. A condução dos encontros é feita com apoio da WeGov, startup especializada em inovação no setor público.
Para o facilitador e diretor da WeGov, André Tamura, o principal objetivo é compreender como a sociedade percebe o funcionamento da Justiça e quais mudanças podem aproximar ainda mais o Judiciário das pessoas.
“O que é o Tribunal e como ele se relaciona com os outros até chegar ao cidadão? A gente vai ouvir diferentes experiências para entender aquilo que cada pessoa percebe desse sistema que utiliza”, destacou.
As conversas continuam nesta sexta-feira (8), com debates sobre “Justiça Digital e Sistema de Justiça” e “Futuro do Judiciário, Inovação e Sociedade”. As atividades acontecem presencialmente no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá.
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Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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