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Corrida Movimento pelo Clima: Projeto Verde Novo realiza entrega de mudas em Várzea Grande

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Mais de 300 mudas de árvores frutíferas e nativas foram distribuídas aos participantes da 3ª Corrida Movimento pelo Clima, realizada neste domingo (16 de abril), na região do Chapéu do Sol, em Várzea Grande. Entre as espécies distribuídas, estiveram mudas de ipezinho de jardim, ipê roxo, pitomba, pitanga, graviola, goiaba, caju, acerola, amora, maracujá e tamarindo. A ação foi uma parceria do Projeto Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, e o Instituto Centro de Vida (ICV), que comemora 32 anos de atividades.
 
Com a ação, o Poder Judiciário de Mato Grosso, cumpre mais uma vez, a missão de levar conscientização ambiental, no sentido de mitigar os efeitos causados pelo aquecimento global e atividades de desmatamento em todo mundo. Idealizado pelo Juizado Volante Ambiental (JUVAM), em cinco anos de projeto, foram realizadas a distribuição de 170.256 mudas e 571 ações ambientais, além de inúmeras parcerias para atividades teóricas de conscientização envolvendo o incentivo ao plantio e conservação de árvores em espaços públicos e privados.
 
Para a engenheira florestal do Projeto Verde Novo, Rosiani Mendes Carnaíba, o replantio de árvores, principalmente na área urbana, tem forte impacto no combate à emissão de gases de efeito estufa, e contribui para a redução das altas temperaturas e conservação da umidade relativa do ar.
 
“Nós sabemos que somente com a recuperação das matas nativas e a arborização urbana, seremos capazes de mitigar os efeitos causados pelo aquecimento global, contribuindo para o conforto térmico da população, e no combate aos efeitos nocivos causados pela emissão de gases de efeito estufa. E nesse processo, o envolvimento da população nas causas ambientais, é essencial para ampliar o alcance das ações”, defendeu Rosiani.
 
Para a diretora executiva do ICV, Aline Thuault, a corrida é uma oportunidade para ampliar o engajamento da sociedade nas causas ambientais. “Ações de confraternização social são sempre oportunidades de envolver as pessoas na defesa do meio ambiente, principalmente neste momento, que é considerado como a década da emergência climática. São 32 anos de atividades, comemorados pelo ICV na construção de soluções compartilhadas para o uso sustentável do meio ambiente”.
 
A delegada Juliana Palhares, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também participou da corrida, chamou a atenção para a importância do evento, como a oportunidade de um ambiente seguro para a prática de atividades físicas pelas mulheres.
 
“A prática de atividade física é sempre uma oportunidade para repensar a saúde física, emocional e porque não ambiental. É tão difícil encontrar espaços públicos adequados, onde as pessoas possam conviver sem medo de ser atropelado, ou no caso das mulheres, sem o medo de serem agredidas verbalmente na rua ou terem sua integridade violada. É uma ação sim, que deve ser enaltecida e estimulada pelo Poder Judiciário e seus parceiros”.
 
Marilene Oliveira é mãe do atleta Victor Oliveira, de 17 anos. Victor é portador de paralisia cerebral, e completou o percurso de 5 km ao lado da mãe. Atleta regular do Centro de Atividades Paralímpicas, em Várzea Grande, Victor é praticante de atletismo, bocha e natação.
 
“Nos inscrevemos assim que soubemos da corrida. A prática do esporte permite a inclusão social, estimula a sentimento de pertencimento, e após a conclusão do período educacional, se torna praticamente o único apoio para o estímulo físico e cognitivo da criança. É um desafio para toda a família, que também precisa se adaptar”.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto aberta de diversos participantes na largada da corrida. Segunda imagem: Duas corredoras vestidas de camiseta verde exibem as mudas de árvore recebidas após a corrida. Terceira imagem: A engenheira ambiental do Projeto Verde Novo, Rosiani Carnaíba veste camiseta verde, com a logomarca da corrida, em entrevista à TV.Jus. Quarta imagem: A diretora executiva do Instituto Centro de Vida, Aline Thuault, que também veste camiseta verde do evento, em entrevista à TV.Jus. Quinta imagem: A mãe do menino Victor Oliveira, senhora Marilene Oliveira, que veste camiseta preta, aproxima seu rosto ao rosto do filho, que segura uma muda de árvore. A criança está sentada em uma cadeira de rodas.
 
 
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

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Foto horizontal em plano aberto que mostra a plateia lotada no auditório do Tribunal de Justiça. A audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades” atraiu mais de 200 pessoas, na tarde desta sexta-feira (12), no auditório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), para debater a Lei nº 15.358/2026 e seus reflexos no sistema de justiça criminal. A nova lei, que desde 24 de março instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, tipifica os crimes de domínio social estruturado e de favorecimento ao domínio social estruturado, altera o Código Penal e o Código de Processo Penal brasileiros, bem como legislações correlatas.

O evento foi promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). Houve transmissão ao vivo por meio do canal TJMT Eventos no YouTube.

Foto horizontal que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim, falando ao microfone. Ele é um senhor de pele branca, cabelos e barba brancos, usando terno cor creme e gravata marrom. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.A abertura da audiência contou com pronunciamento do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, que apontou a sensibilidade e atualidade do tema. “O crime organizado mudou sua forma de agir. Alcança diferentes áreas da vida social e econômica e exige do Estado respostas firmes, preparadas e responsáveis”, destacou.

