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Justiça Eleitoral inicia atendimentos à população do bairro Pedra 90, em Cuiabá

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Com foco no cadastramento biométrico, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso deu início a um mutirão, nesta quarta-feira (13.08), no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Os atendimentos são realizados na Escola Estadual Integral Professor Rafael Rueda, localizada na Avenida Integração, nº 801, das 8h às 13h. Somente nas primeiras horas de mutirão, mais de 40 pessoas já haviam sido atendidas no local. 

 

Uma delas foi a dona Luzimaria de Carvalho Nanizaya, moradora do bairro, que aproveitou a presença da Justiça Eleitoral para cadastrar a biometria. “Há muito tempo eu precisava regularizar isso, mas teria que me deslocar a um Ganha Tempo ou até a Casa da Democracia, e com muitos afazeres em casa, fica difícil. Essa oportunidade foi ótima, cheguei, não tinha fila, fui muito bem atendida, não tive problema no atendimento e agora vou pegar meu título já impresso”, avaliou a eleitora atendida.

 

 

Trabalhando em um local próximo à escola, a eleitora Gisele Bonfim da Silva também procurou o atendimento para cadastrar a biometria. “Eu vim regularizar meu título, estava pendente de regularizar a biometria mesmo, e eu fiquei sabendo pela mídia, pela comunicação, que a Justiça Eleitoral estaria fazendo essa ação no bairro Pedra 90, então, já aproveitei a oportunidade. Foi rápido, foi prático e facilitou muito a minha vida. Tudo certo, já posso participar das votações”, afirmou, empolgada. 

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A presença da Justiça Eleitoral na escola faz parte da campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), com o intuito de reforçar ações em prol da biometria na Capital e interior. Segundo o assessor da Corregedoria, Kelsen de França Magalhães, o principal objetivo é regularizar a situação do eleitorado. “Nossa preocupação é que aquelas pessoas que estejam com o cadastro biométrico pendente regularizem, para que participem da eleição de forma segura e que o processo de votação seja mais ágil. Outros serviços também estão disponíveis e é importante destacar que o eleitor de qualquer localidade de Mato Grosso consegue ser atendido nos mutirões, sem precisar transferir seu título, em função do projeto Zona sem Fronteiras”.  

 

Para o Pedra 90, a 55ª Zona Eleitoral levou toda a estrutura necessária para o cadastramento biométrico. São seis servidores(as) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e seis kits biométricos. Cada kit eleitoral é formado por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para cenário e para o transporte de equipamentos. Os kits são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).    

 

Dados da Justiça Eleitoral indicam que o eleitorado do Pedra 90 é formado por 15.788 eleitores, dos quais 13.199 pessoas (87%) com biometria e 1.979 (13%) ainda não fizeram a biometria. A biometria é pessoal e intransferível, pois utiliza características únicas, como impressões digitais, que são praticamente impossíveis de serem falsificadas, pois evita fraudes eleitorais, como o voto múltiplo e garante que apenas o eleitor legítimo possa votar. Desta forma, a identificação biométrica confere segurança e confiabilidade ao processo eleitoral.   

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Para fazer a biometria, basta apresentar um documento oficial com foto. Já para transferir domicílio eleitoral, é preciso, além do documento pessoal, apresentar comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos que forem tirar o primeiro título também devem levar o comprovante de quitação militar.     

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um ambiente de atendimento eleitoral, onde servidores utilizam computadores e equipamentos fotográficos para cadastrar eleitores. Pessoas estão sentadas de frente para os atendentes, enquanto ao fundo há outros postos equipados com iluminação de estúdio e câmeras, em um espaço amplo e iluminado com cadeiras azuis. No corpo da matéria, tem duas fotos com destaque para as duas eleitoras entrevistadas, uma com o título nas mãos e outra tendo a biometria coletada. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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