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Magistrados de MT destacam importância do Fonajus para aprimorar atuação judicial na área da saúde

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Pessoas assistindo ao IV Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (FONAJUS - CNJ), com palestrantes na mesaA cidade de Fortaleza sediou nos dias 6 e 7 de novembro o IV Congresso do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), reunindo ministros, magistrados, profissionais da área e especialistas para debater os principais desafios da judicialização da saúde no país.

Mato Grosso esteve representado pelo juiz auxiliar da vice-presidência do Tribunal de Justiça, membro do Comitê Estadual de Saúde e presidente do Núcleo de Apoio Técnico (NatJus), Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, pelo juiz da Vara de Saúde Estadual e membro do Comitê, Ramon Fagundes Botelho, e pelo médico do NatJus Ângelo Lobato Campos Tonussi. O coordenador do Comitê Estadual de Saúde é o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

Instituído pela Resolução 107/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Fonajus tem como propósito propor medidas para aprimorar a tramitação de processos judiciais relacionados à saúde pública e suplementar, além de fomentar soluções que previnam novos conflitos nessa área. Nesta edição, promovida pelo CNJ em parceria com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o evento abordou temas como terapias avançadas, medicina baseada em evidências, regulação de serviços e políticas públicas de saúde.

Durante a abertura, participaram autoridades como os ministros Dias Toffoli (STF) e Raul Araújo (STJ), a conselheira do CNJ Daiane Nogueira de Lira e o deputado federal Domingos Neto. Entre os assuntos das oito oficinas estão regulação de filas, consultas, cirurgias e UTIs; mediação e conciliação em saúde; ações judiciais relacionadas ao autismo; e novas discussões sobre temas de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF), como os de números 500, 793 e 1161, que tratam da obrigação do Estado de fornecer medicamentos. Já os painéis abordaram questões como o primeiro ano de vigência das Súmulas Vinculantes 60 e 61 do STF, os desafios e o futuro da saúde suplementar e a apresentação da nova Plataforma Nacional de Medicamentos, o e-NatJus 4.0.

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O juiz Gerardo Humberto Alves da Silva Junior destacou a relevância do encontro para o aprimoramento do Judiciário e a troca de experiências entre tribunais de todo o país. “O evento está sendo muito importante, considerando o debate de temas relevantes, como a medicina baseada em evidências e, especialmente a discussão sobre a efetividade no cumprimento dos Temas 6 e 1234 julgados pelo Supremo Tribunal Federal. É um debate nacional que reúne todos os tribunais exatamente para discutir a judicialização da saúde pública e suplementar. Cuiabá já sediou esse evento e agora, em Fortaleza, seguimos fortalecendo esse diálogo”, afirmou.

Na avaliação do juiz Ramon Fagundes Botelho, a participação de Mato Grosso no Fonajus é fundamental para fortalecer o enfrentamento dos desafios que chegam ao Judiciário na área da saúde. “O Fonajus é um fórum que reúne juízes, médicos, advogados e conselheiros do CNJ para discutir os problemas e as soluções da judicialização da saúde em nível nacional. Aqui se debatem os obstáculos enfrentados tanto na saúde pública quanto na suplementar. A importância para Mato Grosso é que retornamos com informações e inovações que nos ajudam a aprimorar o trabalho do Comitê Estadual e da Vara de Saúde, além de capacitar ainda mais o NatJus e os magistrados que lidam com essas demandas”, explicou.

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O segundo dia do evento foi marcado pela entrega do Prêmio Justiça & Saúde 2025, que reconhece boas práticas na resolução de conflitos na área, e pela apresentação do e-NatJus 4.0, nova versão do sistema que reúne subsídios técnicos para apoiar decisões judiciais sobre tratamentos e medicamentos. A programação contou ainda com palestra da ministra do STF Cármen Lúcia sobre os desafios jurídicos do direito à saúde no Brasil.

O encerramento, conduzido pelo presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, trouxe o lançamento do Guia Prático para os Temas 6 e 1234, com orientações para magistrados na análise de pedidos judiciais de medicamentos, e a divulgação de um estudo inédito sobre a crescente judicialização da saúde no país, realizado pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Foto: Ascom TJCE

Autor: Flávia Borges

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Canal e registro garantem sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

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Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento da sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

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O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

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Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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