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Comarca de Várzea Grande desenvolve ação com atendimento jurídico e social para comunidade local

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Atento às necessidades da população carente e de baixa renda, o Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) realizou, nesta quarta-feira (29 de novembro), no Fórum de Várzea Grande o programa ‘Ação Social – Empatia e Acolhimento’ com atendimento jurídico, emissão de documentos e demais serviços de saúde, beleza e bem-estar.  
 
“Este evento é destinado às vítimas e familiares de crimes e atos infracionais, e também para os moradores dos bairros aqui de Várzea Grande. Nosso objetivo é resgatar essas pessoas e oferecer apoio, informações sobre seus direitos, encaminhamento de processos, estamos oferecendo atendimento humanizado”, declarou o juiz Luís Augusto Veras Gadelha, do CEAV.    
 
A senhora Lucilene Oliveira de Almeida, que estava acompanhando a vizinha, senhora Izaltina Pereira, moradoras do bairro Cristo Reis, foram até o Fórum buscar atendimento jurídico e participar de uma audiência virtual. 
 
“A audiência da minha vizinha foi realizada de forma virtual aqui no Fórum que ofereceu essa estrutura e suporte adequado. Foi tudo muito rápido, a gente não conhecia essa estrutura, inclusive achei tudo muito rápido, possui uma equipe muito eficiente”, destacou Lucilene.
  
Outro importante parceiro na ação, foi a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT), que levou 12 advogados para oferecer suporte no atendimento presencial de defesa e orientação em causas nas áreas de direito da família e previdenciário. 
 
No espaço reservado ao bem-estar e acolhimento, o público teve acesso a diversos atendimentos na área de saúde: nutrição, atualização de vacinas, aferição de pressão arterial e atendimento terapêutico. As crianças, filhos dos pais que estavam em atendimento também participaram de atividades recreativas. A Secretaria de Educação do Município e uma equipe multidisciplinar de psicólogos realizaram uma programação especial para os pequenos.    
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Pessoas dentro da sala sendo atendidas. Foto 2: Mostras duas senhoras foram atendidas no Fórum. Elas estão em pé, uma ao lado da outra abraçadas. Uma possui cabelos brancos, tem pele branca, usa uma blusa marrom de bolinhas brancas e uma saia preta. A outra mulher é negra, cabelos longos de cor preta, usa uma blusa com estampa de flor e uma saia na cor vinho. Foto 3: mostra um grupo de advogados, são oito pessoas, sendo sete mulheres e um homem, trajados com roupas de estilo social. Foto 4: Mostra o grupo multidisciplinar de psicólogas, são cinco mulheres, sendo que duas estão usando roupas coloridas de recreação para crianças e outras três estão usando calça e blusa.
 
Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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