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Judiciário realiza ‘Encontro Nacional da Justiça Restaurativa’ a partir desta quarta-feira

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O “I Encontro Nacional de Justiça Restaurativa e a Transformação da Cultura Institucional”, que será realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, nos dias 18 e 19 de outubro, em Cuiabá, reunirá os principais nomes nacionais e internacionais do meio jurídico e acadêmico, que irão compartilhar experiências sobre diferentes estratégias utilizadas para a expansão da Justiça Restaurativa no ambiente institucional.
 
O encontro é promovido em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e será realizado exclusivamente de forma presencial, no Plenário I ‘Desembargador Wandyr Clait Duarte’, na sede do Tribunal de Justiça.
 
A abertura será realizada no dia 18 (quarta-feira), às 8h30, pela presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, e também presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), desembargadora Clarice Claudino da Silva, com a presença do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e coordenador do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Luiz Philippe Vieira de Mello, e do coordenador do NugJur, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Túlio Duailibi.
 
O encontro tem o objetivo de promover reflexões sobre a necessidade de mudanças profundas nas relações institucionais, orientadas para uma abordagem mais humanizada e restaurativa. A Justiça Restaurativa é reconhecida principalmente pela capacidade de reconstruir relacionamentos e de oferecer caminhos inovadores para a transformação das práticas judiciais, priorizando a resolução de conflitos de maneira colaborativa e empática. 
 
Programação – Às 9h30, o professor de Sociologia da Eastern Mennonite University do Estado da Virgínia (EUA), Vernon Eugene Jantzi, fará a palestra “Justiça Restaurativa na ambiência Institucional”. 
 
Na sequencia, às 10h40, será realizado o painel 1, com o tema “Bem-viver: fundamentos éticos da Justiça Restaurativa para a convivência na ambiência institucional”, presidido pela juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e membro do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Amini Haddad Campos, com a participação do professor membro do Programa de Pós-graduação em Ciências da Sociedade e a Clínica de Justiça Restaurativa da Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Nirson Medeiros da Silva Neto e do representante dos Povos Originários, Maike Kumaruara.
 
No início da tarde, das 14h30 às 15h, serão realizados pequenos espaços, os chamados ‘pitches’, para a apresentação de boas práticas empreendidas para expansão da Justiça Restaurativa.
 
A partir das 15h, o painel 2 “Justiça Restaurativa – uma alternativa aos procedimentos administrativos disciplinares”, será presidido pela juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e membro do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Josineide Gadelha Pamplona Medeiros, com a participação da Advogada e Procuradora Aposentada do Estado de São Paulo, Ana Sofia Schmidt de Oliveira e da juíza Federal da Seção Judiciária de São Paulo (TRF3) e membro do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Kátia Hermínia Martins Lazarano Roncada.
 
Das 16h30 às 16h50 serão realizados novos ‘pitches’ para a apresentação de inovações relacionadas à Justiça Restaurativa.
 
A partir das 16h50, será ministrado o painel 3 com o tema “Justiça Restaurativa e a Transformação da Cultura Institucional”, presidido pela juíza do Tribunal Justiça do Estado do Paraná e membro do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Jurema Carolina da Silveira Gomes, com a participação da juíza Federal e coordenadora do Comitê de Macrogestão da Justiça Restaurativa no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Maria Fernanda de Moura e Souza, da supervisora do Núcleo de Justiça Restaurativa do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Carla de Sampaio Grahi e da advogada Carla Maria Zamith Boin.
 
Na quinta-feira (19 de outubro), às 9h, a abertura do encontro terá a apresentação cultural do Coral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Grupo ‘Siriri do Mata Cavalo’.
 
A partir das 9h30, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso fará a apresentação dos trabalhos desenvolvidos no Estado para a consolidação da Justiça Restaurativa. O painel “A experiência da implantação e expansão da Justiça Restaurativa no Estado de Mato Grosso”, será presidido pelo juiz do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e membro do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Marcelo Nalesso Salmaso, que mediará a apresentação das iniciativas.
 
Os trabalhos serão apresentados pela assessora especial da presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para a Justiça Restaurativa, Katiane Boschetti da Silveira, que falará sobre a implantação do Projeto ‘Servidores da Paz’, seguida pela juíza e coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Campo Verde, Maria Lúcia Prati que abordará sobre a execução do Programa “Eu e você na Construção da Paz”, e pela juíza e coordenadora da Justiça Restaurativa da Comarca de Lucas do Rio Verde, Cristhiane Trombini Puia Baggio que apresentará o Projeto “Busca Ativa – Retorno Pacificado à Escola”.
 
Das 11h10 às 11h40 serão realizados novos ‘pitches’ para a apresentação de iniciativas ligadas à Justiça Restaurativa.
 
O encerramento do “I Encontro Nacional de Justiça Restaurativa e a Transformação da Cultura Institucional” será realizado com a presença do Cacique Rony Pareci, da Aldeia Wazare, localizada no município de Campo Novo do Parecis (396 km a noroeste de Cuiabá).
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa

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No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.

O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.

O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”

Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”

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Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.

Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.

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De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.

Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE

Cronograma

O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.

Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.

Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.

Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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