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Justiça Comunitária de Lucas do Rio Verde promove ação voltada à valorização da pessoa idosa

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A Justiça Comunitária de Lucas do Rio Verde promoveu o projeto “Idoso Feliz”, iniciativa voltada à valorização, ao cuidado e ao acolhimento humanizado da pessoa idosa. O evento, realizado quarta-feira (5), teve como objetivo oferecer um momento de atenção, escuta e bem-estar aos idosos, reforçando o compromisso com o respeito, a inclusão e a promoção da dignidade na terceira idade.

A programação contou com atividades laborais, apresentações musicais, palestras médicas e psicológicas, além da oferta de exames básicos, como aferição de pressão arterial, realizados por estudantes de Enfermagem do Cientec. Também foram prestadas orientações jurídicas gratuitas pela Defensoria Pública e pela OAB, cortes de cabelo sem custo e coffee break para os participantes. Ao final, houve a entrega de cestas básicas e kits de higiene pessoal aos idosos.

Graças ao apoio de instituições parceiras, o projeto arrecadou 150 cestas básicas e 150 kits de higiene pessoal, distribuídos como gesto de solidariedade e cuidado com o público atendido.

“O propósito foi acolher os idosos e proporcionar um dia leve, de alegria, de informação e de reflexão sobre o cuidado consigo e com o outro. Em alguns casos, buscamos também retirá-los da solidão, servindo como ponte para que encontrem caminhos mais leves para viver e resgatem a autoestima. Foram orientados a participar do Clube ou Casa dos Idosos do município e a buscar atendimento jurídico pela Defensoria Pública. Por fim, reforçamos que a Justiça está cada vez mais próxima da sociedade e, junto com as demais entidades, poderes e a sociedade civil, pode atender o cidadão em suas diferentes necessidades e anseios pelos seus direitos”, ressaltou o coordenador da Justiça Comunitária, juiz Maurício Alexandre Ribeiro.

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A ação evidenciou o papel da Justiça Comunitária como instrumento de aproximação entre o Judiciário e a população, promovendo cidadania, diálogo e respeito às pessoas idosas.

A ação foi realizada em parceria com a Prefeitura e a Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde, OAB/MT – Subseção local, Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros Militar, Pasqualotto Supermercados, Eletromóveis Martinello, Cartórios do 1º e 2º Ofício, Associação Comercial e Empresarial de Lucas do Rio Verde (Acilve), Faculdade Unilasalle, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Centro Integrado de Ensino Técnico (Cientec) e os salões Paris e Lena By Cindi.

Autor: Assessoria de Comunicação

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Departamento: CGJ-MT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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