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O Controle Judicial da Desinformação é tema de curso promovido pelo TRE-MT

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por meio da Escola Judiciária Eleitoral, iniciou, nesta quarta-feira (17 de maio), o curso “Controle Judicial da Desinformação” direcionado a magistrados, promotores e servidores da Instituição e advogados que atuam na área eleitoral. A capacitação na modalidade telepresencial ocorrerá em três dias, 17, 19 e 22 de maio.

Todo o conteúdo do curso será ministrado pelo assessor do Tribunal Superior Eleitoral, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais e autor de diversas obras eleitorais, Frederico Franco Alvim, que, antes de iniciar a exposição, contextualizou o conteúdo que será abordado em nove horas de curso. “Neste curso vamos discutir como é que se enfrenta a desinformação dentro dos processos, ou seja, na atividade jurisdicional, mas para isso, precisamos compreender o fenômeno em todas as suas implicações e outras questões que são correlatadas à desinformação e que também a afetam. Então, nesse primeiro dia será uma aula de contextualização, de compreender melhor a comunicação tecnológica e como é que a propaganda computacional transforma as campanhas eleitorais no contexto de guerra cognitiva e desordem informacional. Na segunda aula, vamos mergulhar na anatomia da desinformação, não só do ponto de vista histórico e conceitual e seus efeitos sócio-político, mas também, a hermenêutica jurídica. Vamos adentrar no estudo da engenharia desinformativa, como ela é construída, espalhada, trabalhada para convencer, táticas usadas para brindar o desinformador e como as narrativas são construídas e articuladas. Já na última aula vamos mergulhar no direito, quais são os bens jurídicos tutelados, representações eleitorais, os casos de direito de respostas e a possibilidade de cassação de mandatos e os crimes praticados, tudo relacionado a desinformação”.

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O vice-diretor da EJE-MT e juiz membro do TRE-MT, Eustáquio Inácio de Noronha Neto, fez a abertura do evento e ressaltou a importância do tema abordado na capacitação. “A desinformação é um assunto muito caro à Justiça Eleitoral e nos últimos anos tem sido um tomento ao meio jurídico, ao eleitor, a todo cidadão de bem. Daí a importância de estudá-lo, principalmente, aqueles que lidam diretamente com sua aplicabilidade jurídica e a Escola Judiciária Eleitoral ciente da relevância dessa temática, idealizou essa capacitação. Que todos os inscritos possam extrair o máximo de informações e conhecimentos técnicos”.

Veja o conteúdo programático:

Comunicação tecnológica, guerras cognitivas, desordem informacional; Mentiras, verdades e o que há no meio; Pós-verdade, fake news e desinformação: conceitos, distinções, tipologia e efeitos sociopolíticos; Restrições à liberdade de expressão no campo do enfrentamento à desinformação; Dentro da mata escura: clareiras, áreas cinzentas e zonas de interseção; A engenharia desinformativa: estratégias discursivas, recursos humanos e tecnológicos, táticas de distribuição, táticas de contágio, táticas de blindagem; Princípios orientadores da propaganda eleitoral; Representações eleitorais pela prática de desinformação; Direito de resposta em face de desinformação; Cassação de mandato em decorrência de desinformação; e Da produção de provas da existência de desinformação.

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Jornalista: Andréa Martins Oliveira

 #PraTodosVerem: Imagem do curso na modalidade telepresencial. Consta o powerpoint dominando toda a tela, contendo o primeiro slide com as informações: Controle Judicial da Desinformação, contendo alguns tópicos que serão abordados nas aulas 1, 2 e 3. Na parte de cima está a imagem do expositor do curso, o assessor do TSE, Frederico Alvim.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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