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Juvam realiza 10ª edição do Natal Solidário e beneficia 195 crianças e adolescentes em Rondonópolis

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O Juizado Volante Ambiental (Juvam) da Comarca de Rondonópolis promove, neste mês de dezembro, a 10ª edição da campanha “Natal Solidário – Ações que Transformam”, iniciativa que já se consolidou como uma das principais ações de responsabilidade social do Juizado no município. Coordenada pela juíza Milene Beltramini, a campanha atende, neste ano, 195 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Criada em 2015, a ação é realizada anualmente e beneficia instituições e comunidades locais. Em 2025, os presentes estão sendo destinados a estudantes das Escolas Municipais Rurais Rui Barbosa e Marajá, além de crianças e adolescentes atendidos pelo projeto social “De Olhos para o Futuro”.

Mais do que a entrega de brinquedos, a campanha tem como propósito promover um momento de acolhimento, alegria e interação, fortalecendo o vínculo entre o Poder Judiciário e a comunidade.

Segundo a juíza Milene Beltramini, a campanha reafirma o compromisso institucional com ações de responsabilidade social, ultrapassando o ambiente formal dos processos e alcançando diretamente a população.

As entregas ocorreram no dia 12 de dezembro, na Escola Rural Rui Barbosa, e no dia 16 de dezembro, na Escola Rural Marajá. A próxima ação está programada para o dia 20 de dezembro, quando os presentes serão entregues às crianças do projeto “De Olhos para o Futuro”.

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O projeto “De Olhos para o Futuro” é desenvolvido em parceria com a ONG Protetores das Águas Rondonopolitanas, presidida por Luiz Carlos da Costa. Segundo ele, as crianças atendidas pelo projeto de educação ambiental serão contempladas nesta edição.

“O viveiro-escola fica localizado no Residencial Padre Lothar. Essa parceria já existe há cerca de quatro anos e é muito importante para as crianças. Os presentes e o apoio em datas comemorativas são sempre muito bem-vindos. As crianças estão superanimadas”, destacou.

As unidades de ensino Rui Barbosa e Marajá, localizadas na zona rural de Rondonópolis, atendem 53 estudantes, sendo 22 na unidade Rui Barbosa e 31 na unidade Marajá. As escolas atendem crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Em 2025, pelo segundo ano consecutivo, os estudantes receberam presentes distribuídos pelo Juvam.

Elizabete Gaspar de Oliveira, coordenadora das escolas rurais, avalia que a ação vai além da entrega de presentes, contribuindo de forma significativa para o processo de aprendizagem, por meio da escrita de cartas, da sensibilização sobre o verdadeiro sentido do Natal e do incentivo aos sonhos.

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A campanha conta com a participação de servidores, parceiros e voluntários, cuja colaboração tem sido essencial para a continuidade e o crescimento da iniciativa ao longo dos anos, reforçando o papel social do Juizado Volante Ambiental junto à comunidade de Rondonópolis.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Após ameaças de morte, mulher supera trauma com apoio da Justiça e atendimento especializado

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O medo de morrer fez a cozinheira M.I.L.E. mudar completamente sua rotina. Ela deixou de trabalhar à noite, desenvolveu síndrome do pânico e passou a viver com receio de sair de casa. A violência que sofreu, no entanto, não aconteceu dentro de um relacionamento amoroso, nem foi praticada por um familiar. As ameaças partiram de um homem conhecido, após ela denunciar irregularidades envolvendo uma disputa por regularização fundiária no bairro onde mora.
Com apoio da Justiça e do Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ela conseguiu enfrentar o trauma e reconstruir sua vida.
M.I.L.E. conta que tudo começou depois que denunciou a atuação do agressor em uma área ocupada por famílias. A partir dali, passou a ser perseguida e ameaçada. “O medo foi tão grande que eu desenvolvi síndrome do pânico. Eu tinha medo até de sair de casa”.
Ela lembra que precisou abandonar atividades profissionais por receio de encontrar o agressor. “Eu fazia trabalhos extras à noite como cozinheira e deixei toda uma vida para trás. Não existe coisa pior do que o medo”.
A cozinheira conseguiu uma medida protetiva e afirma que foi esse respaldo da Justiça que lhe devolveu a esperança. “Eu tive esperança de continuar viva quando saiu a medida protetiva. Até então, eu vivia com medo o tempo todo”.
Romper o silêncio exige tempo
Segundo a psicóloga do CEAV, Bárbara Santana Silva, a violência contra a mulher envolve fatores emocionais, sociais e financeiros que dificultam a decisão de denunciar. “A violência doméstica é muito complexa. Muitas mulheres não conseguem sair dessa relação por questões financeiras, emocionais e pela expectativa de que a pessoa mude o comportamento. Tudo isso acaba prolongando o momento da denúncia.”
Ela explica que os impactos psicológicos da violência também dificultam a busca por ajuda. “Os impactos envolvem depressão, ansiedade, dificuldades no trabalho e na rotina. Quando a mulher não está bem emocionalmente, fica muito mais difícil procurar ajuda”.
Acolhimento que fortalece
Foi no CEAV que M.I.L.E. encontrou o suporte psicológico necessário para enfrentar o trauma provocado pela violência. “No primeiro dia eu nem consegui chegar. Peguei o Uber, mas quando estava chegando tive uma crise e voltei para casa. Depois consegui retornar e iniciar o acompanhamento”.
Ela afirma que o atendimento transformou sua forma de enxergar a vida. “A psicóloga me ajudou a vencer o medo. Ela me ensinou coisas que mudaram minha vida. Hoje posso dizer que minha vida está mudando em um espaço curtíssimo de tempo”.
M.I.L.E. também faz um apelo para que outras mulheres procurem ajuda. “Sozinha você não se sente capaz de nada. Essa ajuda existe, ela é real e funciona. Nós não podemos nos calar. Enquanto a mulher não começa a denunciar, ela nunca vai saber o que pode acontecer”.
Bárbara Santana destaca que o acolhimento psicológico é fundamental para que a vítima recupere a autonomia e consiga romper o ciclo da violência. “Tanto o acompanhamento psicossocial realizado no CEAV, quanto a psicoterapia buscam fortalecer a vítima para que ela tenha um emocional mais equilibrado, recupere sua autonomia e consiga romper esse ciclo de violência. O objetivo é que ela volte a construir projetos de vida.”
O Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do TJMT oferece atendimento a pessoas que sofreram danos físicos, psicológicos, morais ou patrimoniais em decorrência de crimes ou atos infracionais. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, no Fórum de Cuiabá e no Fórum de Várzea Grande.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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