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Dia Mundial do Meio Ambiente – Juvam de Cuiabá divulga ponto de coleta de resíduos e distribui mudas

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Em mais uma ação para espalhar o verde pela Capital e a conscientização ambiental, o Projeto Verde Novo, do Poder Judiciário Mato-grossense, divulgou o ponto de coleta de resíduos recicláveis localizado na sede do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam) no bairro Bosque da Saúde, na Capital, e distribuiu mudas de árvores frutíferas e nativas para à população. A agenda ocorre em alusão à Semana do Meio Ambiente, que celebrou nessa segunda-feira (05 de junho), o dia Mundial do Meio Ambiente.
 
“Esse ponto de coleta partiu do próprio bairro. Os moradores nos procuraram há um tempo e foi firmada a parceria com a Associação de Catadores e disponibilizado o espaço. Mas houve um hábito e uma adesão tão grande da população que a gente precisou trazer um espaço diferente e o reformular. Hoje temos uma espaço mais organizado”, pontuou o assessor do Juvam, Sérgio Savioli Resende.
 
Conforme o assessor, a população pode levar até o ponto de coleta todo material reciclável como lata, plástico ou papel e depositá-los nas bags disponibilizadas no local. “O Juizado Volante Ambiental sempre tem uma preocupação muito grande com a conscientização, então de um lado temos o reaproveitamento, o reuso com a reciclagem, mas do outro também temos a parte de conscientização ambiental, de impactos que a gente sabe que existem por conta do desmatamento, do crescimento populacional em si. Por conta disso temos o projeto Verde Novo, que visa o plantio em áreas públicas, a doação de mudas para que as pessoas possam plantar em casa, e palestras sobre educação ambiental, por isso é um projeto completo”, ressaltou .
 
A gestora administrativa do Juvam, Thaís Colucci Batista, informou que toda terça-feira de manhã, o caminhão da Prefeitura passa para fazer a coleta dos materiais e encaminha para a Cooperativa de Materiais Recicláveis (Coopemar). “É uma iniciativa muito importante porque não dá para viver só acumulando e sem reciclar, é um exemplo que deveria se espalhar por todos os bairros da cidade”, avaliou.
 
O morador Rodrigo Luiz Silva conta que os vizinhos do prédio se organizam, separam o lixo e levam para o ponto do Juvam. “O lixo não é bom e se for separado acaba voltando de outra forma e contribuindo para o Meio Ambiente. Estava passando aqui e aproveitei para levar umas mudas de árvores frutíferas e nativas. Espero que todos se conscientizem, plantem, se puder recicle e jogo seu lixo no lixo”, destacou.
 
A educadora física Tatiana Rocha Barros estava passando pelo local e aproveitou para garantir umas mudas frutíferas. “O projeto é maravilhoso porque nossa Cidade Verde precisa de mais verde. A gente acaba descobrindo a felicidade de plantar, então não pensei duas vezes em parar o carro e pegar uma mudinha para mim. Eu peguei amora, coisa que traz lembrança. Na minha infância tinha de tudo um pouco em casa e na hora que vi maracujá, graviola, peguei. Agora tenho netos e poder plantar com eles é maravilhoso”, enalteceu.
 
Verde Novo – É um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, coordenado pelo Juizado Especial Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam).
 
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1:foto horizontal do ponto de coleta de resíduos recicláveis com duas bags onde são depositados os resíduos, logo acima uma faixa com informações sobre a coleta seletiva, ao lado das bags uma estante de madeira em formato de uma árvore contendo várias mudas para doação. Imagem 2: foto horizontal, uma menina sorrindo, segura duas mudas de árvore. A criança está de camiseta azul-clara com algumas letras brancas e tem cabelos ondulados um pouco abaixo dos ombros. Imagem 3: foto na horizontal: Duas senhoras estão em frente do local da coleta e distribuição das mudas, cada uma segura uma plantinha na mão. 
 
Eli Cristina Azevedo/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça de MT não cumpre reintegração de posse há 19 anos e gera prejuízo milionário

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O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça
O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça

A demora de quase duas décadas no cumprimento de uma decisão judicial de reintegração de posse da Fazenda Poconé, em Querência (945 km de Cuiabá), segundo a defesa, teria causado prejuízo na ordem de R$ 500 milhões referente a lucros cessante do Espólio de Itagiba Carvalho Diniz.

O caso vem gerando denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dentro do próprio Tribunal de Justiça, para apurar a conduta do juiz e diretor da Comarca, Thalles Nóbrega Miranda Rezende de Britto, e da secretaria da Vara Única de Querência-MT, que é responsável pela ação.

A matéria voltará à pauta da Corte no próximo dia 29 de julho, quando os desembargadores analisarão mais de dez incidentes processuais que, conforme o espólio, ainda impedem a conclusão da fase de execução e a restituição integral da propriedade.

