Tribunal de Justiça de MT

Justiça Comunitária de Lucas do Rio Verde promove ação voltada à valorização da pessoa idosa

Publicado em

A Justiça Comunitária de Lucas do Rio Verde promoveu o projeto “Idoso Feliz”, iniciativa voltada à valorização, ao cuidado e ao acolhimento humanizado da pessoa idosa. O evento, realizado quarta-feira (5), teve como objetivo oferecer um momento de atenção, escuta e bem-estar aos idosos, reforçando o compromisso com o respeito, a inclusão e a promoção da dignidade na terceira idade.

A programação contou com atividades laborais, apresentações musicais, palestras médicas e psicológicas, além da oferta de exames básicos, como aferição de pressão arterial, realizados por estudantes de Enfermagem do Cientec. Também foram prestadas orientações jurídicas gratuitas pela Defensoria Pública e pela OAB, cortes de cabelo sem custo e coffee break para os participantes. Ao final, houve a entrega de cestas básicas e kits de higiene pessoal aos idosos.

Graças ao apoio de instituições parceiras, o projeto arrecadou 150 cestas básicas e 150 kits de higiene pessoal, distribuídos como gesto de solidariedade e cuidado com o público atendido.

“O propósito foi acolher os idosos e proporcionar um dia leve, de alegria, de informação e de reflexão sobre o cuidado consigo e com o outro. Em alguns casos, buscamos também retirá-los da solidão, servindo como ponte para que encontrem caminhos mais leves para viver e resgatem a autoestima. Foram orientados a participar do Clube ou Casa dos Idosos do município e a buscar atendimento jurídico pela Defensoria Pública. Por fim, reforçamos que a Justiça está cada vez mais próxima da sociedade e, junto com as demais entidades, poderes e a sociedade civil, pode atender o cidadão em suas diferentes necessidades e anseios pelos seus direitos”, ressaltou o coordenador da Justiça Comunitária, juiz Maurício Alexandre Ribeiro.

Leia Também:  Solo Seguro Amazônia: 99 títulos são entregues a moradores do bairro Império do Sol em Cuiabá

A ação evidenciou o papel da Justiça Comunitária como instrumento de aproximação entre o Judiciário e a população, promovendo cidadania, diálogo e respeito às pessoas idosas.

A ação foi realizada em parceria com a Prefeitura e a Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde, OAB/MT – Subseção local, Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros Militar, Pasqualotto Supermercados, Eletromóveis Martinello, Cartórios do 1º e 2º Ofício, Associação Comercial e Empresarial de Lucas do Rio Verde (Acilve), Faculdade Unilasalle, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Centro Integrado de Ensino Técnico (Cientec) e os salões Paris e Lena By Cindi.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Diálogos Acadêmicos: Violência nas escolas demanda fortalecimento de ações preventivas

Published

on

Mulher de cabelos escuros e blazer claro sorri ao falar num microfone em púlpito acrílico. Ao fundo, parede branca e um banner verde com a imagem da deusa da justiça e o logotipo ESMAGIS-MT.A violência no ambiente escolar, frequentemente tratada como uma questão disciplinar, revela-se um problema estrutural, complexo e ainda sem respostas institucionais consolidadas. Esse foi um dos principais pontos evidenciados durante o evento “Diálogos Acadêmicos”, realizado na noite de quinta-feira (18), em Rondonópolis, que reuniu autoridades do Poder Judiciário, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e da sociedade civil para discutir o tema sob uma perspectiva multidisciplinar.

A juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, diretora do Foro local e titular da 5ª Vara Criminal de Rondonópolis, destacou que a escola funciona como um verdadeiro “radar social”, refletindo as tensões e desigualdades presentes na sociedade. Segundo ela, o ambiente escolar concentra diferentes formas de violência, que vão desde práticas recorrentes de bullying e cyberbullying até situações mais graves, envolvendo agressões físicas e psicológicas. “A escola é um espaço onde essas violências aparecem de forma muito clara, mas também onde temos a oportunidade de agir”, afirmou.

