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Mutirões do TRE-MT atenderão quatro municípios da região Oeste do estado

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A 18ª Zona Eleitoral de Mato Grosso inicia, no próximo dia 06 de agosto, uma rodada de mutirões na região Oeste do estado, com o objetivo de intensificar a coleta biométrica do eleitorado. Os atendimentos ocorrerão nos quatro municípios que compõem a ZE: Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Curvelândia e Glória D’Oeste, com previsão de encerramento em 03 de outubro deste ano. 

 

Os serviços ocorrerão sempre das 8h às 11h30 e das 12h30 às 16h30. O início será em Mirassol D’Oeste, na Escola Padre Anchieta, que fica na Rua XV de Novembro, 1.151, Bairro Jardim São Paulo. Neste local, o mutirão será realizado nos dias 06 e 07 de agosto. Já no dia 14 de agosto, ainda em Mirassol D’Oeste, os atendimentos ocorrerão na Escola João Campos Widal, localizada na Rua Cuiabá, s/n, no distrito de Sonho Azul. 

 

Depois, o mutirão seguirá para Porto Esperidião, nos dias 29 e 30 de agosto, onde os serviços serão realizados na Escola Theodoro José Duarte, que fica na Rua Geraldo Advíncula da Silva, s/n, no distrito de Vila Cardoso. 

 

Em Curvelândia, os atendimentos ocorrerão na sede da Câmara Municipal, na Rua São Paulo, nº 2.870, no dia 03 de setembro, assim como no caso de Glória D’Oeste. Lá, o endereço da Câmara fica na Rua Eloy Custódio da Silva, s/n, Centro, e os serviços serão oferecidos no dia 10 de setembro. 

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No dia 19 de setembro, o mutirão retorna para Porto Esperidião, desta vez, na Escola São Geraldo, localizada, na Rua Padre Nazareno, s/n, distrito de Bocaiuval. A série de atendimentos será encerrada no dia 03 de outubro, em Curvelândia, na Escola Boa Esperança, que fica na Av. Mariana, n° 3188, Centro. 

 

Cobertura biométrica 

 

A 18ª Zona Eleitoral possui 90% do eleitorado com biometria cadastrada. Ou seja, das 33.931 pessoas aptas ao voto na região abrangida pela ZE, 30.534 já cadastraram a digital na Justiça Eleitoral. Entre os quatro municípios, Porto Esperidião é o que tem a menor taxa de coleta biométrica, com 83,12%, o que representa 6.747 pessoas aptas ao voto, contra 1.370 que ainda não fizeram o cadastro. O município de Curvelândia está com 94,76% (4.084) do cadastro biométrico feito, faltando apenas 226 pessoas para fazerem a coleta. Em Glória D’Oeste, a cobertura está em 94,08% (2.477), restando apenas 156 eleitores e eleitoras para cadastrarem a biometria. No município de Mirassol D’Oeste, 92,20% (17.400) do total já fizeram o cadastro biométrico, contra 7,8% (1.471) que ainda precisam fazer. 

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O mutirão é uma oportunidade para a população efetivar o cadastro biométrico, além de poder ter acesso a outros serviços da Justiça Eleitoral, como alistamento (confecção do 1º título), transferência de domicílio eleitoral, emissão de guias para pagamento de multas, entre outros. A biometria é um recurso que oferece mais segurança na hora do voto, pois evita que uma pessoa vote no lugar da outra, além de conferir mais agilidade na identificação do eleitorado, evitando filas. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra o processo de coleta de dados biométricos em um atendimento da Justiça Eleitoral. Uma pessoa está tendo sua digital registrada por um coletor biométrico, enquanto outra, uma atendente, auxilia no posicionamento dos dedos. Sobre a mesa, estão visíveis um notebook, um documento de identificação e equipamentos utilizados no procedimento, como um leitor de digitais e um módulo de assinatura.  

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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