Tribunal de Justiça de MT

Comarca de Brasnorte completa 21 anos com foco na proteção social e cidadania

Publicado em

A Comarca de Brasnorte celebra, nesta segunda-feira (22 de dezembro), 21 anos de instalação, consolidando-se como referência na prestação jurisdicional em uma região marcada por desafios sociais e territoriais. Com atuação em Vara Única, a unidade judiciária atende cerca de cinco mil processos em trâmite, contando com uma equipe formada por um magistrado, 11 servidores e assessores, garantindo acesso à Justiça e respostas efetivas à sociedade.

Classificada como de Entrância Única, a Comarca tem apresentado avanços estruturais e institucionais ao longo de sua trajetória. Segundo o juiz da Vara Única e diretor do Foro, Romeu da Cunha Gomes, a evolução da unidade reflete o esforço coletivo de todos que atuaram na jurisdição ao longo dessas mais de duas décadas. “A evolução da Comarca de Brasnorte nestes 21 anos reflete o compromisso de magistradas, magistrados, servidoras, servidores e colaboradores com um serviço de qualidade para a sociedade. Passamos por avanços estruturais importantes, como a construção da sede própria em 2010, e elevação dos índices de produtividade e qualidade, com enormes contribuições de todos”, destacou.

O magistrado também ressaltou que a instalação da Comarca contribuiu para atrair instituições essenciais, como a Defensoria Pública, fortalecendo o suporte jurídico à população e aproximando ainda mais o Judiciário da comunidade.

Além da atividade jurisdicional, a Comarca se destaca pela implementação de projetos voltados à proteção de direitos fundamentais. Entre as principais iniciativas estão o Grupo Reflexivo para Homens (GRH), as visitas às unidades de saúde para orientação sobre o escopo da Entrega Legal e a formalização do Termo de Cooperação para implantação da Rede de Proteção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.

Leia Também:  Assista on-line ao curso Recuperação Judicial do Produtor Rural

Em 2025, o Judiciário em Brasnorte intensificou ações de caráter preventivo e de articulação interinstitucional. Um dos destaques foi a realização de audiência pública para discutir a venda de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes, iniciativa que reuniu representantes da Rede de Proteção, autoridades municipais e comerciantes, com foco na conscientização, fiscalização e responsabilização, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Para o juiz Romeu da Cunha Gomes, a atuação conjunta é indispensável para a efetividade das decisões judiciais. “Essas ações em parceria são fundamentais para que o Poder Judiciário cumpra seu papel, pois conferem maior efetividade às decisões e à legislação protetiva. A prevenção de conflitos e a promoção da qualidade de vida da população dependem da participação ativa da sociedade e de outros Poderes locais”, afirmou.

Outro marco relevante foi a formalização da 76ª Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência Doméstica em Mato Grosso. A iniciativa reúne o Poder Judiciário, o Município, Ministério Público, Defensoria Pública, forças de segurança, a OAB, igrejas e entidades da sociedade civil.

De acordo com o magistrado, a Rede permite intervenções mais rápidas e eficazes, evitando que o Judiciário atue apenas de forma reparatória. “Sem parceiros como o Executivo Municipal, igrejas, Polícias Civil e Militar, a intervenção judicial pode chegar muito tarde, apenas para reparar uma lesão que, na realidade da vida, pode não ter mais compensação”, ressaltou.

Nesse contexto, o Grupo Reflexivo para Homens tem apresentado resultados expressivos. Desde 2024, 41 homens participaram do programa e apenas um reincidiu em casos de violência doméstica. As reuniões são realizadas no Fórum e integram as medidas protetivas determinadas judicialmente, com condução compartilhada entre Judiciário, órgãos públicos e instituições parceiras.

Leia Também:  É amanhã: audiência pública debaterá impactos da Lei de Combate ao Crime Organizado

A Comarca também avançou na promoção da cidadania por meio da Regularização Fundiária Urbana. Em junho de 2025, foram entregues 52 títulos de propriedade a moradores do bairro Parque das Nações, dentro do programa “Solo Seguro Favela”, coordenado nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça. Para o juiz Romeu da Cunha Gomes, a regularização vai além da entrega de documentos. “A regularização fundiária promove a prevenção de conflitos, a segurança jurídica das famílias e o desenvolvimento econômico da comunidade, pois permite a formação de negócios jurídicos com maior segurança e certeza”, explicou. Segundo ele, a iniciativa também tem efeito preventivo, ao desestimular atividades ilícitas e permitir que o cidadão invista em seu imóvel com estabilidade, impulsionando a economia local.

