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TRE-MT adere ao Juizado Especial Itinerante e próximos atendimentos são em Castanheira

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Com foco na ampliação do cadastramento biométrico do eleitorado, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso aderiu à iniciativa do Juizado Especial Itinerante (JEI), realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Entre os dias 11 e 15 de agosto, a ação estará no município de Castanheira, que fica a mais de 700 km de Cuiabá. Lá, os atendimentos eleitorais serão coordenados pela 35ª Zona Eleitoral, com sede em Juína. 

 

Os serviços serão oferecidos em frente ao Centro de Referência em Atendimento Social (CRAS), das 8h às 11h e das 14h às 17h. O foco da Justiça Eleitoral é o cadastramento biométrico de eleitores e eleitoras, já que em Castanheira, o índice está em 50,38%. Do total de 5.788 pessoas aptas ao voto, somente 2.916 já fizeram a biometria, enquanto 2.872 ainda precisam cadastrar a digital.  

 

Segundo o juiz da 35ª Zona Eleitoral, Patrick Coelho Campos Gappo, a participação no JEI visa otimizar a logística dos atendimentos, “aproveitando a expressiva concentração populacional da área central do município, que concentra aproximadamente 80% dos eleitores ainda não biometrizados”. O magistrado também destacou que está em curso uma ampla campanha de mobilização e sensibilização do eleitorado. “Contamos com o apoio de rádios locais, faixas informativas em vias públicas, realização de mutirões sucessivos e celebração de Acordos de Cooperação Técnica com às Prefeituras, a fim de fomentar a atuação conjunta e coordenada na elevação dos índices de biometria na região”. 

 

Além da coleta biométrica, diversos outros serviços do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) estarão disponíveis, como alistamento (confecção do 1º título), revisão, transferência de domicílio eleitoral, emissão de guias para pagamento de multas eleitorais, entre outros. O Juizado Especial Itinerante também disponibiliza atendimentos jurídicos gratuitos para auxiliar a população em diversas questões, como: cobranças indevidas (telefone, água, luz, etc.), restrições indevidas (SPC/SERASA), cobranças bancárias, cheques sem fundo, notas promissórias e outros títulos de crédito, entre outros. 

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Atendimentos iniciaram em Juruena 

  

O primeiro município a integrar a ação foi Juruena, pertencente à 48ª Zona Eleitoral, onde o JEI começou os atendimentos no último da 04 de agosto e termina nesta sexta-feira (08.08). Ao longo destes três dias, até o momento, foram realizados 26 atendimentos. Os serviços continuam sendo oferecidos até as 17h desta-seta-feira (08.08). 

 

“O Juizado Especial, como ferramenta da Justiça para ofertar resoluções de conflitos de forma rápida, simples e econômica, é fundamental para a população que necessita de agilidade e eficiência em suas demandas, em especial nos casos menos complexos. Ao mesmo tempo em que beneficia a população interessada, agiliza e torna menos onerosas para o poder público essas demandas. A parceria com outros serviços, como o Eleitoral, gera benefícios para a população, que, em um único dia, vê a possibilidade de resolver suas demandas, sejam documentais ou processuais. Atualmente, a 48ª ZE – Cotriguaçu busca contemplar 100% do eleitorado com a coleta biométrica no cadastro eleitoral, e essa parceria é fundamental para nos ajudar a alcançar esse objetivo. Quando unidas em várias ações, as instituições públicas conseguem entregar o melhor para a população”, ressaltou o chefe de cartório da 48ª Zona Eleitoral, Ítalo Jose Scolari Cararo. 

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Entre as recomendações aos juízes e juízas eleitorais, para adesão ao JEI, estão: priorizar equipes dos Postos Eleitorais em municípios com postos fixos; optar por locais com maior número de eleitores sem biometria em caso de conflito de agendas; envolver as Secretarias de Educação (estadual e municipal) no chamamento do eleitorado via alunos(as) e gestores(as) escolares; realizar busca ativa por aplicativos de mensagens e agendamentos prévios; e usar estratégias de divulgação como rádio, carro de som, faixas e parceria com associações e órgãos públicos. 

 

Os próximos municípios em que o JEI estará serão:  

 

Setembro/2025  

08 a 12 – Itanhangá   

15 a 19 – Ipiranga do Norte  

  

Outubro/2025  

06 a 10 – Nova Bandeirantes    

13 A 17 – Carlinda   

  

Novembro/2025  

03 a 07- Nova Santa Helena   

10 a 14 – Santa Carmem  

 

Dezembro/2025  

02 a 05 – Nova Marilândia   

08 a 12 – Denise 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um ônibus branco identificado como “Juizado Especial Itinerante”, estacionado em via urbana, com a porta dianteira aberta. Em destaque, sobreposta à foto, está a frase “Juizado Especial Itinerante” em letras brancas grandes, e na parte inferior direita há o texto “Edição Castanheira” em fonte cursiva branca sobre fundo azul. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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