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Fórum de Rondonópolis entrega doações arrecadadas na 1ª Corrida da Justiça e Cidadania

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Uma ação solidária promovida pelo Fórum da Comarca de Rondonópolis se concretizou nesta quinta-feira (11 de setembro) com a entrega oficial das doações arrecadadas durante a 1ª Corrida da Justiça e Cidadania.
Ao todo, a Casa do Bom Samaritano recebeu duas toneladas de alimentos, sendo uma tonelada oriunda das inscrições e outra doada pelo parceiro Tropical Supermercado, além de R$ 78.477,94, valor líquido obtido com a realização do evento. Os recursos serão destinados integralmente à instituição, que presta assistência diária a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, oferecendo refeições, banhos e cuidados básicos de higiene.
A juíza diretora do Foro de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, ressaltou a importância do gesto coletivo. “Hoje celebramos o resultado da união entre Judiciário, forças de segurança e sociedade civil. A entrega desses alimentos e recursos representa dignidade e esperança para aqueles que mais precisam. É uma forma concreta de mostrar que a Justiça também caminha junto com a cidadania”, destacou.
A magistrada também agradeceu aos apoiadores da iniciativa. “Aproveito para agradecer o apoio dos nossos parceiros, patrocinadores e apoiadores, que foram imprescindíveis para o alcance dos nossos objetivos. Cada contribuição fez parte desta conquista, refletida em resultados expressivos que impactaram positivamente nossa comunidade”.
O evento beneficente, realizado no dia 17 de agosto, reuniu 500 atletas em um percurso de 7 quilômetros, mobilizando a comunidade em uma corrente do bem. Mais do que uma prova esportiva, a corrida se consolidou como exemplo de integração e compromisso social, reforçando a função cidadã do Poder Judiciário de Mato Grosso.
Prestação de contas aberta ao público
Com foco na transparência, o Fórum da Comarca de Rondonópolis convida a população para participar da sessão pública de prestação de contas da 1ª Corrida da Justiça e Cidadania, que ocorrerá nesta sexta-feira (12 de setembro), às 14h, na Sala de Reuniões do Fórum da Comarca de Rondonópolis.
A prestação de contas é pública e também poderá ser consultada por meio do sistema Controle de Informações Administrativas (CIA), disponível no link: https://cia.tjmt.jus.br/Publico/ConsultaPublica/Index.aspx, mediante informação do número do expediente 0714340-42.2025.8.11.0003.

Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Após ameaças de morte, mulher supera trauma com apoio da Justiça e atendimento especializado

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O medo de morrer fez a cozinheira M.I.L.E. mudar completamente sua rotina. Ela deixou de trabalhar à noite, desenvolveu síndrome do pânico e passou a viver com receio de sair de casa. A violência que sofreu, no entanto, não aconteceu dentro de um relacionamento amoroso, nem foi praticada por um familiar. As ameaças partiram de um homem conhecido, após ela denunciar irregularidades envolvendo uma disputa por regularização fundiária no bairro onde mora.
Com apoio da Justiça e do Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ela conseguiu enfrentar o trauma e reconstruir sua vida.
M.I.L.E. conta que tudo começou depois que denunciou a atuação do agressor em uma área ocupada por famílias. A partir dali, passou a ser perseguida e ameaçada. “O medo foi tão grande que eu desenvolvi síndrome do pânico. Eu tinha medo até de sair de casa”.
Ela lembra que precisou abandonar atividades profissionais por receio de encontrar o agressor. “Eu fazia trabalhos extras à noite como cozinheira e deixei toda uma vida para trás. Não existe coisa pior do que o medo”.
A cozinheira conseguiu uma medida protetiva e afirma que foi esse respaldo da Justiça que lhe devolveu a esperança. “Eu tive esperança de continuar viva quando saiu a medida protetiva. Até então, eu vivia com medo o tempo todo”.
Romper o silêncio exige tempo
Segundo a psicóloga do CEAV, Bárbara Santana Silva, a violência contra a mulher envolve fatores emocionais, sociais e financeiros que dificultam a decisão de denunciar. “A violência doméstica é muito complexa. Muitas mulheres não conseguem sair dessa relação por questões financeiras, emocionais e pela expectativa de que a pessoa mude o comportamento. Tudo isso acaba prolongando o momento da denúncia.”
Ela explica que os impactos psicológicos da violência também dificultam a busca por ajuda. “Os impactos envolvem depressão, ansiedade, dificuldades no trabalho e na rotina. Quando a mulher não está bem emocionalmente, fica muito mais difícil procurar ajuda”.
Acolhimento que fortalece
Foi no CEAV que M.I.L.E. encontrou o suporte psicológico necessário para enfrentar o trauma provocado pela violência. “No primeiro dia eu nem consegui chegar. Peguei o Uber, mas quando estava chegando tive uma crise e voltei para casa. Depois consegui retornar e iniciar o acompanhamento”.
Ela afirma que o atendimento transformou sua forma de enxergar a vida. “A psicóloga me ajudou a vencer o medo. Ela me ensinou coisas que mudaram minha vida. Hoje posso dizer que minha vida está mudando em um espaço curtíssimo de tempo”.
M.I.L.E. também faz um apelo para que outras mulheres procurem ajuda. “Sozinha você não se sente capaz de nada. Essa ajuda existe, ela é real e funciona. Nós não podemos nos calar. Enquanto a mulher não começa a denunciar, ela nunca vai saber o que pode acontecer”.
Bárbara Santana destaca que o acolhimento psicológico é fundamental para que a vítima recupere a autonomia e consiga romper o ciclo da violência. “Tanto o acompanhamento psicossocial realizado no CEAV, quanto a psicoterapia buscam fortalecer a vítima para que ela tenha um emocional mais equilibrado, recupere sua autonomia e consiga romper esse ciclo de violência. O objetivo é que ela volte a construir projetos de vida.”
O Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do TJMT oferece atendimento a pessoas que sofreram danos físicos, psicológicos, morais ou patrimoniais em decorrência de crimes ou atos infracionais. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, no Fórum de Cuiabá e no Fórum de Várzea Grande.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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