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Eleições 2024 terão coordenador (a) de acessibilidade em Mato Grosso

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Nas Eleições Municipais de 2024 o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), de forma inédita em Mato Grosso, terá o coordenador(a) de acessibilidade, que irá ajudar na logística e no atendimento a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, no dia 06 de outubro (1º turno) e 27 de outubro, em eventual 2º turno.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visando contribuir com o acesso à cidadania da população brasileira, irá ampliar os recursos junto ao TRE-MT para que haja acessibilidade a todos e todas que necessitem de apoio.

As atribuições do coordenador(a) de acessibilidade, que será nomeado (a) para prestar apoio logístico no local de votação, serão: verificar se as condições de acessibilidade estão adequadas, adotar as medidas possíveis para aperfeiçoá-las e, no dia da eleição, orientar e atender as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Neste sentido, também os eleitores e eleitoras que não tenham informado a deficiência no cadastro eleitoral e que queiram registrar a situação no momento da votação, poderão fazê-lo.

Para o juiz titular da 1° Zona Eleitoral de Cuiabá, Jamilson Haddad, é de extrema importância alocar intérpretes da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) para auxiliar pessoas que necessitam deste apoio para exercer o direito ao voto. “É muito importante que nós, enquanto agentes da Lei, cumpramos nosso papel social, a fim de garantir que o cidadão e a cidadã tenham seus direitos resguardados por meio do exercício da democracia, e, também tivemos iniciativa de buscar parceiras com instituições de ensino, órgãos de assistência social, para buscar esse perfil de pessoas que cursa ou já cursou Libras”, pontuou o magistrado. 

De acordo com chefe de cartório da 39ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Armando Sussia, os mesários e mesárias serão convocados pelos cartórios a partir da segunda quinzena de junho, por e-mail. “Tem opções de convocações por aplicativos de mensagens, por oficial de justiça, correios, etc., mas na 39° ZE optamos por comunicar por correio eletrônico, e cada Zona pode adotar seus meios de convocação”, frisou o servidor.  

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“É importante ressaltar que a urna eletrônica é acessível e que, ao longo dos anos, ela vem sendo modificada para atender essa parte do eleitorado que precisa da acessibilidade, para que eles tenham acesso à cidadania”, destacou a analista judiciária da Assessoria de Planejamento e Gestão Estratégica (Asplan) do TRE-MT, Grace Cristiani Gasparoto, que é representante das áreas de Sustentabilidade e de Acessibilidade no Tribunal.

É importante ressaltar que a pessoa, independentemente do tipo de deficiência, poderá votar acompanhada, inclusive com o auxílio do acompanhante para o acionamento das teclas da urna eletrônica, ainda que não o tenha requerido antecipadamente à juíza ou ao juiz eleitoral.

Mais ações

Além da figura do (a) coordenador (a) de acessibilidade no local de votação, a Justiça Eleitoral fará uma capacitação uniforme para todos os Cartórios Eleitorais do País, contemplando questões de acessibilidade. Além disso, as Eleições 2024 terão a voz sintetizada “Letícia” na urna eletrônica, que informará cargo em votação, número digitado e nome da candidatura escolhida à pessoa com deficiência, que utilizará fone de ouvido, garantindo o sigilo do voto.

Haverá, ainda, um capítulo exclusivo sobre acessibilidade no material instrucional para mesários e mesárias e, no treinamento, serão repassadas orientações específicas para abordagem de pessoas de forma adequada e empática, por tipo de deficiência. O TRE-MT também irá elaborar o “Formulário Identificação de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida”, com o objetivo de coletar informações e adaptar situações.

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A urna eletrônica possui diversos recursos acessíveis, como o sistema Braile e identificação da tecla “5” do teclado, que é similar ao do telefone. Na tela da urna, há apresentação de um intérprete de Libras para informar, às eleitoras e aos eleitores com deficiência auditiva, os cargos que estão em votação no momento. A Justiça Eleitoral também adorou o nome social no cadastro e a possibilidade de alocação a local de fácil acesso para votação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Outra medida foi a garantia de formulário de dispensa de votação (analisados pelo juiz eleitoral) a pessoas sem condições de saúde ou acamadas, e casos que se enquadrem na lei. No caso de pessoas que tenham deficiência visual, são fornecidos fones de ouvido descartáveis, visando à segurança biológica/higiênica.

Benefícios de ser mesário

A pessoa que atua como mesário ou mesária tem direito a alguns benefícios. São eles: dois dias de folga para cada dia convocado pela Justiça Eleitoral; auxílio-alimentação no dia da eleição, ou receber as refeições; certidão a serviço da Justiça Eleitoral; desempate em concursos públicos, observados os critérios já previstos em leis ou regulamentos; reconhecimento como atividade extracurricular da prestação de serviços à Justiça Eleitoral nas eleições, aos universitários e universitárias das instituições parceiras. Clique aqui e saiba mais.

Jornalista: Laura Gonçalves Quadros

#PraTodosVerem: Imagem com fundo na cor amarela com três mulheres com fone de ouvido na urna eletrônica. Imagem no fundo na cor cinza, com símbolos de acessibilidade, e a logo do TRE-MT.    

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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