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Sindijufe-MT apresenta demandas de servidores para presidente do TRE-MT

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Representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal em Mato Grosso (Sindijufe-MT) se reuniram com a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, na manhã desta terça-feira (03.06). A entidade apresentou as principais demandas da categoria, com destaque para o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

A reunião foi marcada por um diálogo respeitoso, receptivo e com foco na valorização dos servidores e servidoras da Justiça Eleitoral. A diretora do Sindijufe-MT, Juscileide Rondon, iniciou o encontro parabenizando a presidente pela recente eleição e destacou a representatividade da mulher à frente do Tribunal. “Isso representa muito para nós, mulheres, pois sabemos que nenhuma conquista é fácil, especialmente quando se é mulher”, frisou.

“Além disso, viemos pedir apoio ao nosso PCCS e a outras demandas específicas. Não foi fácil construir esse plano, trabalhamos muito para conquistar melhores salários e o devido reconhecimento na carreira. Ainda não é o plano dos nossos sonhos, mas foi o que conseguimos construir até aqui”, afirmou. Ela também alertou para as perdas salariais acumuladas: “Estamos falando de uma defasagem de cerca de 45%, considerando a ausência de recomposição no período de 2024-2025. E ainda há a questão dos quintos constitucionais”, reforçou a diretora do Sindicato, complementando com o compromisso da entidade em manter uma “relação dialógica e colaborativa”.

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Também representando o Sindijufe-MT, a servidora Julia Vine ressaltou a prioridade do PCCS, mas sinalizou a intenção de discutir outras pautas no futuro, como melhorias no modelo de teletrabalho. “Queremos, posteriormente, trazer algumas ideias relacionadas ao teletrabalho, sempre visando aprimorar esse que ainda é um modelo relativamente novo para todos nós”, disse. Já a servidora Lidia Silvério, que também integra a entidade, destacou a importância da participação ativa no Sindicato e se colocou à disposição para fortalecer a mobilização da categoria. “Comecei a fazer parte diretamente da gestão recentemente, estou me inteirando das questões e quero representar os colegas, além de sensibilizá-los a participarem do Sindicato, que é o nosso principal instrumento de defesa de direitos”.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, agradeceu a visita e as manifestações de apoio. “Agradeço pelas felicitações, é natural que estejamos conscientes da responsabilidade que temos. Enquanto mulher, me sinto fortalecida com o apoio que recebo de outras mulheres, e isso é essencial para que possamos continuar avançando na ocupação dos espaços de poder”, declarou. Ela também destacou o papel legítimo do sindicato: “Vejo com bons olhos a atuação do Sindijufe-MT, que é amparado por lei e tem papel relevante na sociedade. Tenho limites legais a cumprir, mas me comprometo a estudar profundamente todas as questões apresentadas, buscando uma postura lúcida. Quero fazer a diferença na vida das pessoas, e o maior valor que tenho neste Tribunal a zelar são os servidores e servidoras da Justiça Eleitoral”, salientou.

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O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, também participou do encontro e reforçou a postura aberta da atual gestão. “Desde o início, o discurso da desembargadora tem sido de valorizar os servidores e servidoras da Casa, ouvindo sempre. O que pode ser aprimorado será feito, dentro dos limites. Essa gestão está disposta a conciliar, ajudar e manter o diálogo constante. Nos colocamos à disposição”, assegurou.

Também participaram da reunião, secretários e assessores do Tribunal, fortalecendo a relação institucional com o Sindicato, por meio do compromisso mútuo com a valorização dos servidores e servidoras, e a busca por melhorias estruturais e salariais para a categoria.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma reunião formal realizada em uma sala administrativa, com várias pessoas sentadas ao redor de uma mesa retangular. Em destaque, a desembargadora Serly Marcondes Alves, presidente do TRE-MT, fala enquanto os demais participantes escutam atentamente e tomam notas. A mesa possui materiais de apoio como cadernos, celulares e um livro com a capa destacada. O clima é de atenção e diálogo, demonstrando um momento de escuta e troca de ideias entre representantes do TRE-MT e do sindicato.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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