Tribunal de Justiça de MT

Centro de Solução de Conflitos de Rondonópolis agenda 223 audiências para a Semana da Conciliação

Publicado em

 O Centro Judiciário de Solução de Conflitos da Comarca de Rondonópolis (a 212 km ao sul de Cuiabá) já recebeu e agendou, até este momento, 223 audiências para os dias 6 a 10 de novembro de 2023.

De acordo com a unidade judiciária, a expectativa é a de que esse número seja elevado no decorrer da semana, quando outras audiências ainda poderão ser agendadas.

Nessa semana, o CEJUSC de Rondonópolis está promovendo a reunião de processos judiciais e reclamações pré-processuais, para permitir que as partes possam negociar diretamente entre si e solucionar o caso.

De acordo com o juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Rondonópolis, a unidade está concentrada na tarefa da pacificação. “Estamos na XVIII Semana Nacional da Conciliação e o CEJUSC está atuando desde agosto deste ano para a reunião do maior número de processos nesse período, para isso solicitamos às outras unidades judiciárias que nos enviem processos aptos à conciliação ou mediação. Todos os esforços estão sendo envidados para que tenhamos o máximo possível de acordos nas audiências que já está em andamento.”

Leia Também:  Edição 21 do programa Magistratura e Sociedade vai ao ar nesta sexta

A mobilização gera ganhos significativos para os litigantes e para a comunidade, sem falar do ganho para o próprio Poder Judiciário, que contará com menos processos em seu acervo.

“A Semana Nacional de Conciliação representa não é apenas uma pauta concentrada de audiências, reunião de processos, mas também uma oportunidade de se difundir a cultura da paz em contraposição à cultura do litígio, ou seja, uma oportunidade de apresentar à sociedade outra maneira de resolver o conflito. É preciso que as pessoas tenham contato com os métodos autocompositivos, que vejam e se sensibilizem de que eles são a melhor maneira de resolver conflitos sociais, de uma forma célere, econômica e definitiva para se obter a pacificação social”, completou o juiz Wanderlei Reis.

O interessado também poderá entrar em contato com o CEJUSC de Rondonópolis por meio do WhatsApp, através do (66) 99209-8833

Cejusc de Rondonópolis

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

Published

on

Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Leia Também:  Edição 21 do programa Magistratura e Sociedade vai ao ar nesta sexta

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA