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Mutirão Eleitoral desembarca na zona rural de Nova Canaã do Norte

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A população da zona rural de Nova Canaã do Norte (distante 680 km ao norte de Cuiabá) terá, entre os dias 6 e 8 de agosto, a oportunidade de contar com os serviços da Justiça Eleitoral, que serão levados ao município em regime de mutirão. Nele, será possível consulta da situação eleitoral, alistamento (confecção do 1º título), regularização do título, 2ª via do documento, transferência de domicílio, atualização cadastral, quitação de multas e o cadastro biométrico.

O Mutirão Eleitoral ocorrerá sempre no horário das 9h às 16h em três dias e locais diferentes da zona rural de Nova Canaã do Norte. No dia 6 de agosto (quarta-feira), ele ocorrerá na Escola Municipal “Ouro Branco”, no Distrito de Ouro Branco. No dia 7 de agosto (quinta), as atividades serão realizadas na Escola Municipal “São Manuel”, no Distrito de Colorado do Norte. Já no dia 8 de agosto (sexta), o mutirão eleitoral será promovido nas dependências da Escola Municipal “Novo Paraíso”, no Projeto de Assentamento (PA) Veraneio.

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O trabalho é coordenado pelo Cartório da 23ª Zona Eleitoral de Colíder, da qual Nova Canaã do Norte faz parte, ao lado dos municípios de Itaúba e Nova Santa Helena. Atualmente, Nova Canaã do Norte possui um eleitorado de 10.445 pessoas aptas a votar. Desse total, 543 não fizeram o cadastro biométrico, o corresponde a 13,82% de eleitores e eleitoras.

Para esclarecer dúvidas e outras informações sobre o Mutirão Eleitoral em Nova Canaã do Norte, os telefones de contato para ligação ou envio de mensagens são (66) 3541-1344 ou (66) 99201-3790.

O TRE-MT reforça ao eleitorado do município a importância de cadastrar a biometria. Essa é uma tecnologia que garante que cada pessoa seja única no Cadastro Eleitoral, afastando a possibilidade de um eleitor tentar se passar por outro na hora de votar, o que reforça a segurança do processo eleitoral.

Para fazer a revisão biométrica é necessário levar um documento pessoal, já para transferência ou alistamento são necessários o documento pessoal e o comprovante de endereço. Eleitores do sexo masculino que completam 19 anos em 2025 precisam apresentar o certificado de reservista.

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Para saber se tem ou não a biometria coletada pela Justiça Eleitoral, o eleitor ou a eleitora pode fazer a consulta pelo e-Título, app disponível nos sistemas operacionais iOS e Android, ou no site. Também é possível tirar dúvidas por meio da Ouvidoria Eleitoral, pelo telefone 0800 647 8191, de segunda a sexta-feira, no horário das 7h30 às 13h30.

Jornalista: Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra o processo de coleta de biometria de um eleitor, durante atendimento da Justiça Eleitoral. Uma pessoa está posicionando o dedo de um homem sobre um leitor biométrico, que está conectado a um notebook. Ao fundo, há equipamentos como computador, webcam e frascos de álcool, reforçando o ambiente de atendimento ao público.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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