Ele ressaltou ainda a importância de refletir sobre investigações, responsabilização, garantias processuais e atuação integrada de todos os órgãos públicos, de forma equilibrada, séria e cuidadosa, por exemplo, com a qualidade da prova, com o uso correto dos instrumentos legais e, acima de tudo, com a preservação da confiança da sociedade na justiça. “O Poder Judiciário recebe esse debate com espírito de escuta e cooperação. A contribuição do Ministério Público, da polícia, da advocacia, da academia, da Defensoria e dos demais participantes é essencial para que possamos aprimorar práticas e construir respostas mais seguras”, declarou.

Foto horizontal que mostra o desembargador José Luiz Leite Lindote do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa branca, gravata rosa e terno azul marinho.O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, responsável pela audiência pública, ressaltou que a CGJ-MT decidiu promover o evento por compreender que o enfrentamento ao crime organizado exige diálogo permanente entre as instituições que integram o sistema de justiça criminal. “A recente Lei nº 15.358, conhecida como Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, trouxe novos instrumentos, novos conceitos e novos desafios para a investigação, o processamento e o julgamento de crimes. Diante dessas mudanças, é fundamental debater seus impactos e refletir sobre sua aplicação prática”.

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Segundo Lindote, a audiência pública é exemplo de uma atuação conjunta entre o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária Civil e a OAB-MT. “Essa integração institucional tem produzido resultados em Mato Grosso, a exemplo da articulação que possibilitou a realização do primeiro leilão de sucatas vinculadas à jurisdição criminal, que resultou na arrecadação de cerca de R$ 675 mil para os cofres públicos”, enfatizou, informando que o resultado foi fruto de evento anterior, o Recupera MT, no qual foi assinada a Resolução Conjunta nº 01/2025 com o Estado.

Foto horizontal que mostra o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, alto, de cabelo e barba pretos, usando camisa branca, gravata azul estampada e terno azul. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.Representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior afirmou que a audiência pública é o momento oportuno para pensar no atual cenário nacional. “A sociedade tem exigido respostas do Estado e nós acreditamos, enquanto Segurança Pública, que a resposta se faz através da integração. Os desafios são grandes, a legislação nova. Tem vários conceitos que precisam ser interpretados, como o conceito de domínio social. São novas tipificações, novos processos e são temas que temos que enfrentar em conjunto”, disse, enaltecendo a iniciativa do Poder Judiciário.

Foto horizontal que mostra o promotor de justiça Renee do Ó do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelo preto, usando camisa branca, gravata e terno azul marinho e óculos de grau. Atrás dele é possível ver parte de um telão.O promotor de justiça Renee do Ó Souza pontuou que, em todo o país, o crime organizado está estabelecido e notabilizado pelo incremento do lucro e regido pela prática extremamente violenta, características que são o foco da nova lei, também conhecida como Pacote Anti-facção. “Este evento marca o pontapé do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria e da Advocacia, da Polícia Civil e de toda a população brasileira que se destina e que quer enfrentar adequadamente o crime organizado”, disse.

Foto horizontal que mostra o advogado Giovane Santin do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de barba e cabelos castanhos claros, usando camisa branca, gravata púrpura e terno azul marinho e óculos de grau.Vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin classificou o debate como de grande importância não só para o Estado de Mato Grosso, mas para todo o país. “Um momento em que precisamos entender e enfrentar de fato todas as consequências geradas por esse fenômeno que conhecemos e chamamos vulgarmente de facções criminosas”, disse. O advogado agradeceu ao Poder Judiciário pela oportunidade de cada instituição envolvida expor seus entendimentos sobre o tema.

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Foto horizontal que mostra o defensor público Fernando Antunes Soubhia falando ao microfone. ele é um homem branco, calvo, usando camisa branca, gravata laranja, terno azul marinho e óculos de grau.O defensor público e diretor da Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT), Fernando Antunes Soubhia fez uma crítica ao Pacote Anti-facção, afirmando que ele “repete a receita” que o Brasil testa pelo menos desde 1988 e que “fracassa” desde então. “Aumenta a pena, endurece regime, suprime o benefício. A gente fez isso em 90, como a lei dos crimes hediondos. Isso só fez aumentar a população carcerária, aumentar o contingente das facções, que agora se nacionalizaram e tornaram os seus métodos cada vez mais elaborados”, disse.

Ao apontar que “o cárcere historicamente é o maior centro de recrutamento das organizações criminosas”, Soubhia defendeu que este não seria o melhor método para lidar com o problema. Apontou ainda que “o sistema penal é seletivo e vai continuar sendo seletivo”, prendendo majoritariamente pessoas pretas, pobres e periféricas. “Infelizmente, mais uma vez, a resposta que o Estado dá à sua própria ausência nas comunidades vulnerabilizadas é o direito penal”, criticou. Por fim, o defensor público insistiu que segurança pública se constrói com o Estado presente no território, escola, saúde, trabalho e urbanização. “O que essa lei oferece, mais uma vez, é o Estado chegando com o fuzil e algema. Precisamos fazer melhor que isso”, asseverou.

Registro de presenças

Participaram da audiência pública o ouvidor-geral do Poder Judiciário, desembargador Rodrigo Curvo; o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), desembargador Orlando Perri; os desembargadores Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Wesley Sanchez Lacerda; o juiz auxiliar da Presidência e secretário-geral do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior; os juízes auxiliares da CGJ-MT João Filho de Almeida Portela, Jorge Alexandre Martins Ferreira e Myrian Pavan Schenkel; o delegado Cláudio Álvarez Santana, representando a Polícia Judiciária Civil; o coordenador da CGJ-MT, João Gualberto Neto, além de juízes e juízas, advogados e advogadas, assessores, estudantes de Direito, servidores e servidoras do Poder Judiciário, entre outros interessados no tema da audiência pública.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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