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Urnas que passarão pelo Teste de Integridade no 2º turno são escolhidas/sorteadas

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Entidades fiscalizadoras credenciadas escolheram as seções eleitorais que terão as urnas submetidas ao Teste de Integridade e ao Teste de Autenticidade no 2º turno das Eleições Municipais de 2024. A cerimônia pública ocorreu na manhã deste sábado (26.10), no Plenário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Com isso, foram definidas 6 seções para o Teste de Integridade e 3 seções para o Teste de Autenticidade, procedimentos que ocorrerão neste domingo (27.10).

Durante a abertura, a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ressaltou, a importância do procedimento, que visa reforçar a segurança e integridade da urna eletrônica. “Assim como ocorreu no 1º turno, quando atestamos que a urna é totalmente segura e inviolável, estamos fazendo no 2º turno. Dessa forma, garantimos a transparência do processo eleitoral e a confiança do eleitorado. Levamos todas as etapas muito a sério e contamos com a participação das entidades de fiscalização e de toda a sociedade para que o voto de cada cidadão e cidadã seja assegurado”.

O coordenador da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), juiz Alexandre Elias Filho, destacou que o número de seções escolhidas foi reduzido de 20 para 6, no caso do Teste de Integridade, em função de a realização do 2º turno abranger apenas o município de Cuiabá. “Nós tivemos, no primeiro turno, seções escolhidas e sorteadas considerando todo o estado de Mato Grosso, e agora temos o pleito apenas nas quatro Zonas Eleitorais da capital. Portanto, o número de seções que terão urnas submetidas ao Teste de Integridade é proporcional ao total da eleição. Tivemos a participação das entidades fiscalizadoras, a abertura para toda a sociedade e transmissão ao vivo também, garantindo a lisura do procedimento. O Teste de Integridade consiste na votação que ocorre em cédula de papel, ao mesmo tempo que a votação eletrônica, sendo que ao final, os votos registrados na urna e nas cédulas de papel são conferidos, a fim de atestar a credibilidade do processo eletrônico de votação”, explicou.

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Enquanto a escolha/sorteio das urnas ocorria, eleitores e eleitoras convocadas pela Justiça Eleitoral preencheram 1.776 cédulas de votação, que foram conferidas e inseridas em urnas de lona. Estas urnas foram lacradas e só serão abertas no dia da votação, neste domingo (27.10), para a realização do Teste de Integridade.

Ao final da cerimônia de escolha/sorteio das urnas, equipes de auditoria interna e externa se deslocaram para retirar as urnas eletrônicas nas seções eleitorais. Antes, porém, o grupo passou pelos Cartórios Eleitorais para juntar a documentação necessária, conforme detalhou o coordenador de Controle Interno e Auditoria do TRE-MT, Daniel Taurines. “Essa passagem pelo cartório é necessária para pegar as atas e todos os documentos de preparação das urnas que já estavam no local, como carga e lacre, para só então retirarmos as urnas do local de votação. Essas, por sua vez, são substituídas por novas urnas, que passam pelos mesmos procedimentos de preparação para a votação”.

Já atuando como auditor externo, o representante da Maciel Auditores, Hélio Tonda Netto, afirmou que a auditoria externa tem a função de validar o trabalho feito pelos servidores e servidoras da Justiça Eleitoral. “Fazemos todo o trabalho de acompanhamento e conferência das urnas para o Teste de Integridade. Temos uma equipe de seis auditores, que estão divididos nas atividades, participando de todo o processo, com o objetivo de dar segurança aos procedimentos. E, ao final dos trabalhos, elaboramos um relatório de auditoria que é encaminhado ao TRE-MT e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”.

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As seções escolhidas

Para o Teste de Integridade foram escolhidas/sorteadas as seguintes seções com respectivas Zonas Eleitorais: Seções 1153 (com biometria) e 0838 da 1ª Zona Eleitoral; Seção 0702 da 39ª Zona Eleitoral; Seção 0067 da 51ª Zona Eleitoral; e Seções 0126 e 0239 da 55ª Zona Eleitoral. Já para o Teste de Autenticidade foram escolhidas as seguintes seções eleitorais: 0414 e 0060 da 39ª Zona Eleitoral e 0108 da 51ª Zona Eleitoral. Clique aqui para conferir a lista completa com os nomes dos locais de votação.

O Teste de Integridade será realizado no dia da votação (27.10), a partir das 6h, nas salas 5, 6 e 7 do 2º andar do setor leste da Arena Pantanal, situada na Avenida Agrícola Paes de Barros, s/n, bairro Verdão, em Cuiabá.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra uma servidora do TRE-MT, de pé, à esquerda. No centro, aparece um telão com o assunto da cerimônia e informações em destaque e alguns globos de sorteio similares aos de bingo na parte de baixo do Plenário. De frente para o telão, sentados em cadeiras, estão as pessoas que participam da cerimônia.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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