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Cerca de 100 estudantes de Direito da UFMT participam de sessão plenária do TRE-MT

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A sessão plenária desta terça-feira (06.08) foi marcada pela presença de aproximadamente 100 estudantes do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Cuiabá. Eles participaram de uma visita guiada, coordenada pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que contou também com passagem pelo Depósito de Urnas e o Memorial Eleitoral.

O grupo foi recepcionado pela presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que falou sobre a importância do Direito Eleitoral e de sua experiência. “É uma satisfação muito grande tê-los aqui, essas aulas práticas irão beneficiá-los durante as atividades jurisdicionais e o exercício da advocacia. Tenho 39 anos de magistratura e, em praticamente metade desta atuação, eu fui juíza eleitoral e já estive em diversas situações que nunca imaginei. E vou encerrar minha vida profissional na Justiça Eleitoral, com muita honra e satisfação”.

 

Após a sessão, na qual puderam acompanhar os julgamentos e as sustentações orais feitas pelos advogados, os estudantes seguiram para o Depósito de Urnas, que fica na Casa da Democracia. Lá, o secretário de Tecnologia da Informação, Carlos Henrique Cândido, falou sobre as etapas do processo eleitoral, os mecanismos de segurança e de auditoria das urnas eletrônicas.

Em seguida, a visita foi concluída no Memorial Eleitoral, ocasião em que o vice-diretor da EJE-MT e juiz-membro do TRE-MT, Eustáquio Inácio de Noronha Neto, explicou sobre uma prática que despertou a preocupação da Justiça Eleitoral nas Eleições Gerais de 2022 e que tem sido combatida, em parceria com outros órgãos.

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“Nós tivemos muitas situações de assédio eleitoral, que é quando um chefe ou líder coage, ameaça ou promete benefícios para que os subordinados e subordinadas votem ou deixem de votar em determinada pessoa. Esta é uma prática muito danosa que a Justiça Eleitoral vem combatendo, porque defendemos que a pessoa deve ter a liberdade para decidir. A presidente firmou um termo de cooperação, recentemente com o Tribunal Regional do Trabalho, para tornar o processo de recebimento e tratamento das denúncias mais célere e com resposta mais efetiva, por meio da integração entre as Ouvidorias dos dois órgãos”, destacou.

Também no Memorial, a secretária da EJE-MT, Janis Eyer Nakahati, apresentou os documentos históricos presentes, a primeira urna, chamada de pelouro, e a evolução dos equipamentos de votação, chegando ao modelo atual da urna eletrônica. Também falou sobre o trabalho desenvolvido pela Escola, que possui três eixos: ações institucionais de responsabilidade social; estímulo ao estudo; e produção científica em matéria eleitoral. Para saber mais sobre a EJE-MT, clique aqui.

Para o diretor adjunto do curso de Direito da UFMT, Welder Queiroz, é fundamental que os estudantes conheçam a dinâmica das sessões de julgamento e o Direito Eleitoral. “É importante para eles conhecerem como funciona um julgamento, como é o voto do relator, os votos dos juízes-membros, além de conhecer de perto a Justiça Eleitoral, que é a casa da democracia, de fato. Então, saber melhor como funciona a urna eletrônica tem uma relevância para os alunos que irão ou já estudaram Direito Eleitoral poderem ter uma noção da prática, avaliou.

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A visita contou com estudantes do 1º ao 10º semestre de Direito. O presidente do Centro Acadêmico de Direito 8 de Abril, que cursa o 5º semestre, Felipe Garcia Pires Vieira, frisou a importância da atividade. “Considero muito importante esse tipo de visita, principalmente em um ramo da justiça que é meio deixado de lado nos cursos de graduação em Direito no país. Na nossa universidade, por exemplo, é recente, faço parte da primeira turma com disciplina de Direito Eleitoral na grade curricular. Então, esse tipo de visita é uma coisa que o Centro Acadêmico tem tentado trazer cada vez mais. Participar de uma sessão do Pleno foi algo diferente, principalmente para quem está no início do curso e fica muito focado na parte acadêmica. Então, esses primeiros contatos são muito importantes para esse viés prático. E o Memorial é algo que todo órgão público deveria ter”.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra o Plenário do TRE-MT, que tem paredes laterais com detalhes em madeira e estofado vermelho, e cadeiras enfileiradas, com estudantes de Direito sentados, de costas. À frente deles, aparecem os juízes-membros e a presidente, e o advogado que faz sustentação oral na sessão plenária, de costas para eles.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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