“Embora a sentença que reconheceu o direito possessório do espólio tenha transitado em julgado em 2007 e uma segunda sentença tenha definido os limites da fazenda após extensa produção de provas e perícias técnicas que se prolongou por quase 30 anos, a maior parte da área permanece fora da posse dos proprietários”, sustentam os advogados.

Levantamentos técnicos anexados ao processo indicam que a Fazenda Poconé possui 7.237 hectares, dos quais aproximadamente 3.921 hectares são agricultáveis.

Desse total, apenas 604 hectares estariam atualmente sob posse direta do espólio. Outros 3.317 hectares permanecem pendentes de restituição e continuam sendo explorados economicamente por terceiros, segundo a petição.

O espólio afirma que cerca de 1.653 hectares de lavouras seguem sendo cultivados por empresas e produtores que figuram na própria ação judicial, enquanto outros ocupantes apresentaram embargos de terceiro para tentar impedir ou retardar o cumprimento das decisões judiciais.

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Para os proprietários, a demora na execução permitiu que a área permanecesse produzindo riqueza por mais de 20 anos, apesar da existência de decisões judiciais favoráveis ao espólio.

Compromisso firmado antes da disputa

Um dos documentos anexados aos autos, revela um ‘Termo de Compromisso’, firmado em 5 de maio de 1997 pelos então proprietários das áreas envolvidas na futura ação demarcatória.

No documento, os signatários assumiram o compromisso de preservar a situação existente até a definição técnica dos limites das propriedades. O texto estabelece que eles se obrigavam a “não realizar alteração alguma e expansão das respectivas posses atuais enquanto não se proceder o levantamento topográfico que as delimite e as caracterize segundo a titulação legítima”, prevendo que a demarcação seria realizada “por meio judicial ou amigável”.

O compromisso também registra que “a atual localização das posses não representa em definitivo a coerência destas com os respectivos títulos de domínio que cada um detém” e determina que o grupo tinha a obrigação de “promover a demarcatória a fim de definir a propriedade e em consequência a posse”.

Na avaliação do espólio, o documento demonstra que os próprios signatários concordaram em submeter a definição dos limites ao resultado da futura demarcação judicial, comprometendo-se a respeitar a solução técnica do conflito.

Patrimônio continua produzindo riqueza

Enquanto a execução permanece pendente, a atividade agrícola continua em ritmo intenso na região. Segundo o relatório consolidado de capacidade financeira que A Gazeta teve acesso, diversos ocupantes ou pessoas ligadas às áreas em disputa possuem patrimônio rural expressivo, empresas e participações societárias relevantes.

Entre eles está a Indústria e Comércio de Máquinas Agrícolas Mantovani Ltda., empresa com capital social de R$ 3 milhões e proprietária da Fazenda Paraíso, em Ribeirão Cascalheira, com mais de 2.400 hectares.

O relatório também aponta que Benildo Carvalho Teles possui patrimônio rural no Pará, participação na AgroGalaxy, da qual alienou ações em operação superior a R$ 31 milhões, além de integrar empresas do agronegócio com capital superior a R$ 15 milhões.

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Outro é Claudio Augusto Diniz, proprietário de fazendas em Mato Grosso e Goiás, sócio de empresas rurais e credor da recuperação judicial do Grupo AgroGalaxy em mais de R$ 3,2 milhões.

O levantamento ainda relaciona a JMSW Agropecuária Ltda., empresa voltada ao cultivo de soja com capital social de R$ 17,6 milhões e proprietária de fazenda superior a 7 mil hectares em Querência.

Também aparecem produtores rurais e empresários como Leandro De Conti, Adalberto Backes, Carlos Caneppele, Gelson Caneppele, Sérgio Caneppele, Ivanete Lurdes Caneppele, Leandro Caneppele, Fernando Passinatto, José Adelar Jaenisch, além das empresas AGL Administradora e Participações Ltda. e MPS Empreendimentos Imobiliários Ltda., todos descritos como proprietários de imóveis rurais, beneficiários de financiamentos públicos ou integrantes de grupos empresariais ligados ao agronegócio.

O relatório atribui a esse conjunto de pessoas físicas e jurídicas patrimônio imobiliário rural, empresas e ativos considerados de elevada expressão econômica.

Julgamento

O espólio sustenta que a controvérsia deixou de ser sobre quem é o proprietário da Fazenda Poconé. Segundo os advogados, a discussão atual restringe-se ao cumprimento de decisão já transitada em julgado e à retirada dos ocupantes remanescentes.

A expectativa é que o julgamento marcado para 29 de julho pelo TJMT destrave a fase de execução e permita a efetiva restituição da área, encerrando um litígio que se arrasta há quase duas décadas e que, segundo o espólio, gerou perdas patrimoniais estimadas em aproximadamente R$ 500 milhões em razão da exploração agrícola contínua da fazenda.

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