Tribunal de Justiça de MT

Aproximação com a sociedade marca a campanha comemorativa dos 149 Anos do Poder Judiciário

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O Tribunal de Justiça deu início à campanha comemorativa aos 149 Anos do Poder Judiciário de Mato Grosso, celebrado no dia 1º de maio. Em comemoração a data, o Tribunal de Justiça realizará durante todo o mês de abril, período que antecede a instalação do Judiciário estadual, a divulgação de uma série de conteúdos institucionais que marcam a trajetória do Poder a serviço do cidadão.
 
A campanha é assinada pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, e traz como slogan “TJMT 149 Anos – A Justiça a Serviço das Pessoas”. Posts e outros conteúdos serão divulgados nos canais de comunicação, como Portal do TJ e TV.Jus, e pelas redes sociais oficiais, como instagram, facebook e twitter, além de busdoor e outdoors que serão espalhados pela Capital e demais comarcas do interior.
 
Falar sobre a história do Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso, como era chamado à época, instalado em 1º de maio de 1874, é trazer à memória uma série de fatos curiosos e impensáveis na atualidade, como a composição da primeira corte formada por quatro desembargadores, e cinco comarcas, sendo Cuiabá, Corumbá, Cáceres, Diamantino e Sant´Ana de Parnaíba.
 
Desde a instalação do Tribunal, 149 anos depois, inúmeros foram os desafios enfrentados para o exercício independente do Poder Judiciário, em favor da sociedade e na garantia da pacificação social. Ao longo dos anos, o estímulo à prática do diálogo e da conciliação foram aprimoradas, tornando cada vez maior, a aproximação entre a sociedade e o Judiciário.
 
A disseminação da cultura da pacificação social sempre esteve presente entre os pilares que norteiam a conduta do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e segue alinhada ao perfil conciliador da presidente, a desembargadora Clarice Claudino da Silva, que traz no lema “Semear a Paz e Fortalecer a Justiça”, as diretrizes de sua gestão.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: arte colorida em formato quadrado. A imagem retrata um senhor idoso, sorrindo. Ele está com os braços cruzados. Ao fundo imagem de Cuiabá, mostrando o rio e a ponte Sergio Mora. Na parte superior esquerda a frase: Foco no Cuidado do Cidadão. Logo a baixo outra frase: TJMT 149 anos. A Justiça a Serviço das Pessoas. Segunda imagem: fotografia colorida mostrando um ônibus do transporte público municipal circulando pela cidade. No para-brisa traseiro um busdoor com a campanha dos 149 anos do TJMT.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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