Tribunal de Justiça de MT

Coordenadoria da Mulher discute criação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), está retomando as reuniões sobre a criação ou ampliação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar nas comarcas.
 
A assessora da Cemulher-MT, Ana Emília Brasil Sotero, realizou uma rodada de reuniões na região norte do Estado. Na tarde de terça-feira (4), cumpriu agenda com o juiz Evandro Juarez Rodrigues, da Segunda Vara Criminal de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá). Pela manhã, esteve em Sorriso (420 km de Cuiabá), onde se reuniu com o juiz da 2ª Vara Criminal, Anderson Candiotto.
 
Na segunda-feira (03), Ana Emília participou de uma reunião em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), com a juíza da 2ª Vara Criminal, Débora Caldas e presidente da rede local, a advogada Eliane dos Santos.
 
Durante os encontros, a assessora da Cemulher compartilha informações sobre as funções e a relevância da criação da Rede, assim como as instituições e atores que compõem o grupo, que tem como proposta principal conscientizar a população e prevenir a violência doméstica.
 
Na semana passada, no dia 30 de março (quinta-feira), Ana Emília participou de uma reunião ampliada para a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar no município de Juara (a 750 km de Cuiabá). A ação foi liderada pelo juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca, Fabio Alves Cardoso, consolidando mais um avanço no combate à violência doméstica em Mato Grosso.
 
Na sexta-feira (31), a assessora do Cemulher representou o Judiciário durante o Encontro Intersetorial da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher em Juína (735 Km de Cuiabá), com a participação de integrantes de organizações governamentais, do Conselho Municipal da Mulher, das Secretarias de Saúde e Assistência Social, segurança pública, prefeito, vereadores e sociedade civil. O evento teve o apoio da Cemulher e foi organizado pelo juiz diretor do Fórum, Vagner Dupim Dias.
 
A coordenadora do Cemulher-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro reforça a importância da criação da Rede nos municípios para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção e atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O objetivo é unir forças entre as instituições locais, a fim de proteger as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, garantindo seus direitos e oferecendo suporte e atendimento adequado para superar as situações de risco.
 
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: participantes do evento reunidos em Juara posando para foto. 
 
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Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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