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Sangradouro, em General Carneiro, será atendida em mutirão indígena nesta quinta (9) e sexta-feira (10)

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A Terra Indígena Sangradouro, localizada em General Carneiro (a 442 km da Capital), será atendida nesta quinta (9) e sexta-feira (10) por um mutirão eleitoral. O atendimento será realizado na Escola Estadual Indígena de 1º e 2º Graus “São José Sangradouro”, das 9h às 16h (horário de Brasília). A unidade escolar está localizada no Km 225 da BR-070. O foco do mutirão indígena é o cadastramento biométrico, mas também serão oferecidos serviços como alistamento (primeiro título), revisão, transferência, mudança de domicílio, emissão da segunda via do título de eleitor e guia de recolhimento para pagamento de multas.

O juiz eleitoral da 9ª Zona, Michell Lotfi Rocha da Silva, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com o acesso democrático e igualitário aos serviços eleitorais. “Levar atendimento às aldeias é garantir que todos os cidadãos, independentemente da localização, tenham seus direitos políticos reconhecidos e assegurados”, afirmou.

De acordo com o chefe do cartório da 9ª ZE, Wilian Bezerra Andrade, a realização do mutirão é fundamental diante do alto número de eleitores indígenas da nação Xavante ainda não biometrizados — cerca de 240 pessoas apenas na comunidade de Sangradouro. A medida visa assegurar a plena inclusão eleitoral e o exercício da cidadania dessa população. “As informações coletadas alimentarão a base de dados da Justiça Eleitoral, assegurando que os eleitores indígenas estejam plenamente habilitados para participar das próximas eleições”, destacou.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) levará a cada local toda a estrutura necessária para o atendimento dos eleitores. Serão três servidores da Justiça Eleitoral e dois kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta digital, câmera, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos, padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sede do cartório fica em Vila Rica, enquanto Santa Terezinha é atendida por um posto eleitoral.

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A Justiça Eleitoral conta com o apoio da Prefeitura de General Carneiro para a logística dos trabalhos, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para a mobilização da comunidade e da Polícia Federal para o acompanhamento da ação.

Para receber atendimento, basta levar documento oficial com foto, que pode ser apresentado na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título.
Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada.

Em General Carneiro, segundo dados do TRE-MT, a cobertura biométrica alcançou a marca de 76,52%, o equivalente a 3.623 eleitores, dentro de um universo de 4.735 pessoas aptas a votar. Um total de 1.112 eleitores ainda não possui cadastramento biométrico — cerca de 23,48%.

A ação integra a campanha “Biometria 100%”, promovida pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), que tem como meta ampliar o cadastramento biométrico para, no mínimo, 98% em 2025, garantindo a inclusão de todos os eleitores do Estado.

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Biometria

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e impedindo que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação.

No dia da eleição, o eleitor posiciona o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. Além das digitais, o cadastro biométrico atualiza outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista: Anderson Pinho

Crédito da imagem: Missão Salesiana

#PraTodosVerem – Na imagem, um grupo de pessoas, muitas vestindo camisetas azuis, está reunido em uma área coberta com colunas azuis e paredes brancas. Elas estão sentadas em bancos ao longo da parede, enquanto um homem em pé, de camiseta branca e bermuda jeans, fala diante de uma mesa retangular de concreto. O ambiente sugere uma reunião comunitária ou escolar em um espaço amplo e arejado.

Fonte: TRE – MT

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Estudantes de Engenharia da Computação conhecem bastidores tecnológicos da Justiça Eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso abriu as portas nesta quarta-feira, 22 de abril, para um grupo de 34 alunos do curso de Engenharia da Computação da UFMT, campus de Várzea Grande. A iniciativa integra o Programa Voto Consciente, desenvolvido pela Escola Judiciária Eleitoral, e busca aproximar o universo acadêmico da realidade prática da democracia digital brasileira. Durante a manhã, os acadêmicos percorreram setores estratégicos da instituição para compreender o fluxo de dados e a solidez dos sistemas utilizados no processo de votação.   

A servidora da Escola Judiciária Eleitoral, Flávia Augusta Rodrigues, destaca que o projeto fortalece o vínculo entre a Justiça Eleitoral e a sociedade ao permitir que os estudantes visualizem a complexidade técnica do sistema. Segundo a organização, o contato direto com a tecnologia das urnas transforma a percepção dos jovens sobre a transparência do processo eletrônico de votação. Essa troca de informações técnica reforça a segurança institucional e promove o exercício da cidadania dentro do ambiente universitário.  

Estudantes de Engenharia da Computação

A programação detalhou o ciclo de vida da urna eletrônica, desde o armazenamento até a preparação para o dia do pleito. Os visitantes acompanharam explicações sobre as camadas de segurança do software e a resistência física do hardware, pontos de interesse direto para a formação profissional da turma de engenharia. O encontro permitiu que dúvidas específicas sobre criptografia e integridade de sistemas fossem sanadas pelos especialistas do tribunal.   

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Este evento marca o início de uma série de visitas agendadas para os próximos meses, envolvendo diferentes instituições de ensino superior. O cronograma da Escola Judiciária Eleitoral prevê novas imersões com alunos de Direito da UNIC nos dias 30 de abril e 7 de maio. No final do mês de maio, será a vez dos acadêmicos da UNEMAT, vindos de Barra do Bugres, conhecerem a estrutura do tribunal.  

  

Daniel Dino  

Assessoria TRE-MT 

Fonte: TRE – MT

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