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Corregedoria apresenta sistema de correição para Tribunal de Justiça do Piauí

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) segue seu intercâmbio de boas praticas com o Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI). Em janeiro uma comitiva do órgão piauiense realizou uma visita técnica a Mato Grosso para conhecer os trabalhos realizados pelo Judiciário mato-grossense. Na última semana as entidades se reuniram virtualmente pela Plataforma Teams para trocar informações sobre o Sistema GIF, ferramenta adotada para realização de correições.
 
O juiz auxiliar da Corregedoria, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, destacou que esse processo de compartilhamento de informações com outras instituições do sistema de justiça brasileiro fortalece a governança e a gestão, melhora o desempenho institucional, e aprimora os serviços prestados à população.
 
“A Corregedoria vem sendo uma porta de entrada para a troca de ideias, em janeiro conhecemos mais sobre o Robô de Informações da Corregedoria-RIC, que realiza a automatização de algumas atividades realizadas pelos servidores da Justiça de Primeiro Grau. Em março celebramos um Acordo de Cooperação Técnica para trazermos o sistema a Mato Grosso. Agora eles estão colhendo mais informações sobre o nosso Sistema GIF, e o próximo passo é assinar um termo de cooperação para que eles possam implantar no Piauí”, contou o magistrado.
 
Durante o encontro a diretora do Departamento do Foro Extrajudicial (DFE), Nilcemeire dos Santos Vilela, realizou uma exposição sobre a ferramenta, passando por suas diversas funcionalidades desde a prestação de contas, controle de arrecadação, relatórios a controle dos prepostos dos cartórios extrajudiciais. “Este é um sistema que eles não têm, e querem implementar no Estado, então mostramos em detalhes como funciona”, disse.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto: print da tela de reunião virtual que contou com participação e servidores dos dois Tribunais de Justiça.
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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