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Movimentação na carreira: Órgão Especial aprova promoção de magistrados de entrância inicial

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça aprovou a promoção de magistrados de 24 comarcas de entrância inicial, pelos critérios de antiguidade e merecimento.
 
Vara Única de Ribeirão Cascalheira – Antiguidade – Raissa da Silva Santos Amaral;
Vara Única de Aripuanã – Merecimento – Patrick Coelho Campos Gappo;
Vara Única de Colniza – Antiguidade – Luiz Antonio Muniz Rocha;
Vara Única de Cotriguaçu – Merecimento – Raiane Santos Arteman;
Vara Única de Novo São Joaquim – Antiguidade – Marilia Augusto de Oliveira Plaza;
Vara Única de Apiacás – Merecimento – Lawrence Pereira Midon;
Vara Única de Campinápolis – Antiguidade – Lorena Amaral Malhado;
Vara Única de Guarantã do Norte – Merecimento – Guilherme Carlos Kotovicz;
Vara Única de Marcelândia – Antiguidade – Erika Cristina Camilo Camin;
Vara Única de Matupá – Merecimento – Anderson Clayton Dias Batista;
Vara Única de Porto dos Gaúchos – Antiguidade – Raisa Tavares Pessoa Nicolau;
Vara Única de Alto Taquari – Merecimento – Marina Dantas Pereira;
Vara Única de Porto Esperidião – Antiguidade – Anderson Fernandes Vieira;
Vara Única de Alto Garças – Merecimento – Amanda Pereira Leite Dias;
Vara Única de Itiquira – Antiguidade – Fernanda Mayumi Kobayashi;
Vara Única de Tabaporã – Merecimento – Pedro Antonio Mattos Schmidt;
Vara Única de Itaúba – Antiguidade – Edson Carlos Wrubel Junior;
Vara Única de Vila Bela da Santíssima Trindade – Merecimento – Djessica Giseli Kuntzer;
Vara Única de Brasnorte – Antiguidade – Lucelia Oliveira Vizzotto;
Vara Única de Rio Branco – Merecimento – Raiza Vitória de Castro Rego Bastos Gonzaga;
Vara Única de Sapezal – Antiguidade – Daniel Campos Silva de Siqueira;
Vara Única de Nova Canaã do Norte – Merecimento – Paula Tathiana Pinheiro;
Vara Única de Tapurah – Antiguidade – Dimitri Teixeira Moreira dos Santos.
Na mesma sessão os desembargadores aprovaram a remoção, por antiguidade, do magistrado Fernando Kendi Ishikawa apara a 2ª Vara de Juara.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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