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“Eu assinava meu nome, mas eu não sabia ler nada” diz formanda do projeto de alfabetização SoleTRE

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Na manhã desta terça-feira (29.10), 16 estudantes concluíram o curso de alfabetização promovido pelo projeto Soletre. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) preparou uma cerimônia, em que aconteceu a diplomação dos formandos. Na solenidade, a desembargadora Serly Marcondes Alves, e o ex-vice-diretor da Escola Judiciária Eleitoral, Eustáquio Noronha Neto, entregaram o certificado de conclusão. 

Criado em 2019 por iniciativa da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), com o objetivo de alfabetizar jovens, adultos e idosos, o Soletre encerra a sua 6º edição. Desde as primeiras turmas, o projeto foi responsável pela alfabetização de 169 pessoas. Foi pensando em promover a inclusão social e levar mais cidadania para aqueles que não tiveram a oportunidade de estudar, que o Soletre nasceu. 

Natalina Nazaré de Santos, de 62 anos, uma das formandas que leu um poema na cerimônia, deu o seu depoimento. Para ela, “foi muito bom estar aqui (TRE-MT), os professores me ensinando, me incentivando. Foi muito bom pra mim. Eu quero aprender mais e mais. Quero ir além do que já sei. Cheguei aqui sem saber ler, mal conseguia fazer meu nome direito, né? Agora já sei escrever, já sei ler”, explicou. 

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Não saber ler atrapalha até mesmo a locomoção na cidade, como relatou Maria Carmelita dos Santos, de 71 anos. Ela relembrou que antes de entrar para o curso precisava andar nas ruas sempre perguntando informações a desconhecidos. Por isso, para ela, o Soletre “representa tudo. Porque eu não sabia ler. Eu assinava meu nome, mas eu não sabia ler nada. Hoje eu já sei ler, já sei escrever algumas coisas, não todas as coisas ainda, mas já sei ler e escrever! Estou muito feliz e agradeço a todos os professores”, declarou com alegria. 

A mesma situação de dificuldade ao andar na cidade se repete com Zuleica Paes de Barros Arruda, de 73 anos. Para ela, o curso é uma possibilidade de ampliar seus horizontes. Com o sonho de viajar com independência, ela deseja aprender mais “eu quero aprender também, porque eu quero ler Bíblia, quero ler um ônibus, viajar também, porque a gente tem que saber ler, né? Porque eu apanhei muito para aprender a ler, mas não aprendi. Agora eu estou aprendendo”. 

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Durante a celebração, a vice-presidente do TRE-MT e corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, agradeceu as equipes que desenvolvem o trabalho no projeto e desejou felicitações à turma formada. “A minha fala é de gratidão a Deus por esta turma, por esta equipe de professores e funcionários que trabalham durante todo um período para que chegue nesse dia onde as pessoas estão sendo diplomadas. Elas começam a ler saindo do escuro para a luz e tem toda uma possibilidade e uma vida melhor. A felicidade dos alunos adoçam nosso coração e faz com que esse tribunal continue com esse projeto porque está provado que nós estamos no caminho certo”. 

Este ano, o projeto não abrirá novas turmas, mas em 2025, iniciará a nova edição, o TRE–MT orienta aos interessados e interessadas a acompanharem as redes sociais e o site para não perderem o prazo de inscrição. 

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Andrea Martins Oliveira) 

#DescriçãodaImagem: A imagem mostra a sala do Soletre, com Serly Marcondes Alves abraçando uma formanda e ao lado o ex-vice diretor  Eustáquio Noronha Neto com o diploma em mãos.

Fonte: TRE – MT

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Alertas: Golpistas usam WhatsApp para cobrar falsas taxas de regularização de título

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) alerta os eleitores: uma nova onda de golpes está utilizando aplicativos de mensagens, especialmente o WhatsApp, para cobrar indevidamente por serviços eleitorais. A fraude tenta enganar os eleitores com cobranças para a regularização do título, um procedimento que é totalmente gratuito.  

  

“Recebemos relatos que os golpistas disparam mensagens alarmistas informando sobre supostas “pendências eleitorais” que estariam vinculadas ao CPF do cidadão. Para gerar pânico e forçar uma ação rápida da vítima, os criminosos citam possíveis punições severas, como o bloqueio de serviços públicos e outros impedimentos legais para quem não regularizar a situação”, destaca o secretário de Tecnologia da Informação do TRE. Leon Santos.  

  

A mensagem fraudulenta sempre vem acompanhada de um link que promete a “regularização imediata” do documento. Ao clicar no endereço, o usuário é redirecionado para uma página falsa na internet, minuciosamente construída com a logomarca e a identidade visual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

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Acreditando estar em um ambiente oficial, a vítima é induzida a preencher formulários com informações pessoais sensíveis e a realizar pagamentos de falsas taxas.  

Serviços são gratuitos  

  

O TRE-MT e o TSE não enviam boletos, não solicitam pagamentos via PIX ou transferências e não cobram taxas por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens. A Justiça Eleitoral também jamais solicita dados bancários ou informações financeiras por esses canais. Para evitar cair no golpe, a recomendação principal da Justiça Eleitoral é a cautela. Caso receba mensagens do tipo, o cidadão deve: 

 

  • Ignorar a mensagem e não a repassar para contatos, quebrando a corrente de desinformação;  

  

  • Sob nenhuma hipótese clicar em links suspeitos ou baixar arquivos anexos;  

  

  • Nunca fornecer dados pessoais, bancários ou realizar pagamentos.  

  

O TRE-MT orienta que qualquer consulta sobre a situação eleitoral ou procedimentos de regularização deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais. O eleitor pode utilizar o aplicativo e-Título (disponível gratuitamente para smartphones) ou acessar os portais oficiais na internet.  

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Uma dica fundamental de segurança é sempre checar o endereço da página (URL) no topo do navegador antes de realizar qualquer ação. Os sites legítimos da Justiça Eleitoral sempre terminam com o domínio .jus.br, como é o caso de www.tre-mt.jus.br e www.tse.jus.br 

  

Daniel Dino   

Assessoria TRE-MT 

Fonte: TRE – MT

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