Tribunal de Justiça de MT

Estudantes de Direito da Unemat de Diamantino conhecem estrutura do Tribunal de Justiça

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“Primeiramente, nós agradecemos imensamente ao Poder Judiciário de Mato Grosso por abir as portas para receber os acadêmicos que viajaram duas horas para chegar à sede do tribunal. É uma oportunidade de vivenciar na prática aquilo que ensinamos na teoria. Os alunos assistiram sessão de julgamento na Câmara de Direito Privado, puderam ouvir sustentações orais dos advogados, os vogais divergindo seus votos, algo que vai enriquecer e muito a vivência deles dentro da sala de aula”. A avaliação é da professora de Direito Constitucional, Izabelle Epifânio, que acompanhou as turmas do 1º ao 10º semestres do curso de Direito da Unemat, Campus Diamantino, durante participação no Projeto Nosso Judiciário, que serve de ponte entre a Justiça e a sociedade.
 
Após conhecer vários setores do Tribunal de Justiça, entre os quais os plenários, a visita foi encerrada no Espaço Memória, que conta a história dos quase 150 anos do Judiciário mato-grossense por meio de fotos, documentos e peças antigas. Além de fotografar o ambiente, os alunos tiveram a oportunidade de conversar com Maria Conceição Barbosa Correa, diretora do Departamento do Tribunal Pleno e Órgão Especial, que falou sobre o Processo Judicial Eletrônico. “Hoje, de onde eles estiverem podem fazer tudo, peticionar, acompanhar julgamento, tudo pelo sistema eletrônico”, destacou.
 
Os acadêmicos também conversaram com o juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá. Natural de Diamantino, o magistrado compartilhou um pouco das experiências de vida e fatos curiosos vivenciados ao longo dos 25 anos da carreira na magistratura. “Penso que está no sangue, né? Meu bisavô, desembargador Joaquim Pereira Ferreira Mendes foi presidente do tribunal por três vezes, meu pai foi o único da família que saiu de Diamantino para ser médico. Tenho um irmão que é desembargador federal em Brasília, meu primo irmão é ministro do STF. Essa é uma excelente ideia, que é os alunos virem pessoalmente e conhecer essa estrutura da Justiça pelo projeto Nosso Judiciário”, enalteceu.
 
A estudante do 6º semestre, Irlys Evelyn Oliveira de Sousa, afirmou que a visita foi bastante inspiradora. “Agradecemos ao TJ, aos professores e todos envolvidos no projeto, para nós estudantes termos esse contato maior. A vida do estudante pode ser um pouco árdua, solitária, mas pode ter certeza que ver esses servidores desempenhando uma atividade tão valorosa motiva o acadêmico, acende na gente a vontade de fazer parte também desse ambiente”, concluiu.
 
Ao final da visita, os acadêmicos receberam um glossário jurídico produzido e atualizado pelo Judiciário de Mato Grosso.
 
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida na horizontal, estudantes posam para foto com o juiz Yale Sabo Mendes, ao centro, no Espaço Memória. O magistrado usa terno preto, gravata e camisa azul. Imagem 2: foto colorida na horizontal, os estudantes observam os documentos expostos no Espaço Memória. Imagem 3- foto colorida, em que o juiz assina o Glossário Jurídico entregue aos estudantes ao final da visita.
 
Eli Cristina Azevedo
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Justiça nega apreensão de passaporte e suspensão de CNH por dívida de 30 anos

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Uma cobrança milionária iniciada em 1995 levou um banco a pedir medidas como apreensão de passaporte, suspensão da CNH e bloqueio de cartões dos devedores.

  • Apenas o bloqueio dos cartões de crédito foi mantido, enquanto as demais medidas foram consideradas excessivas.

Uma cobrança iniciada há mais de 30 anos levou uma instituição financeira a pedir medidas incomuns para tentar receber a dívida, como apreensão de passaporte, suspensão da CNH, bloqueio de cartões de crédito e inclusão do nome dos devedores em cadastros de inadimplentes.

O caso, julgado pela Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, envolve uma execução movida desde 1995 contra uma empresa de materiais elétricos e seus sócios, após sucessivas tentativas frustradas de localizar bens para penhora.

Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas manteve o entendimento de que algumas medidas extrapolavam os limites da proporcionalidade e não teriam utilidade prática para garantir o pagamento da dívida. A magistrada destacou que a suspensão da CNH e a apreensão de passaporte não podem ser aplicadas apenas como forma de punição ao devedor.

Segundo a decisão, embora o Código de Processo Civil permita medidas executivas atípicas, elas só podem ser adotadas quando houver demonstração concreta de que serão eficazes para satisfação do crédito e sem violar direitos fundamentais. No caso, o banco alegou que os executados mantinham padrão de vida luxuoso e estariam ocultando patrimônio, mas o entendimento foi de que a ausência de bens localizados, por si só, não comprova fraude.

A relatora também afastou o pedido de negativação dos nomes dos executados em órgãos de proteção ao crédito. Isso porque a dívida tem mais de 20 anos, ultrapassando o limite de cinco anos previsto na Súmula 323 do Superior Tribunal de Justiça para manutenção de registros negativos.

Por outro lado, foi mantido o bloqueio de cartões de crédito dos executados. A medida foi considerada adequada e proporcional por funcionar como forma indireta de restringir o consumo e estimular o pagamento da dívida, sem impor restrição excessiva a direitos fundamentais.

A decisão também levou em consideração entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça, firmado no Tema 1137, que autorizou a adoção de medidas executivas atípicas desde que observados critérios como proporcionalidade, razoabilidade, fundamentação adequada e utilização subsidiária, após o esgotamento dos meios tradicionais de cobrança.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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