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Justiça Eleitoral realiza mutirão em zona rural de Feliz Natal

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Por meio da 36ª Zona Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) promoverá um mutirão de atendimento na zona rural do município de Feliz Natal, nos dias 25 e 26 de setembro, das 8h às 11h e das 13h às 17h. A ação será realizada na Escola Municipal Rural “Malvina Evaristo Pescinelli”, localizada na Rua Projeto Assentamento ENA, s/nº, Setor Rural. 

 

Os serviços oferecidos são: alistamento eleitoral (confecção do 1º título), transferência, revisão, segunda via, consulta de situação eleitoral, emissão de certidões, emissão de guias para pagamento de multas eleitorais e, principalmente, a coleta biométrica. 

 

“Seremos dois servidores para realizar os atendimentos. Seguimos o plano de ação da Corregedoria Regional Eleitoral, que procura atingir a meta de 98% da cobertura biométrica”, declarou o chefe de Cartório da 36ª Zona Eleitoral, Luiz Antonio Rodrigues da Silva Junior. Ele explicou que a maior parcela do eleitorado está concentrada em zona urbana, mas que a Justiça Eleitoral também busca alcançar a população da zona rural. “É um local de difícil acesso, com estrada de chão e em condições precárias. A Prefeitura Municipal de Feliz Natal tem facilitado esse alcance, disponibilizando ônibus e anunciando nas rádios e com carros de som. Essa é mais uma ação para facilitar a regularização biométrica dessas pessoas”. 

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É necessário apresentar documento oficial com foto para realizar a maioria dos serviços. Para transferência e alistamento, além do documento com foto, é preciso um comprovante de domicílio atualizado. Além disso, é necessário o comprovante de quitação militar para homens maiores de 18 anos. 

 

Cadastramento biométrico 

 

A campanha Biometria 100%, promovida pela Justiça Eleitoral, busca ampliar a coleta de biometria para, pelo menos, 98% da população de Mato Grosso. 

 

Feliz Natal ocupa o 112º lugar no ranking do eleitorado com biometria no estado. Com um total de 6.916 pessoas aptas a votar, 5.433 (78,56%) já possuem o cadastro biométrico. Enquanto isso, 1.483 (21,44%) não realizaram o serviço. 

 

Conforme a campanha, o TRE-MT busca, principalmente, alcançar e orientar as pessoas sem biometria da região para realizar o cadastro. Eleitores e eleitoras de qualquer Zona Eleitoral do estado também podem usufruir do atendimento, por meio do projeto Zonas sem Fronteiras. 

 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão de Nara Assis) 

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#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada do Cartório da 36ª Zona Eleitoral. A porta e as janelas são de vidro, com portão e grades pretas na frente. No letreiro, está escrito em cor preta “CARTÓRIO ELEITORAL 36ª ZE”, ao lado do símbolo da Justiça Eleitoral. Em frente ao prédio, há um carro vermelho estacionado. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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