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Qualidade: TRE-MT recebe selo Ouro do CNJ

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A cerimônia foi realizada nesta terça-feira (05.12) durante o 17º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em Salvador (BA). A premiação fortalece a posição do Tribunal como uma instituição comprometida com a qualidade e a eficiência na prestação de serviços à sociedade mato-grossense.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, declarou estar feliz com o reconhecimento do CNJ. “É um selo fruto do trabalho realizado pelo Tribunal Eleitoral, pelo dinamismo e competência de seus membros. Quero imensamente agradecer a todos os servidores desta casa, porque nós sabemos da dedicação, do esforço e do trabalho de cada um. Este selo ouro é uma motivação para seguirmos nos dedicando e avançar para o selo diamante”.

Mato Grosso conquistou 92,9% de cumprimento das metas estabelecidas para o ano de 2023 no âmbito da Justiça Eleitoral.

O juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Aristeu Dias Vilella, recebeu a premiação durante a cerimônia em Salvador. “O Encontro Nacional do Poder Judiciário é uma oportunidade de evolução de toda a magistratura, de todo o serviço ofertado a população. Aqui identificamos os principais gargalos em cada tribunal e as soluções que estão sendo adotadas. O prêmio entregue hoje é uma forma de cada tribunal acompanhar sua evolução, monitorar os pontos que precisam ser aprimorados e valorizar quem está obtendo bons resultados”.

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A entrega dos certificados e troféus contou a presença do ministro Luís Roberto Barroso. “Eu tenho muito orgulho de ser, por esse biênio, o presidente do Poder Judiciário e poder coordenar, por assim dizer, os 18.000 juízes brasileiros que, na sua grande maioria, cumprem com grande empenho, com grande abnegação, esse trabalho árduo que é ser juiz em um país como o Brasil”, disse.

Ele apresentou iniciativas em estudo no CNJ para aperfeiçoar o acesso à magistratura, inclusive por mulheres e pessoas negras. Uma delas é a implementação do exame nacional da magistratura. “Nós faremos um provão nacional que funcionará como um requisito de habilitação para participar dos concursos. Cada tribunal continuará com toda sua autonomia para realizar o seu concurso, constituir as suas bancas, seguir as próprias regras”, explicou.

O ministro reforçou que o CNJ continuará atuando para garantir a eficácia da resolução aprovada neste ano para o alcance da paridade de gênero para cargos no segundo grau de jurisdição. “Nós estamos convocando todos os tribunais a se empenharem em dar cumprimento à resolução do Conselho Nacional de Justiça”, afirmou, citando ainda a aprovação da norma que prevê a equiparação constitucional entre magistratura e Ministério Público.

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Além do Juiz Auxiliar da Presidência do TRE-MT, participaram do Encontro Nacional do Poder Judiciário o diretor geral do TRE, Mauro Diogo, o assessor da Presidência, Hernandésio Lima, o assessor de Planejamento, André Emídio, e o assessor de Comunicação, Daniel Dino. Eles participaram de reuniões setoriais específicas para definição de metas para o ano de 2024.

#DescriçãodaImagem: Arte com fundo preto contendo a logo do prêmio CNJ de qualidade 2023, categoria ouro. Ao lado, consta a foto pausada dos cinco representantes do TRE-MT. Na parte superior uma faixa cinza com o dizer SOMOS OURO!. Na parte final da imagem do lado esquerdo consta a logo do TRE-MT.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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