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Ação do Verde Novo no Festival do Chocolate reforça arborização em Cuiabá

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A 7ª edição do Festival do Chocolate, realizada na Arena Pantanal, em Cuiabá, foi além da gastronomia e da cultura, tornando-se também espaço de educação ambiental e incentivo à arborização. Em parceria com o Programa Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, os visitantes puderam conhecer ações de sustentabilidade e levar para casa mudas de espécies nativas e frutíferas.

Criado em 2017, o Verde Novo nasceu com a missão de resgatar a imagem de Cuiabá como “Cidade Verde”, após o impacto ambiental das obras da Copa de 2014. Desde então, distribuiu mais de 230 mil mudas e ajudou a capital a alcançar a 8ª posição no ranking nacional de arborização urbana, segundo o IBGE. No Festival do Chocolate, essa história de transformação foi apresentada de forma lúdica e acessível ao público.

A engenheira florestal Rosiane Carnaíba, que integra o Programa Verde Novo, destacou a importância da ação no evento.

“Nosso objetivo é sempre aproximar a população da causa ambiental. O Verde Novo promove atividades voltadas ao cuidado com áreas arborizadas e à ampliação dos espaços verdes na cidade. O Festival do Chocolate foi mais uma oportunidade para reforçar essa mensagem”, disse.

Ela acrescentou que a iniciativa, realizada em conjunto com a Sorveteria Geladão do Bairro, ofereceu mudas de espécies nativas e frutíferas para o público.

“Estamos distribuindo 500 mudas durante todo o festival. Cada visitante que passa pelo estande pode sair daqui com uma árvore para plantar em casa, no bairro ou em uma praça. É uma forma simples e gratuita de contribuir com a arborização da cidade”, explicou.

Além da distribuição de mudas, o público pôde conhecer de perto as práticas sustentáveis da Sorveteria Geladão do Bairro. A proprietária, Aline Martinha de Oliveira, ressaltou que a responsabilidade ambiental faz parte do DNA da empresa.

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“O Geladão sempre teve essa preocupação. Nossa principal embalagem, por exemplo, é feita de mandioca e se transforma em adubo em até 90 dias. Essa parceria com o Verde Novo reforça a ideia de que cada atitude conta na construção de um futuro mais sustentável”, afirmou.

Segundo Aline, o estande foi planejado para oferecer uma experiência de reflexão ao visitante.

“Montamos um circuito interativo em que as pessoas podem perceber o impacto de embalagens no planeta e conhecer alternativas mais responsáveis. É um convite para repensar hábitos de consumo e entender que plantar árvores melhora a qualidade do ar, reduz o lixo e garante um mundo melhor para as próximas gerações”, completou.

O espaço chamou a atenção de quem passou pelo festival. A estudante de medicina Isabelle Bosi foi uma das que garantiu sua muda.

“Eu escolhi uma pata-de-vaca. Acho muito importante trazer esse tipo de ação para um evento de alimentação, porque amplia a conscientização. Vou dar a planta para a minha avó, que adora cultivar, e acredito que isso ajuda a melhorar a qualidade de vida e a reforçar o cuidado com o meio ambiente”, relatou.

Entre os visitantes, também estava a aposentada Laís Angelita Penha, que optou por levar para casa uma muda de goiabeira.

“Eu gosto muito de goiaba e quero plantar essa mudinha na minha chácara. Acho ótimo que o Verde Novo esteja aqui, porque Cuiabá é muito quente e precisamos de mais sombra. Cada um tem que fazer a sua parte: plantar, cuidar e preservar. Só assim conseguiremos enfrentar as mudanças climáticas”, disse.

Com a união de sabor, cultura e sustentabilidade, o Festival do Chocolate reforçou que pequenas ações podem ter grande impacto. Para muitos visitantes, a lembrança mais valiosa não foi o doce degustado, mas a muda de árvore levada para casa, símbolo de que cuidar do futuro é uma responsabilidade compartilhada.

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ZapMudas

Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo, o Programa Verde Novo tem se dedicado a amenizar os efeitos do calor nas cidades mediante ações de plantio e distribuição de mudas em parques, bairros e públicas e privadas de Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças. A proposta é revitalizar a arborização urbana e engajar a população em um movimento contínuo de sustentabilidade.

Ao longo dos anos, mais de 230 mil mudas já foram distribuídas e plantadas, mobilizando a sociedade em favor das florestas urbanas, da educação ambiental e da melhoria da qualidade de vida.

Disponível para as 79 comarcas de Mato Grosso, o programa está aberto à adesão de todos os municípios. Empresas interessadas em projetos sustentáveis podem colaborar com doações de mudas, insumos para plantio ou apoio às ações educativas.

Qualquer pessoa interessada em atuar como voluntária pode solicitar a inclusão no grupo de mensagens do Verde Novo, onde são divulgadas as atividades e o calendário de ações.

A iniciativa é viabilizada por um Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Poder Judiciário de Mato Grosso, o Instituto Ação Verde e municípios e conta com o apoio de parceiros como Energisa, TV Centro América, Fiagril e Unicred.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: [email protected] ou pelo Instagram: @programa.verdenovo.

A solicitação de mudas pode ser feita pelo WhatsApp, no canal ZapMudas: (65) 3648-6879.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande

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Escutar, acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.

De acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis. Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência. A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos em atos infracionais”, destacou o magistrado.

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Desde o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.

Acolhimento que gera transformação

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, afirmou.

Segundo a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na escola”, completou.

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A programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa para outras escolas da rede municipal.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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