Ao longo de sua história, a direção do Foro da Comarca de Brasnorte foi exercida, em ordem cronológica, pelos magistrados Cassio Luis Furim, Francisco Ney Gaíva, Walter Tomaz da Costa, Vagner Dupim Dias, Conrado Machado Simão, Victor Lima Pinto Coelho, Daiane Marilyn Vaz, Lucélia Oliveira Vizzotto e, atualmente, Romeu da Cunha Gomes.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Congresso reúne magistrados e especialistas para discutir transformações nas relações familiares

Published

on

Visão geral de um auditório lotado com pessoas de pé. No palco iluminado, autoridades perfiladas diante de um grande painel com a bandeira do Brasil. Um tapete vermelho cruza o corredor central.Começou na quarta-feira (24) o Congresso IBDFAM Mato Grosso – “Entre a terra, os laços e os algoritmos: o futuro do Direito das Famílias e Sucessões”. Com programação até sexta-feira (26), o evento reúne especialistas de diversas áreas para debater os impactos sociais, jurídicos e tecnológicos nas relações familiares atuais.

Realizado com apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, o congresso acontece no auditório do Fórum de Cuiabá. Estão em debate temas como “As transformações das famílias e suas contratualizações”, “Instrumentos de planejamento sucessório no agronegócio”, “Luto e litigância: como fica a criança”, “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”, entre outros.

O Congresso IBDFAM é considerado um dos principais eventos da área no estado e conta com a participação de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), profissionais do Direito, acadêmicos e especialistas para debater temas atuais relacionados às famílias, sucessões e aos impactos das novas tecnologias nas relações humanas.

Mulher de óculos e camisa branca fala ao microfone em um púlpito com o logotipo do Congresso IBDFAM Mato Grosso. Ao lado, uma intérprete de Libras e, ao fundo, as bandeiras do Brasil e do estado.Representando o presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques destacou que o evento preenche uma lacuna de muitos anos sem um encontro dessa magnitude no estado. Para ela, esses encontros ajudam a preparar e melhorar todo o sistema de justiça para o atendimento das demandas da sociedade.

Leia Também:  Expediente presencial é suspenso no Fórum de Sorriso entre os dias 08 e 12 de janeiro

“Precisamos estar preparados para acolher o cidadão, pois ninguém vai ao fórum se não para resolver alguma situação que está o ferindo. Saliento sempre que o ideal é que a gente consiga fazer com que as pessoas deixem a nossa presença melhor do que elas chegaram, menos sofridas. Por isso, é importante a participação efetiva de todos do sistema de justiça”, disse a magistrada.

Mulher de cabelo preso e blazer floral brilhante concede entrevista, falando ao microfone da TV Jus. Ao fundo, um painel do IBDFAM Mato Grosso com o tema do evento sobre o Direito das Famílias.A presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) de Mato Grosso, Emanouelly Costa Nadaf, destacou que há cerca de 11 anos não era realizado um congresso de direitos de família e sucessões no estado. Nesse contexto, ela enfatizou que o apoio do TJMT foi fundamental para que o projeto saísse do papel.

“O Judiciário de Mato Grosso realmente abraçou essa causa, enxergando a grandiosidade e o quanto este evento vai ser transformador para todos que atuam nessa área. Então, só temos a agradecer, porque sem o TJMT não teríamos a possibilidade de construir esse ambiente para debater temas tão necessários e urgentes”, afirmou Emanouelly.

Leia Também:  Judiciário e Prefeitura de Várzea Grande se unem para levar círculos de paz a todas as escolas

Uma das palestrantes do congresso é a juíza Angela Regina Gama da Silveira Gutierres Gimenez, titular da 1ª Vara Especializada da Família e Sucessões de Cuiabá. A magistrada abordará o tema “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”. Para a juíza, eventos como este qualificam os magistrados e geram impactos positivos no atendimento da população.

“Quanto mais preparados estejam todos os operadores da rede judicial, maior será o impacto na comunidade em geral. Isso nos fortalece e abre as nossas visões para as múltiplas realidades. Nós desejamos e estamos trabalhando para esse aprimoramento da justiça e de todo o circuito judicial para que a nossa população seja atendida cada vez mais com eficiência”, argumentou.

Também estavam presentes na solenidade de abertura a diretora do Foro da Comarca de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira, o juiz Jamilson Haddad Campos, que é vice-presidente do IBDFAM de Mato Grosso, magistrados e magistradas do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA