Tribunal de Justiça de MT

Manual de Rotina: Corregedoria e Escola dos Servidores capacitam novos oficiais de justiça

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) e a Escola dos Servidores realizam de 10 a 12 de julho a capacitação inicial dos novos oficiais de Justiça contratados temporariamente. O treinamento visa à formação dos profissionais que estarão à disposição do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Na oportunidade, as ferramentas tecnológicas disponibilizadas pelo Poder Judiciário serão apresentadas aos participantes bem como o Manual de Rotina dos Oficiais de Justiça, criado em 2023 pela CGJ em parceria com o Sindicato dos Oficiais de Justiça de Mato Grosso (Sindojus). Nesse manual constam modelos de certidões, laudos de avaliações e de diversos autos usados diariamente pelos profissionais que atuam nas comarcas. O treinamento abordará ainda as atribuições dos Oficiais de Justiça contidas nos Códigos de Processo Civil, de Processo Penal, de Lei dos Juizados Especiais e Código de Normas Gerais da Corregedoria.
 
O Manual de Rotina vem sendo usado em capacitações, aperfeiçoamentos e integração dos oficiais realizados pelo judiciário mato-grossense e está à disposição para consulta por meio do site da Corregedoria ou clicando diretamente neste link.
 
“É importante que os temporários conheçam esse manual que facilitará muito o seu dia a dia e que todos os oficiais de justiça do Estado tenham o mesmo conhecimento, utilizando os padrões e boas práticas, contribuindo para a maior efetividade do serviço. Estamos comprometidos em entregar um serviço melhor e mais eficiente”, declarou o corregedor-geral, desembargador Juvenal Pereira da Silva, ao enfatizar a importância do treinamento.
 
A assessora jurídica da Coordenadoria da Corregedoria, Marcela Padovan, instrutora da capacitação que juntamente com oficiais instrutores elaboraram o Manual de Rotina, explicou que qualquer pessoa pode ter acesso ao material que será utilizado no curso. “Serve como base para a realização das atividades pertinentes a carreira do oficial de justiça. Deve ser uma ferramenta de uso diário para aqueles que estão na linha de frente no cumprimento de mandados ou na distribuição dos mesmos”, informou.
 
Curso Avaliação Judicial – Ao todo, 22 profissionais selecionados no Edital 01/2024/PRES vão participar de dois dias de curso. Após o treinamento, os convocados serão distribuídos em 15 comarcas: Água Boa, Apiacás, Brasnorte, Campinápolis, Colíder, Colniza, Itaúba, Juína, Novo São Joaquim, Peixoto de Azevedo, Ribeirão Cascalheira, Rio Branco, Rondonópolis, Tapurah e Terra Nova do Norte.
 
O objetivo é reforçar o trabalho dos oficiais que já atuam, além de dar celeridade e melhorar a prestação jurisdicional das unidades. As contratações foram realizadas para atender às necessidades temporárias de excepcional interesse público do Poder Judiciário estadual pelo prazo de até um ano, admitida uma única prorrogação por igual período.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Facilitadores relatam experiências marcantes com Círculos de Paz em Primavera do Leste

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Jovens com uniforme escolar azul e branco estão sentados em círculo de cadeiras em uma sala de aula decorada. No centro do chão, há um arranjo com corações, cartões e objetos simbólicos.Quando um Círculo de Construção de Paz é realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso a esperança é que conflitos sejam resolvidos, vínculos fortalecidos e ambientes de respeito e empatia construídos. Para alcançar esse objetivo, a iniciativa permite aos participantes envolverem-se em dinâmicas baseadas no cuidado, na escuta e no diálogo.
E é nesse ambiente de acolhimento e troca que aqueles que se dedicam a criar espaços seguros para ajudar os participantes também são impactados. Em Primavera do Leste, foi essa a experiência vivenciada por 36 facilitadores que atuaram na Semana Restaurativa, realizada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) daquela comarca. A unidade judiciária é coordenada pela juíza Patrícia Cristiane Moreira.
Estudantes em círculo, vistos de cima, aproximam os punhos fechados sobre o centro. No chão, há fitas coloridas com valores como Durante uma semana, os facilitadores estiveram na Escola Cívico-militar Sebastião Patrício, levando práticas restaurativas para cerca de 750 estudantes. Nas atividades, foram abordados temas ligados à prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o respeito ao próprio corpo, o autocuidado e o fortalecimento de vínculos.
Ao todo, foram 53 círculos, que permitiram a construção de novos caminhos aos alunos de 26 turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e uma experiência marcante e transformadora aos facilitadores. Foi o caso, por exemplo, de Simone Bortoluzzi Camargo, servidora da Diretoria Regional de Educação de Primavera do Leste e facilitadora de círculos desde 2017.
“A escola deixou de ser apenas um lugar de conteúdos e avaliações para se tornar, verdadeiramente, um espaço de encontro entre pessoas que carregam histórias, inseguranças, sentimentos e necessidade de serem ouvidos. Não se tratou apenas de desenvolver uma atividade pontual, mas de construir um espaço humano de escuta, acolhimento e confiança”, relata Simone.
A facilitadora conta que ver os estudantes se envolvendo, com sinceridade e sensibilidade, foi algo que a tocou como educadora e pessoa. Para ela, os círculos cumpriram um importante papel de dar segurança para eles. Simone destaca ainda que a organização do espaço, com ausência de julgamentos, permitiu que inclusive os mais tímidos encontrassem coragem para se expressar.
“As reações dos alunos durante os encontros foram, para mim, uma das partes mais impactantes de toda a experiência. Chamou muita atenção a emoção presente nas falas, os silêncios carregados de significado e, principalmente, a maneira como muitos estudantes demonstraram alívio ao perceber que não estavam sozinhos em seus sentimentos e dificuldades”, completa a educadora.
Visão de cima de pernas e pés de estudantes com calças azuis sentados em círculo. No centro, fitas coloridas com palavras de valores apontam para um pequeno vaso de flores e uma girafa de brinquedo.Para a facilitadora e agente da Infância e Juventude, Heldicely Oliveira, atuar nos Círculos de Construção de Paz foi sinônimo de crescimento pessoal. Ela descreve que, ao mesmo tempo que foram desafiadoras, as atividades permitiram escutar a si mesmo e ao outro, gerando identificação, empatia e compreensão das próprias dores e daqueles que estavam ao redor.
“Os círculos são transformadores não apenas para quem participa, mas também para nós facilitadores. É um crescimento pessoal imenso. Muitas pessoas não conseguem falar sobre seus sentimentos. Outras não conseguem ser ouvidas. Essa falta de diálogo gera conflitos familiares e sociais. Portanto, ter esse momento de fala e escuta, sem julgamento, é transformador”, afirma Heldicely.
Mulher sentada sorri segurando uma girafa de pelúcia. Ela usa camiseta branca com detalhes verdes onde se lê Na avaliação da diretora da Escola Cívico-militar Sebastião Patrício, Liliane Ferrati, a experiência deixará impactos muito positivos para os alunos e toda a comunidade escolar. Segundo ela, a ação, além de fortalecer vínculos, contribuiu na mesma proporção para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis.
“Buscamos sempre trabalhar temas relacionados à proteção de crianças e adolescentes por meio do diálogo, da escuta e de ações educativas. Acredito muito nos círculos de paz e no poder das práticas restaurativas para transformar relações e prevenir conflitos. Por acreditar nisso, vamos continuar desenvolvendo e fortalecendo essas práticas em nossa escola”, pontuou Liliane.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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