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Fake news eleitoral em litígio é tema de minicurso

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Dentro da programação do I Encontro Mato-grossense de Direito Eleitoral, foi realizado, na noite desta segunda-feira (26.06), o minicurso “Fake news eleitoral em litígio: técnicas e procedimentos”. A atividade ocorreu no auditório da Casa da Democracia, em Cuiabá, assim como o evento principal.

O assunto foi abordado pelo advogado e professor de Direito Eleitoral e Direito Digital da graduação, Diogo Rais, que também possui mestrado e doutorado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pelo advogado e doutorando pela Universidade de Brasília (UnB), Ademar Costa Filho, e pelos juízes-membros do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) na categoria jurista, Jackson Francisco Coleta Coutinho e Eustáquio Inácio Noronha Neto, que também é vice-diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT).

A produção da prova digital foi um dos assuntos pontuados pelo juiz-membro. “Fiz questão, enquanto debatedor, de abordar este assunto, porque entendo que as penalidades com relação às fake news estão saindo dos meros direitos de respostas e aplicações de multas, para aplicação de pena mais severa, ou seja, a de cassação de mandatos. Em razão disso, para que possamos, na qualidade de juiz, aplicar esta pena mais severa, é necessário que as provas sejam muito robustas”, explicou Jackson Coutinho.

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O professor Diogo Rais explicou que fake news não são notícias falsas, e sim notícias fraudulentas, sabidamente mentirosas, mas produzidas com a intenção de provocar algum dano. Segundo ele, há um grande espaço interpretativo diante de questões como a da desinformação. “Por isso, não é possível fazer uma lei que seja eficiente e, ao mesmo tempo, protetora da liberdade de expressão. De algum modo, toda essa gama interpretativa é destinada à autoridade judicial, que, diante do caso concreto, considerando suas provas, deve decidir”.

O minicurso abordou também a influência das visualizações e do engajamento das redes sociais na gradação de provas, entre outros assuntos.

O I Encontro Mato-grossense de Direito Eleitoral, que termina nesta terça-feira (27.06), é fruto de uma parceria entre a Escola Superior da Advocacia de Mato Grosso (ESA-MT), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (ESMAGIS-MT) e a Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT).

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto em que aparecem os palestrantes e debatedores do minicurso, sentados. Eles vestem ternos e atrás deles, tem um grande painel com a marca do evento. Um pouco à frente, na parte de baixo, aparece parte de um arranjo de flores.

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Fonte: TRE – MT

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Estudantes de Engenharia da Computação conhecem bastidores tecnológicos da Justiça Eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso abriu as portas nesta quarta-feira, 22 de abril, para um grupo de 34 alunos do curso de Engenharia da Computação da UFMT, campus de Várzea Grande. A iniciativa integra o Programa Voto Consciente, desenvolvido pela Escola Judiciária Eleitoral, e busca aproximar o universo acadêmico da realidade prática da democracia digital brasileira. Durante a manhã, os acadêmicos percorreram setores estratégicos da instituição para compreender o fluxo de dados e a solidez dos sistemas utilizados no processo de votação.   

A servidora da Escola Judiciária Eleitoral, Flávia Augusta Rodrigues, destaca que o projeto fortalece o vínculo entre a Justiça Eleitoral e a sociedade ao permitir que os estudantes visualizem a complexidade técnica do sistema. Segundo a organização, o contato direto com a tecnologia das urnas transforma a percepção dos jovens sobre a transparência do processo eletrônico de votação. Essa troca de informações técnica reforça a segurança institucional e promove o exercício da cidadania dentro do ambiente universitário.  

Estudantes de Engenharia da Computação

A programação detalhou o ciclo de vida da urna eletrônica, desde o armazenamento até a preparação para o dia do pleito. Os visitantes acompanharam explicações sobre as camadas de segurança do software e a resistência física do hardware, pontos de interesse direto para a formação profissional da turma de engenharia. O encontro permitiu que dúvidas específicas sobre criptografia e integridade de sistemas fossem sanadas pelos especialistas do tribunal.   

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Este evento marca o início de uma série de visitas agendadas para os próximos meses, envolvendo diferentes instituições de ensino superior. O cronograma da Escola Judiciária Eleitoral prevê novas imersões com alunos de Direito da UNIC nos dias 30 de abril e 7 de maio. No final do mês de maio, será a vez dos acadêmicos da UNEMAT, vindos de Barra do Bugres, conhecerem a estrutura do tribunal.  

  

Daniel Dino  

Assessoria TRE-MT 

Fonte: TRE – MT

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