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Capacitação em licitações e contratos aborda terceirização no serviço público

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Cerca de 25 servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) participam de uma capacitação voltada para contratos de terceirização no serviço público. O curso “Terceirização de Serviços com Dedicação Exclusiva de Mão de Obra: Questões Aplicadas sobre Planejamento, Julgamento e Contrato” teve início nesta terça-feira (26) e prossegue até quinta (28), das 8h às 12h e das 13h às 16h30. Com carga horária de 21 horas, a qualificação ocorre na Sala de Treinamentos 1.

O evento foi aberto pelo diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, que destacou a importância do curso para a instituição e lembrou que os terceirizados estão presentes na Justiça Eleitoral, tanto na Capital quanto no interior, atuando no apoio administrativo, copa, serviços gerais, vigilância, informática, manutenção predial e transporte. Esses profissionais trabalham nos prédios da Justiça Eleitoral, mas não são empregados da instituição.

“A capacitação visa, em sua essência, investir em resultados sustentáveis, segurança jurídica e eficiência institucional. Ela também integra o Plano Anual de Capacitação (PAC) 2025 e está alinhada ao objetivo estratégico de prover uma força de trabalho preparada e disponível para as necessidades da instituição. Como órgão do Judiciário, o TRE-MT tem a responsabilidade de administrar o contrato com as empresas terceirizadas e fiscalizar o cumprimento das cláusulas contratuais, especialmente das obrigações para com seus contratados. Esse cuidado é para que os direitos sejam respeitados dentro da sua dignidade, diante das responsabilidades de cada um”, observa Mauro Sérgio.

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Esse curso é um subsídio no cumprimento das obrigações de cada ente, para que o colaborador seja um instrumento que ajude a Justiça Eleitoral a prestar um melhor serviço à sociedade. “A expectativa do TRE-MT é que o curso realmente auxilie no aprimoramento dos processos de contratação envolvendo mão de obra e serviços terceirizados. A gente quer garantir uma boa qualidade do serviço para a sociedade, mas que resguarde os direitos dos terceirizados”, afirmou o assessor do Núcleo de Gestão e Licitações (NGL) do TRE-MT, Maksen Augusto do Nascimento.

O curso é ministrado pela professora Madeline Rocha Furtado, consultora na área de licitações e contratos públicos. A especialista explica que a relação do serviço público com o contratado apresenta várias nuances dentro do regramento jurídico atual, exigindo que cada parte cumpra suas obrigações, sob pena de responsabilidade subsidiária. Na prática, isso obriga uma das partes da relação a complementar ou assumir o dano, débito ou obrigação não adimplida, ou parcialmente adimplida, por aquele que era o primeiro responsável.

“O Decreto nº 12.174, de 11 de setembro de 2024, trouxe mais benefícios para o terceirizado ao assegurar garantias trabalhistas que precisam ser observadas na execução dos contratos. O serviço público não pode ter ingerência sobre a empresa, mesmo que o empregado não pertença àquele órgão. O poder público precisa observar o decreto e, ao mesmo tempo, cobrar a correta execução dos serviços dentro do escopo do contrato

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Na análise da especialista, o TRE-MT tem uma capilaridade diferente, pois, além do tribunal, possui cartórios eleitorais onde há serviços terceirizados com dedicação exclusiva. “Este curso reflete a preocupação de apresentar as novidades que o Decreto nº 12.174 trouxe acerca da terceirização e da forma de concessão dos direitos trabalhistas a esses terceirizados”, concluiu.

Participam do curso servidores de pelo menos 14 áreas e setores do TRE-MT: Presidência, Assessoria Jurídica; Assessoria de Comunicação (ASCOM); Ouvidoria; Diretoria-Geral; Secretaria de Administração e Orçamento; Secretaria de Tecnologia da Informação (STI); Seções de Editais e Contratos; Gerenciamento de Compras; Contabilidade; Transportes; Controle Interno; e de Materiais e Patrimônio. 

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVeremA imagem mostra uma sala de treinamento com participantes sentados em cadeiras vermelhas, atentos a uma apresentação. Uma mulher, posicionada à frente, ministra o curso sobre contratos com empresas terceirizadas utilizando um projetor que exibe informações em uma tela. O ambiente é organizado, com mesas, notebooks e materiais de apoio, evidenciando um clima de capacitação profissional.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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