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Campos de Júlio alcança a meta da campanha “Biometria 100%” e entra para o top 16

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Campos de Júlio (a 566 km de Cuiabá) é o 16º município mato-grossense a atingir a meta da campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT). Com 98,01% de cobertura biométrica, o município se junta a Araguainha (100%), Ponte Branca (99,90%), Vale de São Domingos (99,55%), Indiavaí (99,49%), Planalto da Serra (99,29%), Ribeirãozinho (99,01%), Torixoréu (98,77%), Araguaiana (98,32%), Santa Rita do Trivelato (98,30%), Itanhangá (98,27%) e Alto Taquari (98,07%). 

A cidade conta com um total de 6.607 pessoas aptas a votar e já contabiliza 6.478 eleitores e eleitoras com biometria, restando um eleitorado de apenas 129 pessoas, o equivalente a 1,95%. Campos de Júlio localizado na região do Parecis e pertence à 42ª Zona Eleitoral, com sede em Sapezal – a 58,4 km dali. A meta da campanha Biometria 100% em 2025 é alcançar 98% de cadastramento biométrico no Estado. .   

Em Mato Grosso, a Justiça Eleitoral está à procura de 224.350 eleitores que ainda não fizeram a biometria, o correspondente a 8,78% do eleitorado. Por outro lado, 91,22% dos eleitores mato-grossenses possuem coleta biométrica, um total de 2.326.711 pessoas dentro de um universo de 2.550.448 indivíduos aptos a votar. 

Para o juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães, da 42ª Zona Eleitoral, atingir a meta da campanha Biometria 100% em Campos de Júlio já era esperado pelo cartório e pelo posto eleitoral no município, diante de todas as medidas que vêm sendo adotadas. “O êxito confirma que, sob orientação da Corregedoria do TRE, estamos no caminho certo para alcançar a meta também em Sapezal”, disse, confiante, o magistrado. 

Segundo ele, durante o desenvolvimento dos trabalhos, a Justiça Eleitoral tem intensificado os mutirões de atendimento em locais de grande fluxo de pessoas e com baixo índice de cadastro biométrico. “Paralelamente, estamos ampliando a divulgação da campanha nos meios de comunicação locais e realizando a busca ativa dos eleitores, em seus endereços residenciais e comerciais. Para tanto, estamos contando com a colaboração de órgãos públicos e entidades privadas, para atualização de dados e efetiva localização dos eleitores”, informou. 

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O juiz eleitoral da 42ª ZE destacou o esforço redobrado para ampliar a biometria nas últimas semanas, com atendimento em horário estendido, mutirões constantes e busca ativa pelos eleitores. “Toda a equipe do cartório, incluindo o posto de atendimento de Campos de Júlio, não tem medido esforços para atingir a meta, demonstrando grande comprometimento, habilidade e criatividade no desenvolvimento de ações e estratégias na busca do objetivo”, enalteceu Luiz Guilherme Carvalho Guimarães. 

Sapezal 

Em Sapezal, o índice de cadastramento biométrico aponta para um total de 19.009 eleitores, o equivalente a 96,61%, dentro de um universo de 19.676 pessoas aptas a votar. Para ter a universalidade de coleta biometria no município, a Justiça Eleitoral precisa atender 667 pessoas, o correspondente a 3,39%. Sapezal está a 1,39% de alcançar a meta da campanha Biometria 100%. 

Atendimento 

Para ser atendido, basta comparecer a um cartório ou posto de atendimento eleitoral e apresentar um documento oficial com foto, na versão física ou digital. Esse mesmo atendimento pode ser encontrado nos mutirões. Neles, o eleitor ou a eleitora sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. 

Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada. 

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O posto de atendimento eleitoral de Campos de Júlio está localizado na Avenida Valdir Masutti, 94 – Centro. O número de telefone do posto é o 55 65 99963-3127. Já o Cartório da 42ª Zona Eleitoral em Sapezal está situado à Avenida Jaime Schelcheli, 939 – Cidezal IV. Os telefones de contato são os seguintes: (65) 4042-8003, Fax: (65) 4042-8004 e (65) 99223-1822 (WhatsApp). 

Confira aqui os endereços de cartórios e postos eleitorais de atendimento em todo o Estado. 

Biometria 

 A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação. 

Representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Jornalista Anderson Pinho 

Crédito da Imagem: Prefeitura Municipal 

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma vista aérea de uma cidade de porte médio, com ruas bem demarcadas, quadras organizadas, áreas residenciais e alguns prédios públicos ou comerciais de maior porte. Há muitas casas com telhados variados, árvores espalhadas e vários terrenos ainda em fase de ocupação. Ao redor do centro urbano, vê-se uma ampla área rural com grandes campos agrícolas se estendendo até o horizonte, sob um céu parcialmente nublado. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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