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Mulheres vítimas de violência terão atendimento jurídico e social durante Semana da Justiça pela Paz

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O Poder Judiciário de Mato Grosso promove entre os dias 21 e 24 de novembro, a “25 ª Semana da Justiça pela Paz em Casa” que consiste na realização de mutirão para dar resolução aos processos que tratam de violência doméstica e familiar contra a mulher nas comarcas de todo o estado. Em Cuiabá, as atividades se concentram no Fórum onde, além do esforço concentrado dos(as) magistrados(as) para dar vazão aos processos, serão oferecidos diversos serviços na área jurídica, de saúde e bem-estar às mulheres vítimas de violência, durante os dias 21 e 23. A realização é do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Centro Especializado de Atendimento às Mulheres Vítimas de Crimes e Atos Infracionais.
 
Diversos parceiros estarão reunidos durante a semana para oferecer serviços na área jurídica como a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Defensoria Pública, Núcleo de Práticas Jurídicas da faculdade Fasipe; na área de saúde com exames laboratoriais, aferição de pressão e diabetes e auriculoterapia e na área de bem-estar com serviços de maquiagem e sobrancelhas.
 
“Vamos ter, além dos serviços jurídicos e de saúde e bem-estar, o encaminhamento para serviços assistenciais, como auxílio aluguel, cursos de capacitação e o Centro de Atendimento vai ajudar nesse encaminhamento”, afirmou a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá e coordenadora do Centro de Atendimento, explicando que durante o ano são realizadas três edições da Semana da Justiça pela Paz em Casa, em março, agosto e novembro.
 
“Em novembro, temos os 21 dias de ativismo pelo fim da violência doméstica e familiar, que se inicia no dia 20. Como em Cuiabá teremos o feriado do Dia da Consciência Negra, nossa semana começa no dia 21. Vamos promover um mutirão de julgamento, concentração de audiências, despachos, decisões e impulsionamento dos processos e será oferecida uma feira de serviços para as mulheres que comparecerem presencialmente”, explicou.
 
21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher – É uma campanha promovida pelo CNJ, que se iniciou no dia 20 de novembro de 2022, Dia da Consciência Negra no país, e trouxe reflexões sobre os variados cenários da violência de gênero contra meninas e mulheres, com a contextualização de suas vulnerabilidades.
 
O movimento criado pelo CNJ, que busca sensibilizar a sociedade para o tema, sobretudo no Judiciário, se inspira na ação mundial denominada 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a mulher, que se iniciou em 1991, intitulada “as mariposas”, em homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, assassinadas, em 1960, na República Dominicana. Submetidas às mais diversas situações de violência e tortura, dentre elas, o estupro, as irmãs foram silenciadas pelo regime ditatorial de Rafael Trujillo, no dia 25 de novembro de 1960.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: arte gráfica com letras pretas onde se lê Justiça pela Paz em Casa e um triângulo verde simulando o telhado de uma casa em cima das palavras Justiça pela Paz.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

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O Curso de Letramento Racial e Práticas Antirracistas é parte da construção de uma estrutura mais acolhedora, de não discriminação, que vem sendo abraçada por magistrados (as), servidores (as) e colaboradores (as) do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A pesquisadora Silviane Ramos Lopes da Silva aprofundou os temas com cerca de 900 inscritos de várias comarcas na formação on-line, realiza entre 15 e 19 de junho, com rodas de conversas setoriais para tratar de questões práticas relativas à discriminação e assédios.

Na rota do acolhimento, ela apontou a importância de um canal de denúncia adequado, com foco na vítima e escuta humanizada, com sigilo e suportes para buscar a restauração da dignidade e da saúde mental. E o Comitê de Promoção da Equidade Racial do TJMT tem um papel decisivo nessa construção.

Desde abril de 2025, foi criado o Portal do Comitê e o Canal de Denúncias na página do Tribunal de Justiça, além das várias edições do curso de letramento com a orientação da professora doutora. Também foram desenvolvidas no âmbito do Tribunal de Justiça e comarcas ações e capacitações em direitos humanos, gênero, raça e etnia.

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Guia para a construção

No Guia Executivo de Governança apresentado pela palestrante na formação on-line, está um projeto com protocolos para construir uma cultura segura no Judiciário mato-grossense.

Ao comparar à arquitetura de uma casa, indicou a prevenção da discriminação como a base, o alicerce. O pilar de sustentação é a promoção da equidade, força que equilibra o peso do sistema. E o teto torna-se a cultura institucional respeitosa, cobertura segura como resultado visível que protege a todos.

Entre os assuntos já abordados nos cursos estão a branquitude, privilégios construídos ao longo dos séculos e consequências para os quilombolas e povos originários, que tinham formas de comunicação e linguagens próprias; as transformações ocorridas com as políticas de reparação afirmativa, as atuações das bancas de heteroidentificação, entre outros.

“Na capacitação contínua você vai construindo esse processo de aprendizagem ao longo do tempo”, observou Silviane Ramos, doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), consultora em Equidade Racial e membro da Latinas/Fiocruz.

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Saiba mais no Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

E acesse aqui o portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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