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TRE-MT participa do 56º Colégio de Corregedores Eleitorais do Brasil

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O juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Marcelo Sebastião Prado de Moraes, representou o corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado, no 56º Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (CCORELB). O evento foi realizado em Gravatá (PE), entre os dias 11 e 13 de junho, e contou também com a participação de servidores do TRE-MT. 

 

Foram tratados diversos temas, como as Metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), melhorias no sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe) a título de análise de processos, entre outros. “A utilização de inteligência artificial, essa modernidade trazida para a Justiça Eleitoral, também foi abordada e o encontro foi bem produtivo. Como resultado, temos a Carta de Ggavatá, com uma síntese do que foi discutido e deliberado, e na qual os corregedores e corregedoras fazem uma manifestação endereçada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em relação às melhorias e compromissos do Colégio de Corregedores, porque tudo que envolva sistema e precisa ser alterado, além de outras atuações, depende do TSE. É o Tribunal Superior que autoriza, por meio de resoluções que funcionam como leis para serem aplicadas pelos TREs de todo o Brasil”, destacou o juiz auxiliar da CRE-MT. 

 

Também representaram o TRE-MT no evento o coordenador jurídico-administrativo da Corregedoria, Breno Antonio Sirugi Gasparoto, e o assessor de metas, monitoramento especial e controle de metas, Gustavo Silveira Castor. Segundo Breno Gasparoto, entre os principais resultados, destaca-se a ampla troca de experiências sobre modernização, automação e governança judicial, bem como a aprovação da Carta de Gravatá. “Os pontos principais da Carta incluem a adoção de Inteligência Artificial em atividades eleitorais, o fortalecimento da parceria com os cartórios de registro civil (ARPEN) para ampliar o alcance da democracia, a melhoria da segurança dos sistemas de cadastro eleitoral (ELO e Título-Net), a coordenação de uso de dados biométricos por órgãos externos (especialmente INSS), a ampliação do atendimento a comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos) e a divulgação de canais de denúncia contra assédio e discriminação”, citou.  

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O 56º CCORELB 

 

Composto por reuniões técnicas, painéis, palestras e apresentações de boas práticas sobre temas de interesse das Corregedorias, o 56º Encontro do CCORELB foi organizado pela Corregedoria Regional Eleitoral de Pernambuco (CRE-PE). De forma criativa e descontraída, o evento teve início com a leitura de uma poesia de boas-vindas em “nordestinês”, escrita e apresentada pelo coordenador da Escola Judiciária Eleitoral de Pernambuco (EJE-PE), Eduardo Japiassú, que também é ator e atuou como mestre de cerimônias. 

  

Na sequência, o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e vice-presidente do Colégio, desembargador Fernando Cerqueira, proferiu as palavras que abriram oficialmente o evento. O magistrado destacou ressaltou a honra de o TRE-PE sediar o encontro. “Pernambuco se sente muito feliz em sediar este evento. Dou as boas-vindas e, em nome do presidente do Colégio de Corregedores Gerais do Brasil, desembargador Luiz Osório Moraes Panza, declaro abertos os trabalhos deste encontro”, concluiu. 

  

O CCORELB, ou Colégio de Corregedores Eleitorais, é uma associação nacional sem fins lucrativos, que foi fundada em 2000 na cidade de São Luís, no Maranhão. Este grupo reúne as corregedoras e os corregedores de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do país, e também conta com a participação do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, que atua como membro honorário e presidente de honra. Entre os principais objetivos do CCORELB estão o aprimoramento do trabalho realizado pela Justiça Eleitoral, a uniformização de regras e diretrizes para que sejam as mesmas em todo o Brasil, e o compartilhamento de boas práticas. 

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A Carta 

 

Os pontos deliberados na Carta de Gravatá foram os seguintes: 
 
1. Fomentar iniciativas de implementação e capacitação sobre a Inteligência Artificial (IA) aplicada às atividades processuais e administrativas inerentes à Justiça Eleitoral; 

  1. Promover a ampliação da parceria entre a Justiça Eleitoral e a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, no intuito de garantir o amplo alcance da cidadania e o pleno exercício da democracia;
  2. Aperfeiçoar os mecanismos de segurança e proteção de dados nos sistemas de alistamento eleitoral – Elo e Título-Net;
  3. Reforçar gestões acerca da utilização dos dados biométricos por órgãos externos, especialmente o INSS;
  4. Reiterar a promoção de esforços para garantir o atendimento das comunidades tradicionais do país, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos;
  5. Estimular a divulgação dos canais disponíveis para recebimento de denúncias contra a discriminação, o assédio moral e sexual a magistradas e magistrados, servidores e colaboradores, promovendo um ambiente mais seguro e acolhedor nas unidades da Justiça Eleitoral.

 

  

Encerrado o encontro, foi definida a realização das próximas edições em Roraima (outubro de 2025) e Paraíba (início de 2026). 

 

Jornalista: Nara Assis  

(Com informações da Assessoria de Comunicação do TRE-PE) 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um grupo de participantes do 56º Encontro do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais, realizado em Gravatá, Pernambuco, de 11 a 14 de junho de 2025. Eles posam para uma foto oficial em frente a um telão com a identidade visual do evento. Os integrantes, homens e mulheres vestidos formalmente, estão organizados em duas fileiras e usam crachás de identificação, evidenciando o caráter institucional e solene do encontro. No corpo do texto, tem duas fotos dos participantes do TRE-MT no evento.  

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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