Para a magistrada, um dos maiores desafios atualmente é a falta de preparo institucional para lidar com essas situações. Ela relatou um episódio recente que evidencia essa lacuna. Uma ameaça escrita dentro de uma escola mobilizou familiares e direção, mas não houve clareza sobre como proceder. “Não existe um fluxo definido para lidar com esse tipo de situação. Nem a escola, nem a família, nem as autoridades sabiam exatamente o que fazer”, relatou.

A juíza ressaltou que esse cenário demonstra o quanto o tema ainda é tratado de forma insuficiente, apesar de seu impacto na formação dos indivíduos. “A infância é um terreno em que pisamos por toda a vida. O que acontece nesse período pode definir trajetórias”, destacou Aline. Segundo ela, durante muitos anos a violência escolar foi subestimada, sendo vista como um problema menor ou restrito à disciplina, quando, na verdade, envolve a violação de direitos fundamentais.

Leia Também:  Comarca de Barra do Bugres divulga resultado de seletivo para assistentes sociais e psicólogos

Homem de perfil, com barba e cabelo escuros, veste terno preto, camisa branca e gravata escura. Ele segura um microfone preto próximo à boca e fala, tendo uma cortina azul-escura ao fundo.Os dados apresentados pelo curso de Direito da UFR durante o evento reforçam essa percepção. A pesquisa realizada com estudantes revelou não apenas a alta incidência de violência, mas também um fator agravante: a falta de confiança nos canais de denúncia disponíveis. De acordo com o professor Anderson Nogueira Oliveira, muitos alunos não se sentem seguros para relatar situações a pais, professores ou diretores. “Isso não acontece por falta de vontade dos profissionais, mas porque muitas vezes eles não têm formação específica para lidar com essas situações”, explicou.

Essa ausência de confiança contribui para a reduzida notificação dos casos e dificulta a intervenção de maneira precoce. Assim, iniciativas como a criação de canais alternativos de denúncia surgem como ferramentas importantes para ampliar o acesso à proteção.

Retrato em plano médio de uma jovem sorridente, olhando para a direita. Ela usa óculos de grau finos, brincos brilhantes discretos e roupa preta. Tem cabelos longos, lisos e castanho-claros.A universitária Sophia Baptistella, que participou diretamente das atividades nas escolas da cidade, trouxe um olhar prático sobre a realidade vivenciada pelos alunos. Segundo ela, mesmo na presença de adultos, já era possível identificar comportamentos problemáticos. “Muito deboche, discriminação, principalmente por gênero e identidade. Foi muito triste o que vimos”, afirmou. Para ela, esses comportamentos demonstram que a violência não se limita a episódios extremos, mas se manifesta de forma cotidiana.

Leia Também:  Juíza Viviane Brito Rebello é nomeada para atuar como auxiliar da Presidência do CNJ

A introdução de noções de Direito nas escolas, iniciada após a articulação entre a Comarca de Rondonópolis e a UFR, é vista como uma estratégia importante para que os estudantes compreendam seus direitos e saibam identificar situações de violação. Além disso, a integração entre universidade, Judiciário e sociedade civil é fundamental para criar protocolos, fluxos de atendimento e soluções práticas.

Homem grisalho e com barba, vestindo paletó azul e camisa listrada clara, concede entrevista com expressão séria. Um microfone preto aparece no canto inferior direito e o fundo está desfocado.“É importante que todos os segmentos estejam conscientes do seu papel como ser humano e também na sociedade. E daí tragam ideias para que se transformem em ação, a fim de que possamos mitigar esses problemas que estão à nossa vista, portanto, no nosso viver do dia a dia. Às vezes ficamos preocupados, esperando o Estado trazer soluções. Quem tem que solucionar é a sociedade. É um exercício da cidadania e, consequentemente, também da democracia”, ressaltou o desembargador Márcio Vidal, que participou do evento.

Leia matéria já publicada sobre o assunto:

Judiciário e UFR promovem diálogos acadêmicos e apresentam iniciativas contra violência escolar

https://esmagis.tjmt.jus.br/noticias/6a3559e1d1cfaa001c2e9674

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA